Última horaSporting avança por guarda-redes em final de contrato
Publicidade

O Plantel pós-Supertaça

Bernardo Lobo Xavier · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A época de 2018/2019 está aí à porta e as movimentações de mercado no Reino do Dragão são, para já e no que à entrada de novos jogadores diz respeito, escassas e pouco relevantes. As notícias mais relevantes para os aficionados portistas passam pelas vendas de Ricardo Pereira e de uma das principais jóias da formação do clube, Diogo Dalot.

Embora encerrem em si dois infelizes atos de gestão, as vendas mencionadas podem e devem ser colocadas em patamares distintos de entendimento. Se a venda do lateral convocado por Fernando Santos para o Mundial 2018 se fez por um valor bastante abaixo da qualidade demonstrada pelo internacional português na temporada transata, parece evidente que no caso de Dalot a sua transferência apenas sucede devido à incapacidade de antecipação da SAD que adiou uma renovação que há muito era obrigatória e que acabou por perder o jogador devido à sua baixa cláusula de rescisão.

Quanto à falta de reforços considero-a, para já, uma falsa questão. O plantel do FC Porto (que acaba de conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira) que terminou a temporada anterior era bastante capaz e importa, nesta altura, perceber quem fica e quem sai para depois se identificarem as carências da equipa. Julgo que, se nada de extraordinário se passar, a contratação de 2/3 jogadores será suficiente para a construção do tal plantel competitivo que o treinador mencionou na sua apresentação. Faltam (mais coisa menos coisa) quatro semanas para o fecho do mercado e poucos dias para o começo do campeonato. Urge acelerar alguns dossiers.

Assim, parece-me pertinente percorrer o plantel do FC Porto, por setores, procurando um equilíbrio entre qualidade e quantidade e a identificação clara das necessidades mais prementes que existem no seio da equipa.

No que toca à baliza parece claro que está fechada. Mal ou bem (dependendo de qual for o vencimento do jogador) o Porto segurou Iker Casillas e garante, desta forma, qualidade entre os postes ao longo da época (assim que o guarda-redes espanhol repita o rendimento do ano que passou). No banco continuará a constar o nome de Vaná e como terceiro elemento fica a duvida se se manterá Fabiano ou se será Diogo Costa a fazer a ponte entre equipa B e A. José Sá deverá sair.

Na defesa teremos forçosamente que a dividir entre laterais e o eixo central. Na lateral esquerda Alex Telles é dono e senhor mas falta-lhe concorrência e julgo ser prioritário encontrar uma solução competente mas barata no mercado. Já não há Dalot para apagar os fogos e Oleg (equipa B) não convenceu Sérgio Conceição. Na direita, Maxi (contra a minha vontade) permanece no clube e terá a sombra de João Pedro, contratado no Brasil este verão. Saidy já foi dispensado e Layún vendido. Posição parece fechada.

Embora existam algumas dúvidas, o plantel do FC Porto está perto de se encontrar fechado
Fonte: FC Porto

No centro da defesa já só sobra Felipe da época passada. Marcano e Reyes abandonaram o clube em final de contrato e rumaram a outras paragens e Osório foi emprestado ao Vitória SC. Entretanto deu-se a afirmação de Diogo Leite, o regresso de Chidozie e a compra de Mbemba. A estes deve ainda juntar-se Éder Militão (proveniente do São Paulo). Há um claro excedente de jogadores que deverá atirar o nigeriano que esteve emprestado aos franceses do Nantes para a porta de saída.

No meio-campo, Danilo está próximo da recuperação plena da sua lesão. No vértice mais recuado do meio campo salta, ainda, à vista, o nome de Rui Pires que poderá começar a ter algumas oportunidades na equipa principal e a quem se apregoa um futuro risonho. Para zonas mais adiantadas sobram Óliver, Bruno Costa, Sérgio Oliveira e o capitão Herrera. É fundamental manter e renovar com mexicano que termina contrato no final da temporada e encontrar mais espaço para o espanhol por quem nutro, confesso, uma especial admiração e a quem reconheço um talento sem igual no plantel do FC Porto. Mais um jogador para o miolo seria recebido de bom grado mas não deve ser encarado, neste momento, como prioritário. Mikel, Paulinho (infelizmente, na minha humilde opinião) e Ewerton não contam e deverão ter que procurar outras paragens.

No ataque residem, ainda, algumas dúvidas. Nas alas segurar Brahimi e Corona deverá ser uma prioridade, aos quais se deve voltar a juntar Hernâni. Otávio poderá, igualmente, passar por lá e ganhar protagonismo para o qual o seu talento vai apregoando, mas parece evidente que pelo menos mais um jogador poderá chegar ao clube.

Como homens-golo, Soares parece de pedra e cal e residem, ainda, algumas dúvidas em relação a Aboubakar. Considero, mesmo, que a SAD deve fazer um esforço suplementar para manter o camaronês no clube. Resta Marega que, no meu entender e pelos valores que têm vindo a público, deve ser entendido como uma excelente oportunidade de negócio e deve ser transferido. Foi o jogador mais importante da época passada, é certo, mas é um jogador com enormes deficiências técnicas e que, acredito, possibilitará (com a sua saída) conferir à equipa uma dose extra de perfume em relação à última época. A juntar a tudo isto, importa, também, salientar o episódio que teve lugar na última semana e que, embora não se saibam ao certo os seus contornos, colocou a nu alguma falta de profissionalismo do maliano. Existe, ainda, a possibilidade de Adrián se fixar no plantel e André Pereira parece ter caído no goto do treinador, sendo a sua permanência no plantel uma certeza quase absoluta. Poderá entrar mais um jogador mas atará sempre dependente da continuidade ou não de algum(s) jogadores acima mencionados.

Em suma, as soluções estão todas, ou quase todas, dentro de portas e as contratações dependerão mais dos jogadores que não se conseguir segurar e menos das carências atuais do plantel. Trabalho de sobra para a SAD e treinador.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Bernardo Lobo Xavier

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Resto do Mundo

Harry Kane deixou o trabalho falar até o sucesso fazer barulho

Foi dispensado por ser “gordinho”, percorreu as divisões inferiores por empréstimo e passou grande parte da carreira a ser alvo de chacota e a ouvir que lhe faltavam títulos. Aos 33 anos, Harry Kane chegou ao topo do futebol mundial. A Bola de Ouro não podia assentar melhor nas mãos de um gentleman. “Work hard in silence. Let success be your noise.” Poucas horas depois de conquistar a Bola de Ouro, Harry Kane escolheu esta frase para assinalar o momento nas redes sociais. 

Tiago Campos · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

A arte do futebol sem bola

Há jogadores que decidem jogos com um golo, guarda-redes que os salvam com uma defesa impossível e defesas que garantem vitórias com um corte no último segundo. São momentos que ficam na memória, mas que raramente contam toda a história de um jogo, até porque, antes de a bola chegar à área, há um setor onde muitas das decisões fundamentais são tomadas. O futebol mudou ao longo dos anos, com métricas e escolas de treinadores que olham para o meio-campo como parte essencial do sistema. Os sistemas táticos mais comuns como 4-3-3 e o 4-2-3-1 continuam presentes, mas as posições são cada vez menos rígidas, os jogadores adaptam-se mais facilmente a vários papéis e torna-se tudo mais fluído. Esta nova geração de treinadores tem explorado precisamente esta flexibilidade.

Francisca Marafona Graça · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.