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O mês que não passou pelo Dragão

Diogo Ataíde · 2 min

A força do coletivo como a chave para a vitória do campeonato nacional. O jogo desta segunda-feira contra o Moreirense FC fez lembrar um daqueles à moda
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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A última semana de Janeiro, no mundo de futebol, significa sempre muita agitação nos bastidores da modalidade, dado que entramos na reta final do tão aclamado/criticado mercado de inverno. Este mês de abertura negocial é muito criticado por bastantes treinadores, dirigentes e adeptos, porque correm sempre o risco de perderem a sua maior estrela e com isso hipotecar os objetivos em causa, no entanto não invalida que todas as equipas aproveitem esta “janela” para aprimorar os seus plantéis.

Porém, não foi o que aconteceu com o FC Porto, que até ao dia de hoje, não consagrou nenhuma adição externa ao seu grupo de trabalho, algo que vai de acordo com a postura que o clube já tinha anunciado por mão do seu treinador. No entanto, há que assinalar a promoção de Vitor Ferreira, “Vitinha”, da formação secundária dos azuis e brancos para o plantel sénior, onde já conta com três participações e parece merecer a confiança do técnico Sérgio Conceição. Fora disso, só há a registar a saída de Bruno Costa para o Portimonense SC.

Um balanço que acaba por ser manifestamente pobre, devido ao contexto que a equipa está envolvida, assim como as necessidades evidentes, que não mereceram qualquer tentativa de resolução.

A posição de lateral direito devia ter sido uma das prioridades, neste mercado de inverno
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Em primeiro lugar, uma situação gritante será a lacuna da posição de defesa-direito, que se encontra “sem dono”, desde a saída de Ricardo Pereira para o Leicester City FC. Atualmente, a formação portuguesa já gastou mais de 10 milhões para colmatar esta saída, mas ainda não encontrou uma verdadeira alternativa, o que faz com que jogue, maioritariamente, com Corona, extremo de origem, num lugar mais recuado. Por conseguinte, ainda não será desta que o problema terá resolução.

Posteriormente, alguns adeptos reclamam mais um jogador de qualidade para o setor do meio-campo, algo que parece ter sido colmatado com o regresso de Baró de lesão e a promoção de Vítor Ferreira, que assim vêm dar uma nova frescura, criatividade e dinâmica aos dragões.

Por sua vez, a posição de ponta de lança é outras das deficiências do plantel do FC Porto, visto que não há uma referência ofensiva que consiga garantir “golo”. Ou seja, não há um jogador com o peso de um Falcão, de um Jackson e na verdade a estrutura portista tem sondado alguns futebolistas, por exemplo, Pedro, que acabou por ser apontado, mas reservou o seu futuro ao CR Flamengo de Jorge Jesus. Outro dos nomes, como estando na rota do FC Porto, foi o jovem canadiano, Jonathan David do KKA Gent.

Contudo, há uma outra alteração que deve ser referenciada, que é a saída de Majeed Waris para França, nomeadamente para o RC Strasbourg, onde foi num empréstimo com opção de compra.

Por fim, numa análise sucinta foi um “não mercado” para os vice-campeões nacionais, que não operaram qualquer mexida de relevo no seu grupo de trabalho e as debilidades verificadas em Agosto são as mesmas que se vão observar após o término desta semana. Uma abordagem que deixa muito a desejar perante toda a situação que envolve o clube e não passa uma mensagem de força e de esperança, mas sim uma imagem de resignação às dificuldades do presente.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Diogo Ataíde

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