Os gritos, o realismo, o frio

- Advertisement -

amarazul

Já tinha saudades de sair de casa em dia de jogo com um destino bem definido. Na verdade, o único possível, a existir um: o estádio. Tinha saudades dos gritos, da troca de sorrisos e emoções, de os ver ali tão perto. E do frio que sempre nos acolhe.

Ontem, quase quatro meses depois, voltei a ver o meu Porto. Regressei aos relvados. Ah, como é bom! Perseguido pela maldição Lopetegui que começou na minha estreia no Dragão (e o frio tão característico). Lá estava eu, perante os nossos heróis, desejoso por gritar ‘Golo!’.

À batalha dentro do campo antecederam-se outras, todas elas igualmente difíceis de ultrapassar: o mau acesso, a longa espera e, sobretudo, o frio. E a esse o Dragão não resistiu. Em noite gelada, foi congelado. A defesa, o cérebro de Fabiano no lance que resulta na grande penalidade e, de certa forma, o resultado.

Não faltou, contudo, emoção. Os comandados de Lopetegui, mais uma vez alinhados de forma diferente, bem tentaram, mas foram mais uma vez traídos por golpes surpreendentemente maus no sector defensivo – aquele que continua a ser, ainda assim, o melhor do campeonato português.

Mas voltemos ao estádio e às emoções únicas que nos proporciona. Tinha saudades. Saudades de ver a equipa aquecer e de bater palmas sempre que Quaresma se aproxima da bancada azul e branca. Saudades de gritar ‘golo!’ como se não houvesse amanhã. Sentia, acima de tudo, saudades de sofrer como nunca se sofre atrás de um ecrã. Como é bom ir ao estádio.

De ser treinador de bancada… na bancada. E comigo estavam muitos outros assim. “Passa, para este lado!”, “Cruza, cruza a bola!”, “Remata… nunca rematamos” foram algumas das expressões mais ouvidas. E assim, noventa e cinco minutos passados, chegou ao fim mais um dia único. Vestido de azul e branco, com pouca voz e feliz. Porque acima de tudo fomos Porto.

Gaspar Ribeiro Lança
Gaspar Ribeiro Lançahttp://www.bolanarede.pt
Futebol, ténis, Fórmula 1... Com o passar dos anos mais desportos fazem parte do seu quotidiano e lhe ocupam bons pares de horas em estádios ou em frente ao computador e à televisão. Não há, no entanto, maior paixão do que aquela que tem por Liverpool Football Club e Futebol Clube do Porto. "Impossível escolher".                                                                                                                                                 O Gaspar não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Victor Froholdt comenta conquista do FC Porto: «É um título muito merecido»

O FC Porto sagrou-se campeão nacional pela 31.ª vez na história. Victor Froholdt também reagiu à conquista dos dragões.

Ligue 1 parabeniza FC Porto e destaca alguns jogadores que passaram pelo clube

A Ligue 1 fez uma publicação dedicada à conquista do FC Porto. Dragões ganharam ao Alverca e celebram o título.

Thiago Silva conta história com Oskar Pietuszewski e responde aos críticos: «Falavam que o clube que jogava pouco estava em primeiro»

O FC Porto sagrou-se campeão nacional pela 31.ª vez na história. Thiago Silva falou em reação a mais um título na sua carreira.

Jornalista italiano elogia Francesco Farioli após conquista do FC Porto: «Excelente trabalho»

Nicolò Schira elogiou Francesco Farioli. FC Porto venceu este sábado o Alverca por 1-0 e sagrou-se campeão nacional.

PUB

Mais Artigos Populares

Francesco Farioli dedica título a Jorge Costa e elogia André Villas-Boas: «Demorámos 3 minutos a conectar-nos»

Francesco Farioli analisou a vitória do FC Porto sobre o Alverca. Primeira conferência de imprensa do treinador depois do título.

Pedro Proença dá os parabéns ao FC Porto e lembra Jorge Costa: «Este título assume ainda mais relevância»

Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, felicitou o FC Porto pela conquista da Primeira Liga. Dragões festejam título.

André Villas-Boas revela obreiros do título do FC Porto e destaca: «A época foi exigente, os obstáculos foram muitos, o ruído existiu e existirá...

O FC Porto sagrou-se campeão nacional pela 31.ª vez na história. André Villas-Boas refletiu com uma mensagem.