Leixões FC 1-2 FC Porto (após prolongamento): Horas extra

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O FC Porto entrava hoje no Estádio do Mar com dois grandes objetivos. Primeiro importava garantir o passaporte para as meias-finais da Taça de Portugal e, em segundo lugar, conseguir fazê-lo sem ter que submeter os seus principais jogadores a um grande esforço físico de forma a poupar a equipa para os vários desafios que se avizinham. O primeiro foi cumprido, o segundo nem tanto.

Em relação aos onzes iniciais comecemos pelo FC Porto. Sérgio Conceição operou várias mexidas em relação à equipa que alinhou em Alvalade. Entre outras alterações, estreou Pepe, deu uma oportunidade de início ao reforço Fernando Andrade e entregou a baliza a Fabiano. Em sentido inverso, importa destacar a presença no onze dos habituais titulares Felipe, Alex Telles, Herrera e Corona.

Já o treinador do Leixões, Jorge Casquilha, apresentou uma equipa próxima da que costuma alinhar na Segunda Liga e colocava as suas principais esperanças no talento de Bernardo e Ofori e no jogo aéreo do central Bura.

Foi um jogo disputado num terreno a fazer lembrar os pelados do antigamente e, também por isso, acabou por ser competitivo mas muito mal jogado.

O FC Porto, como é habitual, entrou pressionante e com vontade de resolver cedo a questão. Aos 11 minutos Óliver serviu Herrera que trabalhou bem dentro da área e adiantou os azuis e brancos no marcador. O jogo precipitou-se até ao intervalo com o FC Porto por cima da partida e à procura do segundo golo. Ainda assim, em matéria de oportunidades de golo apenas há a destacar um remate de Fernando Andrade à malha lateral da baliza leixonense.

Depois do golo no Bessa, Hernâni voltou a ser decisivo
Fonte: FC Porto

Se na primeira parte se assistiu à habitual pressão e vertigem do FC Porto, na segunda observou-se a não menos habitual fraca capacidade do campeão nacional em gerir o jogo com bola e a uma gritante falta de capacidade dos comandados de Sérgio Conceição em chegar à baliza adversária. Perante a inoperância do Porto, o Leixões aproveitou para ir crescendo na partida. Mesmo sem criar grandes ocasiões de golo até então, o que é certo é que conseguiu mesmo chegar ao empate por intermédio de Zé Paulo (lançado já na etapa complementar) e atirar o jogo para prolongamento.

Já com Marega e Soares em campo, o tempo extra veio a revelar-se um autêntico massacre do FC Porto. De ataque em ataque iam surgindo momentos de calafrio na área da turma de Matosinhos. Ainda na primeira parte do prolongamento Soares introduz a bola na baliza adversária mas o árbitro assistente (mal) invalida o lance por fora de jogo.

Na segunda parte o assalto do FC Porto á baliza de Luís Ribeiro intensificou-se. Aos 118 minutos, a dois do fim da partida, Hernâni, já depois de ter falhado o golo no um para um com o guarda-redes contrário redime-se e volta a revelar-se decisivo, atirando o FC Porto para as meias-finais da Taça de Portugal. Na jogada do golo importa destacar a clarividência de Oliver, o cruzamento de Militão e a assistência de Ádrian, antes da finalização do extremo português.

Objetivo principal cumprido com serviços mínimos. Ainda assim, a preocupar os responsáveis portistas neste momento, estará o esforço físico a que Herrera e Alex Telles (principalmente estes) foram sujeitos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Leixões FC: Luís Ribeiro; Jorge Silva, Matheus, Bura, Stéphane; André Ceitil (Zé Paulo 73’), Lawrence Ofori (Oudrhiri 89’), Luís Silva, Erivaldo, Bernardo (Evandro Brandão 62’) (Roniel 90’); Pedro Henrique.

FC Porto: Fabiano; Mbemba (Marega 87’), Felipe, Pepe, Alex Telles; Herrera, Óliver, Corona (Éder Militão 70’), Ádrian; André Pereira (Soares 80’) e Fernando Andrade (Hernâni 99’).

Bernardo Lobo Xavier
Bernardo Lobo Xavierhttp://www.bolanarede.pt
Fervoroso adepto do futebol que é, desde o berço, a sua grande paixão. Seja no ecrã de um computador a jogar Football Manager, num sintético a jogar com amigos ou, outrora, como praticante federado ou nos fins-de-semana passados no sofá a ver a Sporttv, anda sempre de braço dado com o desporto rei. Adepto e sócio do FC Porto e presença assídua no Estádio do Dragão. Lá fora sofre, desde tenra idade, pelo FC Barcelona. Guarda, ainda, um carinho muito especial pela Académica de Coimbra, clube do seu pai e da sua terra natal. De entre outros gostos destacam-se o fantástico campeonato norte-americano de basquetebol (NBA) e o circuito mundial de ténis, desporto do qual chegou, também, a ser praticante.

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