FC Porto 2-1 GD Chaves: Entrar em férias e sair em trabalho

- Advertisement -

fc porto cabeçalho

O FC Porto recebeu e venceu o Desportivo de Chaves no jogo da 14ª jornada e reduziu a diferença pontual para o Benfica para um ponto. Custou, o Chaves vendeu cara a derrota e fez o que nenhuma equipa ainda fez no Dragão para o campeonato – incomodou muito o Porto.

Os Dragões repetiram o onze do último jogo mas não se pode dizer que tenham repetido a atitude, entrou com vontade mas com desconcentração. Descuidou-se muitas vezes nos contra-ataques flavienses e permitiu muitos remates.

Brahimi tentou no inicio do jogo mas rapidamente o Chaves mostrou que não veio ao Dragão passear e depois de se soltar da pressão inicial arriscou várias vezes nos contra-ataques rápidos e com diversos elementos. Deu frutos, aos 12’ Rafael Lopes inaugurou o marcador depois de um mau passe e escorregadela de Felipe e com a ajuda de um desvio essencial de Danilo. A partir daí o Porto nunca mais se encontrou na primeira parte. Jogo desatento do ataque portista, especialmente de Corona e Brahimi, e pouca inspiração de André Silva e Diogo Jota.

O argelino teimava em não dar largura ao jogo e Corona foi sempre trapalhão no drible e não foi especialmente feliz nas combinações com Maxi. O jogo ficou partido para os portistas que abriram um fosso entre Danilo e o ataque e só Oliver tentou ligar o jogo com eficácia. Esta falta de coesão notou-se na quantidade de contra-ataques perigosos que o Chaves fez já que não havia pressão eficaz logo à saída do contra-ataque. Entre tentativas aos repelões e paradas de ambos os guarda-redes a primeira parte chegou ao fim, marcada pelo desnorte dos azuis e brancos.

No segundo tempo já houve outro Porto, mais organizado, ainda que com mais coração do que cabeça. Foram várias as vezes que a bola entrou na área do Chaves ora por cruzamento ora controlada, o que é certo é que a baliza parecia impenetrável até porque António Filipe estava em noite inspirada.

Aos 53’ o árbitro invalida mal um golo ao Porto, aos 58’ a bola vai ao poste dos transmontanos e no mesmo minuto Maxi parece sofrer falta para grande penalidade – o jogo estava frenético. Aos 64 minutos entrou Depoitre para o lugar de Jota e o belga que parecia uma carta fora do baralho demorou oito minutos até restabelecer a igualdade – descansavam os adeptos portistas numa partida que fez lembrar tantas outras recentes em que a bola ia ao ferro ou era parada pelo guardião. Aos 77’ a alegria maior com Danilo a desferir um grande pontapé de fora da área e a colocar os azuis e brancos na frente do marcador. Houve jogo até ao final, o Chaves nunca baixou os braços e procurou sempre o golo depois da desvantagem mas os Dragões com alguma atrapalhação conseguiram levar de vencida a partida.

Muita desconcentração portista que parece ser fruto dos dias de férias que os jogadores vão ter direito, esperemos que esta pequena paragem possibilite que os atletas mais utilizados descansem e que regressem com força para a segunda metade do campeonato.

Pedro Nuno Silva
Pedro Nuno Silva
Portista de corpo e alma desde que se conhece e amante de futebol, quando o assunto é FC Porto luta para que no meio do coração lhe sobre a razão.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Saber cair de cabeça erguida, num palco onde se viveu História | Friburgo 3-1 Braga

O Braga caiu aos pés do Friburgo durante a noite de quinta-feira, falhando a final da Europa League, que se realiza em Istambul.

Carlos Vicens responde ao Bola na Rede: «O que tentámos foi manter uma estrutura que nos permitisse estar juntos em tudo o que fizéssemos,...

Carlos Vicens respondeu a uma pergunta do Bola na Rede, depois da eliminação do Braga da Europa League.

Carlos Vicens: «Não podem passar tantos anos para o Braga estar sem lutar por finais europeias»

Carlos Vicens analisou a derrota do Braga contra o Friburgo, num encontro da segunda-mão das meias-finais da Europa League.

Há quatro treinadores espanhóis nas três finais europeias: sabe quem são

As três finais europeias da época registam a presença de quatro técnicos espanhóis: Mikel Arteta e Luis Enrique na Liga dos Campeões; Unai Emery na Liga Europa; e Inigo Pérez na Liga Conferência.

PUB

Mais Artigos Populares

Pau Víctor após eliminação do Braga: «Se conseguíamos o 3-2, tínhamos dado a volta no prolongamento»

Pau Víctor já reagiu ao encontro entre o Braga e o Friburgo, relativo à segunda-mão da meia-final da Europa League.

Champions League, Europa League e Conference League: Há 1 equipa inglesa em cada final

Já estão definidas as três finais das competições europeias. Há, pelo menos, uma equipa inglesa em cada uma das finais.

Hóquei: Barcelona bate Sporting no prolongamento e marca encontro com o Benfica nas meias-finais da Liga dos Campeões

O Sporting foi eliminado da Liga dos Campeões de Hóquei em Patins aos pés do Barcelona, perdendo por 2-0 no prolongamento com um bis de Marc Grau. Os catalães seguem em frente e vão defrontar o Benfica nas meias-finais.