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Liga Europa é para ganhar!

André Eusébio · 2 min

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Pronúncia do Norte

O FC Porto voltou a ser eliminado precocemente da Liga dos Campeões, terminando a fase de grupos com menos pontos alcançados do que jogos disputados. É triste, é preocupante, é vergonhoso. Não há desculpas. Fazer apenas 1 ponto em casa e vencer somente 1 jogo numa fase de grupos é absolutamente inadmissível num clube como o FC Porto. Desde que a Liga dos Campeões tem este formato (sem a 2ª fase de grupos), o FC Porto só não passou aos oitavos-de-final em 2005/06, em 2011/12 e em 2013/14. Eu arriscaria dizer que, apesar de tudo, esta foi a mais incompetente dessas três participações.

Os pergaminhos do FC Porto na Liga dos Campeões são demasiado marcantes, não são compagináveis com prestações medíocres como esta.
O FC Porto é um dos únicos 12 clubes que conseguiram sagrar-se campeões europeus por mais do que uma vez.
O FC Porto é, a par dos dois “gigantes” espanhóis – Real e Barça -, a segunda equipa com mais participações na Liga dos Campeões (18), logo a seguir ao Manchester United (19).
O FC Porto é a 9ª equipa com mais vitórias de sempre na Liga dos Campeões (10ª, se lhe quisermos juntar a antiga Taça dos Campeões Europeus).
O FC Porto é um dos únicos 10 clubes a ter marcado presença nos quartos-de-final da Liga dos Campeões em pelo menos 6 ocasiões.
E podia continuar com um rol de estatísticas que demonstrariam o poderio que o FC Porto vem apresentando nos últimos anos nesta prova e que não podem, de maneira nenhuma, ser ignorados.

CExige-se a Paulo Fonseca que limpe a imagem do FC Porto na Europa. / Fonte: Público
Exige-se a Paulo Fonseca que limpe a imagem do FC Porto na Europa. / Fonte: Público

O lugar do FC Porto é a Liga dos Campeões. Ponto. A brilhante história do FC Porto na maior competição de clubes do mundo assim o impõe. Agora, claro, o mal está feito e o objectivo passa por ganhar a Liga Europa para minimizar os estragos. Nas duas únicas ocasiões em que começou a época na Liga Europa, o FC Porto acabou por conquistá-la; quando chegou à “segunda divisão” vindo da “primeira”, nunca fez grande figura. Cabe a Paulo Fonseca inverter este cenário e aproveitar o deslize inicial para catapultar a equipa para uma campanha europeia aceitável – e isso passa necessariamente por chegar à final. Evidentemente que se for batido por uma Juventus ou por um Nápoles numa eliminatória em que o azar (o verdadeiro, não aquele que é invocado jornada após jornada pelo treinador) seja manifesto os adeptos perceberão. Caso contrário, tem a obrigação de ganhar. A exigência é máxima, como sempre foi. A tolerância é mínima e cada vez menor. Paulo Fonseca tem de perceber isso de uma vez por todas e acordar para vida! A Liga Europa é para ganhar!

André Eusébio

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Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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