Lendas do “Universo” Portista: Vítor Hugo

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Vítor Hugo Barbosa Carvalho da Silva, nascido na cidade de Espinho em 1963, é provavelmente um dos nomes mais sonantes da história do hóquei em patins em Portugal e, indubitavelmente, do seu clube do coração, o FC Porto. Ao serviço dos azuis e brancos, Vítor Hugo conquistou nada mais nada menos do que oito Campeonatos Nacionais, cinco Taças de Portugal, oito Supertaças de Portugal, duas Taças dos Campeões Europeus, duas Taças das Taças e uma Supertaça Europeia.

Foi na época de 1979/80, com apenas 16 anos de idade, que Vítor Hugo se estreou pela equipa principal do FC Porto, clube pelo qual alinhou durante grande parte da sua carreira enquanto hoquista. Nos ringues, desde cedo, se percebeu que a sua elegância enquanto patinador e a sua habilidade com o stick criavam momentos de verdadeira magia. Vítor Hugo empolgava os adeptos com o seu talento e irreverência, sendo que dessa combinação resultavam golos…muitos golos! Tendo sido por três vezes o melhor marcador do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins não era, ainda assim, só no clube que a genialidade de Vítor Hugo andava à solta.

Ao serviço da Seleção Portuguesa, pela qual cumpriu um total de 122 internacionalizações (pela equipa sénior), o espinhense apontou um total de 195 golos tendo conquistado um Campeonato Europeu de Juniores, dois Campeonatos Europeus de Seniores, um Campeonato do Mundo e dois Campeonatos dos Jogos Mundiais. Em 1987, no Campeonato Europeu de Hóquei em Patins disputado em Oviedo, já enquanto “capitão” da Seleção Portuguesa, Vítor Hugo foi o melhor marcador da competição e, verdadeiramente levou a equipa às costas até à vitória final: marcou golos em todos os jogos disputados e, para além das brilhantes exibições, contabilizou um total de 25 golos apontados (quase metade do total da equipa).

Após abandonar os ringues, Vítor Hugo teve uma carreira prestigiante enquanto treinador Fonte: Flickr
Após abandonar os ringues, Vítor Hugo teve uma carreira prestigiante enquanto treinador
Fonte: Flickr

Ao serviço do FC Porto o jogo mais marcante para Vítor Hugo terá sido, provavelmente, o da segunda mão da final da Taça dos Campeões Europeus, disputada em 1986 frente ao ASD Hockey Novara. Jogando em Itália, na casa do adversário, a equipa então orientada por Cristiano Pereira perdia ao intervalo por 5-1. Porém, com uma 2ª parte extraordinária, na qual Vítor Hugo contribuiu com dois golos apontados, o FC Porto logrou virar o resultado para 7-5 e sagrar-se assim campeão europeu de hóquei em patins. A exibição de Vítor Hugo fora tão convincente que o ASD Hockey Novara acabaria por contratá-lo, na época seguinte, para disputar o campeonato italiano. Por lá o hoquista só esteve durante uma temporada (1987/88), mas tal seria o suficiente para conquistar o Campeonato e a Taça de Itália, bem como para ser considerado o melhor jogador do ano.

A carreira de Vítor Hugo terminou cedo, em 1991-92, e foi o próprio quem, anos mais tarde, afirmou ter ficado a dever pelo menos cinco anos ao hóquei em patins enquanto jogador. Como treinador, carreira que abraçou desde cedo, ao serviço do FC Porto Vítor Hugo viria a conquistar uma Taça de Portugal, uma Supertaça de Portugal e uma Taça CERS. Já no cargo de selecionador, Vítor Hugo conduziria a equipa das quinas à conquista do Campeonato do Mundo (2003), à vitória nos Jogos Mundiais e a um honroso 2º lugar no Campeonato Europeu.

Sendo um dos atuais Vice-Presidentes da Direção do FC Porto, Vítor Hugo é uma verdadeira glória no clube por tudo aquilo que fez enquanto atleta, treinador e dirigente. A sua obra tem sido amplamente reconhecida e, por tal, este foi já agraciado com dois “Dragões de Ouro”. O nome de Vítor Hugo faz parte do imaginário de qualquer adepto do clube e este é, por direito próprio e sem margem para dúvidas, uma das maiores lendas do Universo Portista!

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Foto de Capa: Blog “Paixão pelo Porto

Artigo revisto por: Beatriz Silva

 

Francisco Sampaio
Francisco Sampaiohttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde a segunda infância, Francisco Sampaio tem no FC Porto, desde esse período, o seu clube do coração. Apesar de, durante os 90 minutos, torcer fervorosamente pelo seu clube, procura manter algum distanciamento na apreciação ao seu desempenho. Autodidata em matérias futebolísticas, tem vindo recentemente a desenvolver um interesse particular pela análise tática do jogo. Na idade adulta descobriu a sua segunda paixão, o ténis, modalidade que pratica de forma amadora desde 2014.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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