Frente a frente: Paulo Fonseca vs Nuno Espírito Santo

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Com portugueses no comando técnico desde que Rui Barros assumiu, como interino, a liderança da equipa em 2006/007, o FC Porto apenas interrompeu esta norma em 2014, ano da chegada de Lopetegui. Nomes como André Vilas Boas, Jesualdo Ferreira e Vítor Pereira fazem os adeptos viajar para anos de conquistas, mas outros houve que não alcançaram os mesmos feitos. Paulo Fonseca e Nuno Espírito Santo são dois desses nomes.

Paulo Fonseca
45 anos;
Épocas ao serviço do FC Porto: 1
Jogos realizados: 37
Vitórias: 21

Arrancava a época 2013/2014 e os dragões apostavam em Paulo Fonseca para liderar uma equipa que, sob as ordens de Vítor Pereira, vinha da conquista de dois campeonatos consecutivos. Depois de uma boa campanha em Vila das Aves, a que se seguiu outra positiva em Paços de Ferreira, Paulo Fonseca foi visto como o homem certo para manter o emblema no rumo dos títulos. E a verdade é que esse percurso não começou mal e o FC Porto começou a vencer aquele que seria o único título da época, a Supertaça, com uma vitória de 3-0 sobre o vizinho Vitória SC.

Nas primeiras jornadas o FC Porto venceu sete e empatou por três vezes tendo, em casa, vencido por 3-1 um dos adversários diretos na luta pelo título, o Sporting. No entanto, à 11ª perdeu a liderança e viu os dois rivais de Lisboa passarem para o primeiro lugar, um primeiro lugar onde não voltou a estar de forma isolada. A derrota caseira com o Estoril e o empate na deslocação a Guimarães foram o final da linha para o treinador português, que acabou afastado da Invicta com o FC Porto a nove pontos do líder, SL Benfica, e já praticamente condenado a ver o título fugir-lhe.

Apesar de o talento não lhe ser negado, Paulo Fonseca foi tido como mais um dos casos, também recorrente em jogadores, em que a pressão de estar num dos “grandes” é fatal, um dos casos em que “talvez fosse cedo demais” para um passo assim. Paulo Fonseca regressou ao Paços de Ferreira e, na época 2015/2016 rumou a Braga, onde deixou a equipa no quarto lugar e a levou aos quartos-de-final da Liga Europa, de onde foi eliminado pelo Shakhtar Donetsk, aquela que viria a ser a sua equipa e ainda o é, já lá vão três épocas.

NES conseguiu 76 pontos na primeira e única época no Dragão mas não foi suficiente
Fonte: FC Porto

Nuno Espírito Santo
44 anos;
Épocas ao serviço do FC Porto: 1
Jogos realizados: 49
Vitórias: 27

A série de títulos perdidos aumentava e o FC Porto acreditou que um ex-jogador, com a “raça do Dragão”, poderia ser a solução para o regresso às conquistas. Nuno Espírito Santo chega à equipa em 2016 para tentar recuperar o campeonato. No entanto, as coisas não correram à medida do esperado.

O FC Porto de Nuno Espírito Santo cedo se deixou atrasar na classificação, com exibições pouco convincentes e resultados negativos. Se, a meio dessa época, alguém dissesse que os dragões ainda iam acabar a lutar pelo campeonato, poucos acreditariam. Mas a verdade é que aconteceu e Nuno foi importante pelo papel que teve em conseguir unir adeptos e equipa. Depois de algumas conquistas de azul e branco enquanto jogador, todos voltaram a acreditar que era possível evitar o tetra campeonato dos encarnados, mas a falta de “ser Porto” nos momentos decisivos não o permitiu.

Depois de uma recuperação interessante e do regresso à luta, aquele FC Porto não foi capaz de lidar com a iminente possibilidade de voltar ao primeiro lugar, de a poucas jornadas do fim passar para a frente e, depois do deslize do Benfica em Paços de Ferreira, não foi capaz de ultrapassar o Vitória Futebol Clube no Dragão. Foi quase uma luta até ao fim, mas a verdade é que essa é uma época marcada pelas falhas.

Também Nuno Espírito Santo tem sido um caso de sucesso fora da Invicta e lidera os destinos do Wolverhampton, a equipa que surpreendeu todos com a subida à Premier League e que continua a surpreender ao ocupar um surpreendente décimo lugar.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Joana Quintas
Joana Quintashttp://www.bolanarede.pt
O gosto pela escrita e a paixão pelo desporto, particularmente pelo futebol, tornaram claro que o jornalismo desportivo seria o caminho a seguir. A Joana é licenciada em Ciências da Comunicação, gosta de estar atenta ao que a rodeia e tem, por norma, sempre uma palavra a dizer sobre tudo.                                                                                                                                                 A Joana não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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