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O melhor onze de sempre do FC Porto: Branco

Francisco Sampaio · 3 min

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Este é um artigo para adeptos do FC Porto de todas as idades – para avivar a memória dos mais velhos e para informar os mais jovens. Cláudio Ibrahim Vaz Leal, mais conhecido no mundo do futebol como “Branco” (por, em criança, ser o único jogador de cor branca numa equipa composta por atletas negros) foi, com pouca margem para dúvidas, o melhor lateral esquerdo da história dos azuis e brancos. O brasileiro, que alinhou no FC Porto durante duas épocas e meia, entre 1988 e 1990, realizou um total de 80 jogos nos quais apontou 12 golos.

De dragão ao peito, Branco conquistou “apenas” uma Liga Portuguesa e uma Supertaça Cândido de Oliveira, já que a sua chegada ao clube ocorreu dois anos após a conquista da Liga dos Campeões, num período em que Quinito substituíra Tomislav Ivic no cargo de treinador do FC Porto, tendo sido necessário “resgatar”, na época seguinte, Artur Jorge para recolocar o clube no rumo das vitórias. Nos anos em que esteve ao serviço dos azuis e brancos Branco jogou lado a lado, na linha defensiva, com futebolistas de grande qualidade tais como João Pinto, Geraldão ou Aloísio.

Com 1,79m de altura e umas impressionantes 72 internacionalizações pela seleção brasileira de futebol (nas quais apontou nove golos e conquistou a Copa América e, em 1994, o Campeonato do Mundo), Branco destacava-se pela sua qualidade técnica, pela capacidade de subir no terreno de jogo para apoiar o ataque (numa época em que os laterais ainda tendiam a ser, acima de tudo, defesas), mas acima de tudo pelo seu fabuloso pé esquerdo com o qual apontou diversos golos de livre direto (geralmente marcados em força, a fazer lembrar Roberto Carlos). Curiosamente, só mesmo Roberto Carlos, Júnior e Nilton Santos têm mais jogos disputados pela seleção brasileira de futebol, na posição de defesa/lateral esquerdo, do que Branco.

Branco deixou saudades no FC Porto Fonte: Paixãopeloporto
Branco deixou saudades no FC Porto
Fonte: Paixãopeloporto

Com um percurso futebolístico que conta com duas passagens por Itália (ao serviço do Brescia C e do Genoa CFC), uma por Inglaterra (ao serviço do Middlesbrough FC) e uma pelos Estados Unidos da América (ao serviço do New York Red Bulls), a carreira de Branco fez-se essencialmente no seu país de origem, onde alinhou por clubes como o Fluminense FC, o Grêmio FPA, o SC Corinthians P, o CR Flamengo ou o SC Internacional. No Campeonato do Mundo de 1994, celebremente conquistado pela seleção brasileira frente à Itália no desempate por grandes penalidades (com Roberto Baggio a desperdiçar o penálti decisivo), Branco teve um papel fundamental ao marcar de livre direto, no Cotton Bowl Stadium, o golo da vitória do Brasil frente à seleção holandesa (num jogo que a “canarinha” venceu por 3-2 com golos apontados por Romário, Bebeto, e Branco), permitindo o seu apuramento para a meia-final da competição.

Pese embora o percurso brilhante ao serviço da seleção brasileira de futebol, na cabeça dos adeptos do FC Porto que tiveram o privilégio de assistir a jogos nos quais Branco participou o que fica na memória é, acima de tudo, a sua técnica de remate que lhe permitiu apontar vários golos de livre direto. No final de contas, a conclusão parece ser apenas uma: o FC Porto já teve no seu plantel excelentes defesas/laterais esquerdos, como é exemplo recente Alex Sandro, mas nenhum deles conseguiu ser tão brilhante quanto Branco o foi no final da década de 1980.

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Foto de Capa: Paixãopeloporto

Francisco Sampaio

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