Publicidade

Mudaram-se os artistas mas o circo mantém-se

Redação BnR · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

eternamocidade

À décima segunda tentativa, eis que a derrota apareceu. Já tinha aparecido a Benfica e Sporting, mas desta vez coube ao FC Porto sofrer dos seus males e passar pelo primeiro grande desaire da época, com uma consequência imediata: a eliminação da Taça de Portugal. Apesar de todo o alarido à volta do plantel portista e das profecias que se faziam há algumas semanas – de que com o plantel que o FC Porto tinha, tudo venceria esta época -, admito que a derrota de sábado não foi uma surpresa para mim.

De facto, depois dos ameaços de Alvalade e de Lviv e da sofrida vitória em casa frente ao Sp. Braga, percebia-se que não iria demorar muito a primeira derrota portista. Pela incapacidade que a equipa demonstrava em mostrar solidez, pela constante rotação que já ninguém percebe por parte de Lopetegui, por todos os erros defensivos e ofensivos que a equipa cometia, era fácil prever que o dia da derrota iria acontecer. Contra o Sporting, mais do que dois golos oferecidos, um penálti falhado e um punhado de defesas “impossíveis” de Rui Patrício, ficou mais uma vez provado que apesar da mudança do elenco para esta época, há coisas que não mudaram no FC Porto. Por entre a revolução feita no plantel portista ficaram os erros defensivos individuais, ficaram os golos oferecidos e ficou a incapacidade para dar a volta a resultados e equipas complicadas. Mesmo com todas as “estrelas” que supostamente vivem no Dragão, o circo de insuficiências mantém-se e, como no ano passado sempre afirmei que Paulo Fonseca não era o único responsável, também não acredito que Lopetegui possa ser o único acusado pela irregularidade que a equipa demonstra.

1
Lopetegui não é o único culpado pelas prestações menos positivas do FC Porto
Fonte: fcpnacaoportista.wordpress.com

Ainda assim, e porque não estou de acordo com toda a rotatividade que o treinador tem imposto, obviamente que o técnico espanhol tem uma enorme culpa no que aconteceu porque voltou a inventar e a complicar uma tarefa que já de si seria complicada: do quinteto defensivo que tanta solidez mostrava nos primeiros jogos, apenas Maicon e Danilo ficaram na equipa; no meio campo, optou por um jogador que veio de lesão (Casemiro) em virtude de um jovem que tem mostrado credenciais; no ataque, optou por retirar Oliver da sua zona de conforto (o meio campo); colocou Quintero sobre uma ala e insistiu mais uma vez num Adrián López que parece desconectado de tudo. Com Alex Sandro e Martins Indi na bancada e Fabiano, Rúben Neves, Brahimi e Tello de fora, o jogo com o Sporting tinha tudo para correr mal… e acabou por correr. De forma incompreensível, Lopetegui optou por colocar o FC Porto com apenas dois médios posicionais, deixando William Carvalho completamente solto para construir o jogo ofensivo leonino. Em termos defensivos, Casemiro nunca foi uma solução sólida e as constantes falhas da defesa levaram o Sporting a superiorizar-se perante um FC Porto que tremia sempre que tinha a bola na sua posse.

Dois meses depois do início da temporada a primeira competição já foi, e apesar de todo o mérito do Sporting na vitória do passado sábado, fiquei mais uma vez com a impressão de que foi o FC Porto que se pôs a jeito para que tudo aquilo acontecesse. Por incapacidade de alguns jogadores e por escolhas incompreensíveis do treinador, o FC Porto sai do clássico com menos uma carta no baralho e sobretudo com muitas dúvidas na sua cabeça e nas dos adeptos. É que no campeonato o segundo lugar atual não traz garantias e a desvantagem de quatro pontos já praticamente não permite mais erros aos comandados de Lopetegui. Ainda que no futebol não haja fórmulas exatas, acredito que com menos rotação e mais rotinas de jogo as coisas possam começar a resolver-se. Para isso, basta pôr os melhores a jogar e inventar menos. É que, no futebol, está mais do que provado que jogar simples dá sempre mais resultados. É bom que Lopetegui e os jogadores percebam isso… é porque à custa dos erros do passado, o Jamor em maio do próximo ano já é uma miragem.

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.