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Lições de um Clássico dominado e… aquilo que mais ninguém joga

Gaspar Ribeiro Lança · 2 min

Lições de um Clássico dominado e… aquilo que mais ninguém joga

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amarazul

Dominar um Clássico não chega. É preciso vencê-lo e para isso marcar golos. Um, dois, enfim, mais do que os dos adversários. Quando isso não acontece, algo correu mal e… há que saber retirar pontos positivos e outros que nos permitam melhorar. Enquanto o faço, analiso também o próximo adversário do Futebol Clube do Porto na liga milionária que, em Portugal, mais ninguém joga.

Em dias como o de ontem há tudo menos certezas. De pouco importa quem tem vindo a jogar o melhor futebol, o mais bonito – aquele que ‘encanta’. E tudo isso foi provado pelo conjunto visitante ao longo dos noventa minutos; apesar do domínio de que foi alvo, conseguiu fazer o que Julen e os seus comandados tão perto estiveram de, por uma vez, celebrar: golo(s).

De ontem devemos aprender que não basta jogar futebol bonito; não basta atacar, fazer fintas e passes de um flanco ao outro vezes e vezes sem conta; jogar mais e melhor é bom, sim – é isso que queremos e é isso que nos leva ao estádio – mas são precisos golos; golos que não têm faltado em grande parte dos jogos mas que, frente a Boavista (o domínio foi ainda mais impressionante), Sporting e Benfica não chegaram; de ontem devemos aprender que Brahimi pode estar a precisar de um par de jogos a descansar, não só para recuperar energias mas também para voltar a ser o Brahimi que já foi.

Há tanto para aprender… Mas as notícias boas também existem: temos uma equipa a jogar um muito, muito bom futebol; temos uma equipa coesa, equilibrada, elegante. E mais! Defrontamos o Basileia nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Aqui, no entanto, chegamos ao momento de levantar o pé do acelerador e encarar as hipóteses que temos pela frente. A primeira saída à direita desviou o autocarro que transportava conjuntos como o Real Madrid, o Chelsea ou o Bayern de Munique, enfim, todos aqueles que de nenhuma forma (e ainda bem!, dizemos) nos poderiam calhar. As próximas saídas não eram, no entanto, mais animadoras e poderia ao Porto ter calhado em sorte, imagine-se, o Arsenal, Machester City, Juventus ou PSG, entre outros.

O Basileia era claramente a melhor opção, afirmam vocês, leitores, sem hesitar. E eu subscrevo de igual forma e convicção mas, e, no entanto, alertando para que também ao Basileia saiu, ‘hiperbolizando’, a sorte grande. É que ao conjunto de Paulo Sousa poderia ter calhado qualquer um dos elementos daquele autocarro que saiu na primeira saída… E assim, de um momento para o outro, teremos frente a frente duas equipas plenamente satisfeitas com o seu sorteio e ainda mais motivadas para lutar por um dos oito lugares ainda vagos nos quartos-de-final.

O que fazer? Bem, continuar a jogar o futebol bonito que Julen tem implementado e estudar bem a táctica. É que, do outro lado, estará um conjunto bem conhecido pelos seus últimos esforços europeus. Não estão recordados? Nos últimos quatro anos, a equipa suíça somou triunfos sobre a Roma, o Manchester United (a que se soma ainda um entusiasmante empate em Old Trafford) e o Chelsea, de José Mourinho, por duas vezes na última temporada.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

Gaspar Ribeiro Lança

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