Nacional 2-1 FC Porto: Burro velho não aprende línguas

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O FC Porto perdeu esta noite, no Estádio da Madeira, pela sexta vez no campeonato nacional, ao ser derrotado pelo Nacional, por 2-1. Com este desaire, o apuramento direto para a Liga dos Campeões é agora uma miragem para uma equipa que está a 15 (!) pontos do primeiro lugar. Na partida de hoje, Luís Castro alterou o onze, colocando Abdoulaye no lugar de Mangala, com Licá a ocupar o lugar de Varela na ala direita da equipa portista. Na equipa local, Manuel Machado colocou João Aurélio no meio-campo, com Gomaa e Aly Ghazal, remetendo Diego Barcellos para o banco de suplentes.

Com uma atitude positiva nos primeiros 10 minutos, o FC Porto foi conseguindo chegar com perigo à baliza de Gottardi. Ainda assim, foram os madeirenses a marcar o primeiro golo da partida, à passagem do minuto 19, com um bom remate de Candeias de pé direito. Ainda assim, realce para a irregularidade do lance, pois é precedido de fora-de-jogo.  A resposta veio por parte de Jackson Martinez, que teve nos pés uma soberana oportunidade para empatar, não tendo, no entanto, conseguido desfeitear Gottardi. Com o golo marcado, o Nacional cresceu no jogo e foi criando sucessivos lances de perigo, perante um FC Porto amorfo, previsível e completamente displicente, tantos foram os erros e perdas de bola nos primeiros 45 minutos. A equipa madeirense foi, por isso, para o intervalo com uma vantagem justa.

Ao intervalo, Luís Castro retirou Licá e Defour de campo, lançando Ghilas e Quintero para o segundo tempo, e a verdade é que, logo no primeiro minuto, Jackson Martinez fez o golo do empate. Contudo, este durou pouco tempo, pois, aos 48 minutos, o Nacional, com um belo contra ataque liderado por Candeias, fez o segundo golo no jogo, marcado por Mário Rondón.  O FC Porto, que parecia ter conseguido o mais díficil, estava novamente em situação de derrota, e os fantasmas voltaram a aparecer na equipa portista. Com inúmeras precipitações, passes errados e com um futebol muito pouco desenvolto no ataque, os portistas ainda poderiam ter empatado o jogo numa grande penalidade mal assinalada por João Capela, por suposto desaire de Ali Ghazal sobre Ricardo Quaresma. O extremo portista não aproveitou a oportunidade e falhou uma chance soberana para colocar os portistas ainda com o sonho de alcançar os três pontos.

Quaresma, longe do seu nível, terminou da pior maneira  Fonte: A Bola
Quaresma, longe do seu nível, terminou da pior maneira
Fonte: A Bola

Aos 78 minutos, Jackson Martinez ainda introduziu a bola na baliza de Gottardi, mas João Capela assinalou de forma errada uma falta do colombiano sobre Marçal, anulando mal o golo do empate aos portistas. Até ao final do encontro, Ghilas e Jackson poderiam ter feito o gosto ao pé, mas, no meio de um futebol pouco incisivo e muito tristonho, a sexta (!) derrota no campeonato acabou por acontecer. O Nacional acabou com a corda na garganta mas conseguiu segurar uma importante vitória na luta pela Europa. Quanto ao FC Porto, fica com cinco jornadas por disputar e sem nenhum objetivo visível por alcançar, pois o segundo lugar já é meramente uma miragem. Os fantasmas do mau e displicente futebol voltaram e tiveram o seu momento mais alto na tentativa de agressão de Quaresma, já depois do final da partida. De cabeça perdida, o extremo portista foi apenas o rosto da equipa portista nesta noite.

Duas semanas depois da derrota em Alvalade, novo desaire fora de portas para a equipa portista. Já são seis as derrotas no campeonato, quando nos últimos três a equipa tinha tido apenas um desaire. São números para refletir e para pensar no que vai mal dentro da estrutura azul e branca. No fim de contas, o apuramento em Nápoles e a vitória contra o Benfica pareciam ter sido o clique de mudança para o resto da temporada. Do que se viu de hoje, foram apenas más memórias que o tempo ainda não conseguiu apagar, porque, tal como diz o povo, “burro velho não aprende línguas”. O FC Porto parece ainda não ter aprendido.

A Figura: Candeias
O extremo português fez uma belíssima exibição e trocou as voltas à defensiva portista durante todo o jogo. Um golo e uma grande exibição.

O Fora-de-jogo: Quaresma
Estive indeciso entre Abdoulaye e Quaresma, mas vou pelo extremo. Falhou um penálti, abusou do individualismo e ainda quis entrar numa cena de pugilato no final do jogo. Esta noite vimos aquele Quaresma que o fez desaparecer dos maiores palcos do futebol europeu.

 

Redação BnR
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