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Frente a frente do clássico: Sérgio Conceição vs Bruno Lage

Pedro Pinto Diniz · 2 min

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O SL Benfica venceu o FC Porto no clássico de ontem, e, consequentemente, o veredicto tem de recair sobre Bruno Lage, pelo equilíbrio e eficácia demonstrados.

O FC Porto entrou forte e fez o golo, mas a partir daí deu o jogo “de mão beijada” ao Benfica, recuperando-o unicamente por volta dos 65 minutos, com o resultado já fixado em 1-2 para os encarnados. Nesse espaço de tempo, houve erros claros que provocaram o desfecho indesejado para os adeptos portistas.

A nível defensivo, principalmente, Sérgio Conceição não conseguiu retificar uma pressão tardia e desequilibrada da sua equipa, que viu Gabriel constantemente sozinho para construir jogo e Grimaldo com o corredor direito completamente livre para avançar e causar perigo na defesa portista.

Corona foi completamente nulo na primeira parte e Manafá foi, consequentemente, obrigado a enfrentar tanto Rafa como Grimaldo, tendo surgido daí todas as situações de perigo flagrante do ataque da formação de Bruno Lage, este último que referiu, na conferência de imprensa após o jogo, que pretendeu, exatamente como sucedeu ao longo do jogo, fingir atacar por dentro, mas atacar por fora, pelas alas.

Militão poderia ter sido uma solução face à preponderância ofensiva do Benfica no lado direito da defensiva portista
Fonte: FC Porto

Face à infelicidade de Corona e com Militão no banco e rotinado na posição, poderia ter sido uma solução válida para resolver a avalanche ofensiva no lado direito da defesa portista. Subir Manafá, ao intervalo, teria sido talvez uma opção mais fiável, aliando a velocidade e capacidade de cruzamento do português com a segurança defensiva do brasileiro.

Sérgio Conceição não alterou a estratégia nem os peões azuis e brancos do xadrez, e pagou caro por isso, sofrendo o segundo golo no primeiro quarto de hora da segunda parte, numa jogada semelhante a tantas outras da primeira parte…pelo lado direito da defensiva portista, a partir de uma subida de Grimaldo.

Mas não se pense que Bruno Lage esteve perfeito no clássico, pois não foi, de facto o que aconteceu. O técnico encarnado permitiu que Brahimi desequilibrasse, sozinho, a sua defesa, não conseguindo anular o jogo ofensivo do argelino. Depois da expulsão infantil de Gabriel, Lage viu a sua equipa ser completamente sufocada pelo FC Porto, valendo ao Benfica, em vários momentos, Odysseas, a segurar a vitória dos lisboetas.

Veredicto: Como referido no início do artigo, a escolha tem de recair em Bruno Lage, pelo equilíbrio e eficácia nos processos defensivo e ofensivo, mas acima de tudo pela vitória em casa do maior concorrente ao título de campeão nacional.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Pedro Pinto Diniz

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