FC Porto 4-0 Vitória de Setúbal: A prenda possível

- Advertisement -

tinta azul em fundo brando pedro nuno silva

Numa noite fria de sexta-feira, no final de uma semana dificil para os portistas, F.C. Porto e Vitória de Setúbal encontraram-se para disputar o jogo referente à 14ª jornada da Liga portuguesa. Se os portistas pudessem pedir uma prenda no sapatinho, certamente não era esta a vitória que estaria nas nossas intenções, mas no Natal nem sempre temos o que queremos e esta semana foi o exemplo disso mesmo.

Num jogo que prometia facilidades e que acabou por as confirmar, Lopetegui retirou Marcano, Casemiro (castigado) e Brahimi e lançou de início Maicon, Campaña e Quaresma, não tendo alterado a essência da equipa.

O Porto começou com bastante posse de bola, a circular o seu jogo pelo meio-campo sempre de forma segura mas sem arriscar muito, esperando pelo momento certo para chegar mais à frente. Surgido no onze inicial, Campaña fez uma boa partida e foi dando rotação ao meio-campo, oferecendo linhas de passe aos colegas. No entanto, a equipa do Porto nunca jogou muito subida (chegou a jogar mais adiantada diante do Benfica) e, portanto, nunca houve a sensação de sufocar o Setúbal, apesar de apenas os dragões terem a bola.

No meio-campo volto a destacar a inconstância de Herrera – garanto que não é perseguição; simplesmente, mais uma vez pareceu um jogador com pouca capacidade de transporte de bola e que, quando encontra adversários com maior capacidade física, acumula erros (claro que num ou noutro momento vai calando muita gente com bons pormenores e um passe ou outro a rasgar a defesa adversária). Com classe e enchendo o olho, esteve Óliver Torres: foi o motor da equipa, jogou e fez jogar. Caso o espanhol não estivesse em campo, a bola circularia sem toque artístico, em míseras rectas e semi-rectas enfadonhas; é um craque e é pena que o passe não pertença ao FC Porto. A protagonizar uma exibição de nível oposto esteve Tello: com a confiança em baixo, teve duas perdidas que não são dignas de um culé. Já mostrou que tem qualidades (principalmente a velocidade) mas decide mal no instante decisivo.

O golo chegou ao minuto 20, através de grande penalidade, convertida por Quaresma. No estádio deu a ideia de que Danilo (que fez mais um bom jogo!) foi puxado mas após rever o lance no ecrã parece um pouco forçado. Aos 25’, Jackson marcou com naturalidade o segundo golo e descansou (ainda mais!) os portistas que se limitaram a gerir o jogo e a falhar mais alguns lances claros de perigo.

A segunda parte foi diferente – o Vitória subiu no terreno e o Porto baixou de produção. De notar dois aspectos no jogo portista: o primeiro dos quais tem a ver com a dificuldade que temos de circular a bola a nível do meio-campo quando sofremos pressão alta na primeira fase de construção, passando muito tempo a circular entre defesas, laterais e guarda-redes; o segundo aspecto é uma consequência do primeiro, e prende-se com o facto de, quando a bola chega ao meio-campo, recorrermos ao passe atrasado muito frequentemente. Percebe-se que a equipa queira manter a bola mas não a consegue preservar no ataque sem o constante e irritante passe para a defesa, que nunca joga muito subida (e Lopetegui tem as suas razões que me parecem plausíveis, ficando este tema para outra ocasião) – algo que não está bem e que é preciso rever.

Voltando ao jogo jogado, aos 61’ saiu Tello e entrou Evandro, que veio dar mais consistência ao meio-campo, e aos 73’ Quintero substituiu Campaña – não houve grandes alterações estruturais e o jogo foi decorrendo com relativa normalidade com um Setúbal a tentar fazer alguma coisa mas sempre sem capacidade.

Já perto do fim, e quando os adeptos aguardavam o apito final, Brahimi, acabado de entrar, marcou o terceiro golo, e, de grande penalidade, Danilo assinou o quarto. Resultado exagerado para o que o Porto fez, especialmente na segunda parte. Não passamos o Natal muito descansados mas ainda assim mantemos a perseguição ao primeiro classificado.

 

A Figura

Óliver – É um craque: bons passes, bons pormenores, bons dribles. Foi ele que fez o Porto jogar.

O Fora-de-jogo

Tello – Demonstra uma enorme falta de confiança, evidenciada não só nas más decisões perto da baliza adversária, como até em passes curtos que um jogador da sua qualidade não deve falhar.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

Pedro Nuno Silva
Pedro Nuno Silva
Portista de corpo e alma desde que se conhece e amante de futebol, quando o assunto é FC Porto luta para que no meio do coração lhe sobre a razão.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Benfica avança negociações por antigo alvo do mercado de inverno

O Benfica está interessado na contratação de Zurab Davitashvili. Os encarnados já estão em negociações para a contratação do avançado internacional A pela Geórgia.

Anatoliy Trubin elogiado e Georgiy Sudakov criticado na vitória da Ucrânia: «Invisível, passou ao lado do jogo»

Anatoliy Trubin brilhou na vitória da Ucrânia contra a Polónia. Georgiy Sudakov recebeu críticas negativas devido a uma exibição discreta.

Sócios do Real Madrid votam dia 7 de junho: eis todos os detalhes da votação

Os sócios do Real Madrid votam no dia sete de junho. Florentino Pérez e Enrique Riquelme lutam pela presidência do clube espanhol.

Manchester United fecha primeiro reforço do verão por 45 milhões de euros

O Manchester United vai pagar 40,5 milhões de euros fixos, mais 4,5 milhões em variáveis pelo médio brasileiro da Atalanta, Éderson.

PUB

Mais Artigos Populares

Fredrik Aursnes brilha com a camisola da Noruega: «Faz tudo parecer fácil»

Sander Berge deixou fortes elogios ao colega de meio-campo Fredrik Aursnes após o regresso do médio do Benfica à seleção da Noruega.

Médio apontado ao FC Porto marca no empate do Gana de Carlos Queiroz frente ao País de Gales

O Gana empatou a uma bola no País de Gales. Caleb Yirenkyi marcou o golo da seleção comandada por Carlos Queiroz.

Capitão do Fulham reage à saída de Marco Silva: «Foi especial o que tu e a tua equipa deram a cada pessoa no clube»

Bernd Leno lamenta a saída de Marco Silva do Fulham. O atleta elogia o treinador que vai orientar o Benfica na próxima temporada.