Mais sorte do que juízo | FC Porto x Sporting

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No Clássico entre FC Porto e Sporting, que terminou com 2-2 houve claramente dois lados bem patentes no jogo. Ou, de forma mais resumida, as duas faces do experiencialismo. Passemos a explicar.

Do lado da equipa da Invicta, Pepe foi baixa da última hora, a juntar a João Mário e Sérgio Conceição foi obrigado a mexer na defesa. Jorge Sánchez seria uma opção natural para a ala direita mas o técnico optou por Martim Fernandes, em estreia absoluta pela equipa principal. Foi uma aposta ganha. Zé Pedro, esse já mais batido nas lides de equipa A, substituiu Pepe.

Para os leões as coisas não foram tão brilhantes. Gyokeres, com problemas físicos, foi para o banco e sem Matheus Reis, lesionado, Rúben Amorim optou por colocar Gonçalo Inácio a fazer o corredor esquerdo, em detrimento de Nuno Santos. A experiência correu bastante mal, mas é também nisto que tem passado tido a estrelinha o conjunto de Alvalade: correu bastante mal, mas ainda deu tempo para resgatar qualquer coisa.

Rúben Amorim só deu conta à hora de jogo do erro. Morita e Nuno Santos entraram para render Paulinho – que assinou um jogo desastroso – e Diomande, remetendo Gonçalo Inácio para a sua posição de origem. Ainda foi a tempo.

Com Nuno Santos na esquerda, a equipa conseguiu voltar a alguns dos processos demonstrados ao longo do campeonato. O extremo/ala deu outro andamento ao jogo e foi crucial na recuperação. Os dois golos relâmpago mudaram a dimensão do jogo dos leões e foi a demonstração da rapidez com que as coisas se alteram no futebol.

Inácio foi tudo e foi pouco, num jogo claramente off do central, mas a bonança estava na utilização dos jogadores nas suas suas melhores funções. Sérgio Conceição percebeu isso e o FC Porto justificou até números mais alargados até à hora de jogo. Ao voltar à sua matriz, Ruben Amorim conseguiu fazer o suficiente para trazer o ponto para casa. Neste momento, se duvidas restassem, mesmo com a semana atribulada, o título não fugirá ao conjunto leonino.

Fernando Coelho
Fernando Coelho
Jogador de futsal amador, treinador de bancada profissional. A aprender diariamente, acredita que o desporto pode ser diferente. Escreve com acordo ortográfico.

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