FC Porto 3–0 GD Chaves: MAS (Marega-Aboubakar-Soares) resolve!

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Após 13 dias de paragem das seleções, dragões e flavienses voltaram à competição para se defrontarem na 5.ªjornada e com poucos sinais de “ferrugem”, num jogo repleto de intensidade e só a ser resolvido nos últimos minutos. A pressão estava, como quase sempre, no lado do FC Porto devido às vitórias sofridas de Sporting e Benfica, estando assim em risco a liderança a par dos leões.

Com o desgaste das seleções e com a Liga dos Campeões a meio da semana, esperava-se poupanças de alguns jogadores por parte de Sérgio Conceição, o que não se verificou, sendo Miguel Layún a única novidade no onze inicial.

O arranque do encontro decorreu como o esperado, com o FC Porto a tentar incutir o seu futebol rápido e intenso nos primeiros minutos. No entanto, essa intensidade não era sinónimo de oportunidades de qualidade, já que os lances criados pelos portistas eram de pouco perigo. Primeiro Brahimi com um remate à figura de Ricardo e pouco depois Danilo com um cabeceamento a embater num jogador do Chaves, fazendo a bola passar pouco por cima da trave.

A equipa sensação da época passada, liderada por Luís Castro, sentiu, durante grande parte do primeiro tempo, dificuldades em construir jogo e sair a jogar, sendo o contra-ataque a estratégia utilizada e esperada pelo GD Chaves, aproveitando as invulgares perdas de bolas dos dragões.

Os flavienses foram pouco a pouco adormecendo o jogo e de forma organizada foram abafando qualquer ameaça por parte dos azuis e brancos. Mérito para Luís Castro que certamente soube preparar a sua equipa frente a um adversário que já conhecia bem.

O FC Porto a sentir dificuldades em ameaçar a baliza adversária com Corona desinspirado e a ressentir uma marcação apertada de Djavan, à imagem de Aboubakar que também pouco se viu no primeiro tempo. Brahimi e Marega eram as peças mais inconformadas, mas a verdade era que o FC Porto ia pela primeira vez para os balneários nesta edição da Liga NOS sem conseguir estar na frente do marcador.

O segundo tempo inicia-se com uma alteração no onze do FC Porto. Tanto Corona como Aboubakar poderiam ceder o lugar a Soares e viria a ser mesmo o mexicano a sair depois de um jogo desinspirado.

Aboubakar viria no entanto a aparecer no jogo e da melhor forma. Pouco depois do início do segundo tempo, o camaronês a trabalhar bem sobre a defensiva do Chaves e a conseguir colocar a bola no fundo das redes de Ricardo, com a bola a sofrer um ligeiro desvio antes de entrar. O homem-golo do FC Porto a marcar assim o 5.º golo na Liga NOS.

Aboubakar inaugurou o marcador Fonte: FC Porto
Aboubakar inaugurou o marcador
Fonte: FC Porto

No entanto, a equipa do Chaves entrou com uma atitude corajosa e obstinada no segundo tempo e procurou responder de imediato ao golo sofrido. Nota positiva para a atitude dos flavienses que, apesar do golo, não se deixaram afetar, mantendo o foco no plano de jogo inicialmente delineado.

A dupla substituição do Chaves, com a entrada de Hamdou e Galvão, viria a agitar ainda mais o encontro. Aos 70’, William tem nos pés a oportunidade mais perigosa do encontro para os flavienses ao receber um cruzamento pela direita e a falhar completamente só na cara de Casillas, ameaçando a intransponibilidade do guardião espanhol.

Até perto do final do encontro, o cenário que se apresentava no estádio do Dragão era o de um FC Porto a tentar gerir a vantagem tangencial, enquanto o Chaves procurava a todo o custo o empate. Luís Castro apostava para os últimos dez minutos, chegando a prescindir de Djavan e colocando o extremo Jorginho, no entanto esta atitude demasiada ofensiva viria a sair cara ao GD Chaves. Apesar de dispor de outra oportunidade soberana pelos pés do recém entrado Galvão, que falhou à imagem de William e ainda com o FC Porto a tentar claramente segurar o resultado com a entrada de André André, a verdade é que viria mesmo a ser os dragões a marcar novamente.

No seguimento de um cabeceamento de Soares, a bola encontra o braço do central flaviense Maras e viria a ser o próprio avançado brasileiro a cobrar a grande penalidade apenas à segunda tentativa após a primeira defesa de Ricardo. Soares a regressar assim da melhor forma e a estrear-se pela primeira vez a marcar na competição. Ainda se estava a festejar o golo do brasileiro e já Marega estava a marcar o terceiro do encontro com a defesa do Chaves a desmoronar e a ressentir o golo sofrido por Tiquinho.

O jogo viria assim a terminar com uma vitória aparentemente segura dos dragões, mas que, para quem assistiu, foi bastante sofrida.

Nota positiva para a equipa do Chaves que, apesar de ainda não ter conseguido encontrar o caminho para as vitórias, mostrou ser uma equipa bastante competente e capaz de sair da posição em que se encontra. E ainda, nota positiva para Iker Casillas que soma assim o seu quinto jogo sem sofrer qualquer golo, mantendo a baliza dos dragões inviolável.

Como começou o FC Porto:

FC Porto

Como terminou o FC Porto:

FCP

Nélson Mota
Nélson Motahttp://www.bolanarede.pt
O Nélson é estudante de Ciências da Comunicação. Jogou futebol de formação e chegou até a ter uma breve passagem pelos quadros do Futebol Clube do Porto. Foi através das longas palestras do seu pai sobre como posicionar-se dentro de campo que se interessou pela parte técnica e tática do desporto rei. Numa fase da sua vida, sonhou ser treinador de futebol e, apesar de ainda ter esse bichinho presente, a verdade é que não arriscou e preferiu focar-se no seu curso. Partilhando o gosto pelo futebol com o da escrita, tem agora a oportunidade de conciliar ambas as paixões e tentar alcançar o seu sonho de trabalhar profissionalmente como Jornalista Desportivo.

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