FC Porto 2-0 Estoril Praia: Vitória sem espinhas na consagração do campeão

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A CRÓNICA: JOGO QUASE DE SENTIDO ÚNICO EM DIA DE FESTA

Naquele que foi o jogo da consagração da equipa portista como campeã nacional, o FC Porto recebeu o Estoril-Praia SAD, numa partida em que ambas as equipas tinham a vida resolvida ao nível dos objetivos a que se propuseram.

O FC Porto entrou forte na partida (como já é seu apanágio) e controlou o jogo no meio-campo adversário, porém, o número oportunidades não ia sendo diretamente proporcional ao domínio dos dragões. Apenas se jogava no último terço portista, mas o jogo foi para intervalo empatado a zeros e sem registos de grandes oportunidades para qualquer um dos lados.

O que faltou na primeira parte, apareceu bastante cedo na segunda. Decorridos apenas dois minutos, recuperação de bola numa zona alta do terreno, culmina num cruzamento rasteiro de Zaidu e Joãozinho acaba por inserir a bola na própria baliza. O campeão nacional adianta-se bem cedo no segundo tempo.

O FC Porto não tirou o pé do acelerador e continuou a busca por dilatar a vantagem. Evanilson atirou ao poste, Taremi à barra e Francisco Conceição viu o seu golo ser negado por Thiago. Tudo isto nos primeiros vinte minutos do segundo tempo.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Após várias tentativas o Porto lá consegue aumentar a vantagem, e logo por um estreante. Fábio Vieira serviu Fernando Andrade, que na cara do guarda redes não treme e faz o golo apenas dois minutos depois de entrar em campo.

Resultado final: 2-0 para os azuis e brancos, estabelecendo assim em 91 pontos o novo recorde de pontos do campeonato português.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Zaidu – Foi a estrela da tarde. Começou por ser o mais ovacionado, depois faz o cruzamento que resulta no primeiro golo. Ganhou uma nova vida e reconquistou a confiança do Dragão.

O FORA DE JOGO

Meio-campo do Estoril Praia – Principalmente Gamboa e Rosier. Estiveram abaixo do nível que costumam apresentar. Mostraram alguma lentidão na reação à perda e pouca agressividade na luta pelas segundas bolas, sendo muito por aí que o Porto fez mossa.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A equipa portista, embora já tenha assegurado o título, não fez grandes alterações em relação ao último jogo. Apenas Cláudio Ramos entrou para o lugar de Diogo Costa (sagrando-se assim campeão nacional).

O FC Porto alinhou num 4-4-2, mas foram várias as vezes em que Taremi jogou como um número 10, colocando a equipa organizada num 4-2-3-1. Com uma pressão alta, jogou quase sempre em organização ofensiva e no meio-campo do adversário.

Vitinha pegou na batuta e foi pautando o jogo à sua imagem, Evanilson e Taremi iam saindo muito da zona central para jogar apoiado e Otávio foi sendo um terceiro médio (às vezes até um quarto).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Cláudio Ramos (7)

João Mário (6)

Mbemba (8)

Pepe (7)

Zaidu (7)

Grujic (8)

Vitinha (8)

Otávio  (8)

Pepê (7)

Evanilson (7)

Taremi (7)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Vieira (7)

Francisco Conceição (7)

Rúben Semedo (-)

Fernando Andrade (8)

Meixedo (-)

ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL PRAIA

A formação estorilista alinhou no 4-3-3 habitual, apenas entrando Ferraresi para o lugar do suspenso Bernardo Vital. André Franco foi sendo o fator decisivo para o sistema tático, jogando como médio umas vezes, e outras como um segundo avançado, atrás de Rui Fonte.

Rosier e Gamboa foram fazendo um duplo pivô, com Gamboa a ser mais um médio de contenção. A construção passou muito por Ferraresi, o melhor tecnicamente. Arthur foi o mais esclarecido do lado dos canarinhos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thiago (6)

Ferraresi (7)

Raúl Silva (5)

David Bruno (6)

Joãozinho (5)

Gamboa (5)

Rosier (5)

Arthur (6)

André Franco (6)

Mboula (5)

Fonte (5)

SUBS UTILIZADOS

   Francisco Geraldes (5)

Lucho Vega (5)

Bruno Lourenço (5)

Ruiz (-)

Volnei (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Francisco Moreira e Silva
Francisco Moreira e Silvahttp://mariooliveira
O Francisco é natural de Santo Tirso. Encontra-se a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Sempre teve uma paixão enorme pelo deporto, sobretudo pelo futebol. Tem também um gosto especial pelo basquetebol, mais concretamente NBA. Jogou futebol durante 13 anos, mas agora é na vertente do treino que vai continuando o bichinho pela modalidade.

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