Última horaImprensa espanhola escreve sobre Vitinha: «É uma impossibilidade para os restantes clubes»
Publicidade

FC Porto 2-1 GD Chaves: Entrar em férias e sair em trabalho

Pedro Nuno Silva · 3 min

FC Porto 2-1 GD Chaves: Entrar em férias e sair em trabalho

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

fc porto cabeçalho

O FC Porto recebeu e venceu o Desportivo de Chaves no jogo da 14ª jornada e reduziu a diferença pontual para o Benfica para um ponto. Custou, o Chaves vendeu cara a derrota e fez o que nenhuma equipa ainda fez no Dragão para o campeonato – incomodou muito o Porto.

Os Dragões repetiram o onze do último jogo mas não se pode dizer que tenham repetido a atitude, entrou com vontade mas com desconcentração. Descuidou-se muitas vezes nos contra-ataques flavienses e permitiu muitos remates.

Brahimi tentou no inicio do jogo mas rapidamente o Chaves mostrou que não veio ao Dragão passear e depois de se soltar da pressão inicial arriscou várias vezes nos contra-ataques rápidos e com diversos elementos. Deu frutos, aos 12’ Rafael Lopes inaugurou o marcador depois de um mau passe e escorregadela de Felipe e com a ajuda de um desvio essencial de Danilo. A partir daí o Porto nunca mais se encontrou na primeira parte. Jogo desatento do ataque portista, especialmente de Corona e Brahimi, e pouca inspiração de André Silva e Diogo Jota.

O argelino teimava em não dar largura ao jogo e Corona foi sempre trapalhão no drible e não foi especialmente feliz nas combinações com Maxi. O jogo ficou partido para os portistas que abriram um fosso entre Danilo e o ataque e só Oliver tentou ligar o jogo com eficácia. Esta falta de coesão notou-se na quantidade de contra-ataques perigosos que o Chaves fez já que não havia pressão eficaz logo à saída do contra-ataque. Entre tentativas aos repelões e paradas de ambos os guarda-redes a primeira parte chegou ao fim, marcada pelo desnorte dos azuis e brancos.

No segundo tempo já houve outro Porto, mais organizado, ainda que com mais coração do que cabeça. Foram várias as vezes que a bola entrou na área do Chaves ora por cruzamento ora controlada, o que é certo é que a baliza parecia impenetrável até porque António Filipe estava em noite inspirada.

Aos 53’ o árbitro invalida mal um golo ao Porto, aos 58’ a bola vai ao poste dos transmontanos e no mesmo minuto Maxi parece sofrer falta para grande penalidade – o jogo estava frenético. Aos 64 minutos entrou Depoitre para o lugar de Jota e o belga que parecia uma carta fora do baralho demorou oito minutos até restabelecer a igualdade – descansavam os adeptos portistas numa partida que fez lembrar tantas outras recentes em que a bola ia ao ferro ou era parada pelo guardião. Aos 77’ a alegria maior com Danilo a desferir um grande pontapé de fora da área e a colocar os azuis e brancos na frente do marcador. Houve jogo até ao final, o Chaves nunca baixou os braços e procurou sempre o golo depois da desvantagem mas os Dragões com alguma atrapalhação conseguiram levar de vencida a partida.

Muita desconcentração portista que parece ser fruto dos dias de férias que os jogadores vão ter direito, esperemos que esta pequena paragem possibilite que os atletas mais utilizados descansem e que regressem com força para a segunda metade do campeonato.

A FIGURA

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Danilo Pereira: Marcou um grande golo que foi um prémio para as exibições que tem feito. Não estava a ser o jogo mais conseguido do médio defensivo mas melhorou na segunda parte dando estabilidade à equipa. Menção honrosa para Casillas e especialmente para António Filipe que foram obrigados a várias defesas.

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Corona: Desconcentrado e com o “complicómetro” ligado tal como o seu colega do lado esquerdo Brahimi. No entanto tentou sempre e teve a inteligência de simplificar na segunda parte.

Pedro Nuno Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

O início da revolução tática de Franclim Carvalho | Braga 2-0 Gent

Fechado o capítulo com Carlos Vicens, o primeiro teste do Braga sob o comando de Franclim Carvalho deixou indícios de uma equipa a procurar novos sinais de identidade e a querer agarrar o rumo da temporada, vencendo o Gent por 2-0 em frente aos adeptos gverreiros. O futebol de Vicens encantou em muitos momentos, surpreendendo até os três grandes do futebol português, mas a falta de produto final e a instablidade defensiva ditaram vários resultados negativos, acabando por forçar a mudança. Com o novo líder, a verticalidade do ataque bracarense foi sentida desde cedo e, apesar de ainda estar longe do ideal, o desempenho do Braga acabou por ser mais que suficiente para somar os primeiros três pontos da temporada na Conference League. A primeira grande alteração passou pelo sistema base, deixando o 3-4-3 de Vicens e instalando um 4-2-3-1, cujas nuances encaixaram muito bem com as características do plantel. Começando pelo momento ofensivo, o Braga mostrou grande variabilidade na quantidade e disposição dos elementos envolvidos na primeira fase de construção. A saída mais utilizada foi em 3+1, com Bright Arrey-Mbi a fechar como central e com João Moutinho como o elemento mais recuado do meio-campo, fazendo Gorby Baptiste «crescer», como referiu o treinador na conferência de imprensa, em resposta ao Bola na Rede. O francês é claramente o jogador com características que mais se adaptam a esta função, sendo assim alguém que pode vir a ter uma temporada em que dá mais um salto na carreira. No entanto, os minhotos conseguiram também construir em 3+2, deixando Gorby mais recuado, e ainda em 4+2, com Bright aberto na esquerda e Victor Gómez mais recuado na direita.

Dinis Jacob · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.