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Muito mudou, mas o essencial está lá

Ricardo Anselmo · 2 min

Muito mudou, mas o essencial está lá

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Ninguém pode estar completamente satisfeito com o início de época do FC Porto. Se a equipa fez o que lhe competia ao vencer a Supertaça e dessa forma dar continuidade à retoma iniciado com a conquista do último campeonato, a verdade é que, desde então, o nível não mais se manteve e, neste momento, em apenas sete jornadas de Primeira Liga, a equipa já conseguiu igualar o pior registo da temporada passada: duas derrotas.

A verdade é que um conjunto de fatores (já explorados até ao tutano) determinou a situação atual em que a equipa se encontra. Desde logo, a necessidade de reformular um setor que perdeu duas (que acabaram por ser três) peças chave para aquilo que de melhor se havia visto no ano passado, o equilíbrio defensivo. Se aposta em Éder Militão acabou por ser certeira, a verdade é que Maxi acabou por ser a solução de recurso face aos tiros ao lado que foram Janko e João Pedro. Em Mbemba estão depositadas as últimas esperanças de que a afinação seja total no quarteto à frente de Casillas. Estou em crer que, quando estiver em condições, o congolês assumirá uma parelha com Felipe e Militão acabará desviado para a direita por forma a oferecer maior acutilância e velocidade no ataque, algo que Ricardo tão bem fazia.

Nos restantes, os problemas parecem essencialmente um claro sub-rendimento ao já demonstrado do que, propriamente, falta de opções. É certo que uma ou outra peça viria a calhar, mas homens como Herrera, Brahimi e, por que não?, Marega, têm sido autênticas sombras daquilo que se lhes conhece. Também os adversários este ano bem mais preparados para anular as forças evidenciadas pelo FC Porto 17/18, que teimou em entrar na nova época com as mesmas dinâmicas.

Brahimi tem sido o rosto maior do sub-rendimento que vem assolando alguns jogadores azuis e brancos
Fonte: FC Porto

Sérgio Conceição – e é aqui que quero chegar – reconheceu esse problema e adiantou que busca diariamente imprimir novas variantes na dinâmica da equipa. É esse o segredo (como se isto fosse algo de novo). Porém, as comparações com o passado são inevitáveis e obrigam o próprio SC a constantes reinvenções, até porque, mais importante do que ter sido campeão, é revalidar esse estatuto. Muita coisa mudou, mas o essencial permanece inalterável: Sérgio continua igual a si próprio e enquanto assim for, há razões para continuar a sonhar. O tempo é de recolhimento. Aguardemos por um regresso à competição verdadeiramente à dragão!

 

Fonte: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

Ricardo Anselmo

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