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A queda de Bruma, Zé Luís mais longe e Nakajima ao fundo do túnel

Ricardo Anselmo · 3 min

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O início dos trabalhos aproxima-se e o plantel azul e branco carece ainda de muitas definições. São vários os lugares que estão por ocupar e a semana que agora termina acabou por revelar-se um tremendo fracasso. Fazemos agora a atualização do defeso dos dragões, que correm contra o tempo numa realidade nada favorável.

Tudo começou com a novela Bruma. O internacional português esteve com um pé no PSV Eindhoven, passou a estar com os dois pés no Dragão fruto de uma proposta azul e branca à última da hora e acabou definitivamente na Holanda, “por várias razões” como afirmou o empresário Cátio Baldé. A verdade é que já em 2013 a saída de Bruma de Alvalade não havia sido nada pacífica e a intermitência que o jogador vem revelando desde então é um dado bem elucidativo da capacidade emocional do atleta que, aliado ao acompanhamento nada consensual que recebe de Cátio Baldé, faz considerar que, ainda que sendo uma mais valia do ponto de vista técnico, talvez não tenha sido assim tão mau que Bruma tenha viajado para os Países Baixos.

As más notícias prosseguiram com o esfriar das negociações com o Rennes por Koubek e Léa Siliki. De uma assentada, o FC Porto tinha a capacidade de fechar dois dos dossiês mais importantes, como são os casos das posições de guarda redes e médio centro. Ainda assim, os cerca de 18 milhões pedidos pelo emblema francês para libertar a dupla foram motivo suficiente para a SAD azul e branca abortar o negócio. De hoje chega-nos também o rumor de que Dominik Greif, guardião do Slovan Bratislava, é o alvo que se segue para a baliza do FC Porto, depois de falhar Koubek.

De volta ao ataque, destaque para as mais recentes declarações de Zé Luís, avançado do Spartak Moscovo que fora um pedido expresso de Sérgio Conceição e que assume agora estar feliz no clube russo e que não há nada de concreto com o FC Porto. Custa a perceber…

A baliza continua a ser uma dor de cabeça para o FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Na China mora Róger Guedes, outro elemento que já tinha tudo acertado com o FC Porto e que, segundo os últimos dados, parece, também ele, afinal, longe do Dragão. O FC Porto pretendia chegar a acordo com o Shandong Luneng para um empréstimo com opção de compra obrigatória, mas os chineses querem uma venda definitiva. O brasileiro até deixou de seguir os dragões na rede social Instagram, o que pode ser revelador da queda de mais um negócio que esteve praticamente fechado.

O foco, diz-se, passa agora para Pavón, extremo do Boca Juniors, que pretende 12 milhões pelo passe do argentino. A concretizar-se, seria uma tremenda mais valia para o FC Porto, mas depois das recusas por Vargas e Zaracho (alvos aparentemente mais acessíveis e do mesmo mercado), o cenário não é animador.

A terminar, a confirmação de que o FC Porto já tem um pré-acordo com Nakajima, uma notícia que mais pareceu uma tentativa de sossegar os adeptos, muito insatisfeitos pela demora pelo anúncio de mais contratações e agastados com toda a novela em redor de Bruma. A grande dificuldade do FC Porto tem sido mesmo chegar a acordo com os clubes dos alvos pretendidos. No caso de Nakajima, o Al-Duhail não aceita negociar por menos de 20 milhões de euros, depois de ter investido 35 em janeiro para o resgatar ao Portimonense. O clube do Catar pretende ainda salvaguardar 60% do passe do japonês e, tendo em conta o que se sabe dos casos anteriores, parece estar aqui mais um imbróglio difícil de resolver.

Há, porém, uma teoria que pode sossegar um tanto ao quanto os adeptos que é o facto hipotético de a SAD não querer mexer nas contas de 2018/19, pelo que os investimentos deverão começar a ser feitos a partir do dia 1 de julho, dia em que a equipa, cheia de indefinições, começa a trabalhar no Olival. A ver vamos…

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Ricardo Anselmo

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