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CD Nacional 1-2 FC Porto: Só as moscas mudaram

Redação BnR · 4 min

CD Nacional 1-2 FC Porto: Só as moscas mudaram

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Custou, mas foi. Num jogo dividido em duas partes, devido ao nevoeiro presente no Estádio da Madeira, o FC Porto conseguiu vencer o Nacional por 1-2 num jogo marcado pela polémica e por mais uma exibição muito fraca da equipa azul e branca.

Depois da derrota em Londres e consequente eliminação da Liga dos Campeões, o jogo na Ilha tinha um caráter decisivo sobretudo para Julen Lopetegui. A incompetência mais uma vez demonstrada durante a semana tinha que ser reparada e nada melhor que um duelo na pérola do Atlântico, um território tantas vezes maldito para o FC Porto. Como não podia deixar de ser, os dragões entraram na Choupana num 4-3-3 clássico, com Aboubakar a voltar à posição de onde não devia ter saído em Stamford Bridge. Lopetegui optou por deixar Maicon e Imbula no banco, colocando Indi como central e Rúben Neves a formar novamente duplo pivô com Danilo Pereira. Herrera era, no tridente do meio campo, o homem responsável por levar a equipa para a frente, onde Brahimi, Corona e Aboubakar eram setas apontadas à baliza de Rui Silva.

O início de encontro acabou por demonstrar aquilo que se esperava: duas equipas balanceadas no ataque, com o Nacional a privilegiar as transições rápidas e o FC Porto a buscar ter domínio com bola. A verdade é que só a equipa de Manuel Machado foi bem-sucedida. O primeiro quarto de hora trouxe os três golos que pintaram o marcador: primeiro foi Marcano, na sequência de um canto, a desfeitear o guarda redes adversário; depois, Willyan, novamente num canto, empatou a partida; enquanto aos 14 minutos, Brahimi aproveitou as sobras de Herrera para voltar a pôr o FC Porto na liderança do marcador. O jogo estava elétrico e apenas por demérito dos portistas. Tendo em conta a superioridade natural dos dragões e o estilo que tanto gostam de implantar, aquilo que se exigia é que, recuperada a liderança no encontro, se visse um FC Porto mais intenso, pressionante e dominador taticamente. O problema é que nada disso aconteceu: tal como tem acontecido tantas vezes, os azuis e brancos raramente tiveram o controlo de jogo e por isso tantas vezes foram postos em problemas pelo Nacional.

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Lopetegui continua a inventar no banco portista
Fonte: FC Porto.pt

Honra seja feita a Manuel Machado: com Salvador Agra e Soares como principais armas no ataque, os madeirenses foram sempre um tormento para a defensiva portista. A pressão era praticamente inexistente e as constantes bolas junto à área azul e branca foram sempre fazer perigar o resultado. Apesar do cariz dinâmico do jogo, as oportunidades de golo foram poucas. Brahimi e Corona eram oásis num marasmo de ideias que tinha em Aboubakar o exemplo mais flagrante. No segundo tempo, e já com o nevoeiro a pairar no relvado, o avançado camaronês voltou a falhar um golo fácil, numa história cada vez mais vista nas últimas semanas. Até Jorge Sousa se ver obrigado a parar definitivamente o jogo, fica a imagem de um Nacional que, com as alterações produzidas, foi sempre procurando ir à procura do empate. O mesmo não se pode dizer de Julen Lopetegui: a substituição de Miguel Layún por Maicon é algo que entra novamente no livro das invenções do treinador espanhol. Fazer uma substituição destas num jogo com o Nacional da Madeira é discutível e demonstra bem as dúvidas que pairam na cabeça do basco. Apesar do resultado estar em aberto, a alteração voltou a mostrar uma “cobardia tática” que não se coaduna com o FC Porto.

O início da tarde desta segunda feira trouxe o segundo round deste desafio mas, ao contrário do que se poderia esperar, pouco ou nada mudou. O descanso não teve qualquer efeito e aquilo que se viu nos últimos 15 minutos de jogo foi um Nacional afoito e um FC Porto amedrontado. Às tantas, já poucos sabiam quem era o suposto grande e o suposto pequeno na Choupana. Evandro ainda foi a jogo com Lopetegui a voltar a errar, tirando Brahimi, o único homem que conseguiu levar a equipa para a frente. Apesar da duração curta de jogo, Marcano ainda foi a tempo de fazer uma grande penalidade tão clara como inacreditável sobre João Aurélio. Jorge Sousa não marcou o castigo máximo e o FC Porto acaba por salvar a vitória. Isto num jogo onde apenas o resultado final se salva. Tudo o resto, com particular destaque para a inoperância de Lopetegui, mantém-se igual. Este FC Porto continua sem brilho, sem garra, sem intensidade, sem nada. O deserto de ideias é o mesmo e o futuro que se avizinha parece cada vez mais negro.

 

A Figura:

Brahimi – No meio do marasmo de ideias do FC Porto, Yacine Brahimi voltou a mostrar uma vontade como há muito não se via. O golo da vitória tem o selo do argelino mas fica sobretudo na retina a atitude que o avançado pôs em campo.

O Fora-de-Jogo:

Lopetegui/Marcano – Lopetegui voltou a estar em destaque pela negativa no jogo com o Nacional. A entrada de Maicon e Evandro para os lugares de Layún e Brahimi são apenas mais dois exemplos da incompetência que paira na cabeça do treinador do FC Porto. Marcano é indiscutivelmente uma das figuras do desafio com os madeirenses. Para além do golo marcado, o central espanhol destaca-se pela grande penalidade ridícula que comete sobre João Aurélio.

Redação BnR

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