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Os jogadores que mais vezes vestiram azul e branco: Virgílio

Joana Quintas · 2 min

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fc porto cabeçalho

O seu nome passará provavelmente despercebido a várias gerações de adeptos portistas, no entanto, foi uma das figuras do clube e um dos jogadores que mais vezes vestiu a camisola azul e branca. Virgílio é o quinto futebolista com mais jogos oficiais de dragão ao peito, um total de 437, tendo sido o que mais partidas realizou a contar para a Taça de Portugal, competição que venceu por duas vezes.

O FC Porto não era o clube do seu coração, mas depois de lá chegar não mais quis sair e esse passou a ser o seu clube de sempre. Assinou contrato em 1947 e deixou de jogar em 1963, tendo feito durante mais de 50 anos parte do universo azul e branco, primeiro como jogador, depois como treinador e, por fim, enquanto funcionário da instituição. Ao longo de 17 épocas, conquistou dois campeonatos nacionais (1955/56 e 1958/59), e duas Taças de Portugal (1955/56 e 1957/58), tendo assumido todas as posições dentro das quatro linhas, à excepção do lugar de guarda redes. A sua ligação com os dragões resistiu a propostas bastante mais vantajosas financeiramente, com Virgílio a ter recusado sair para emblemas como o Real Madrid CF, FC Barcelona, Juventus FC e RC Celta de Vigo.

FC Porto aproveita o seu museu para recordar antigas glórias do clube Fonte: FC Porto
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Fonte: FC Porto

A bravura que demonstrava em campo conferiu-lhe a fama de atleta duro e intenso, disposto a deixar tudo dentro das quatro linhas. Ficou conhecido no mundo do futebol como “Leão de Génova”, alcunha que lhe foi atribuída ao serviço da seleção nacional, no seu jogo de estreia disputado em Itália. No entanto, pelos lados do Porto, muitos optaram por uma pequena adaptação e passaram a apelidá-lo de “Dragão de Génova”. Virgílio faleceu em Abril de 2009, tendo estado até essa altura ligado ao FC Porto. O clube marcou, inclusive, presença numa homenagem que lhe foi feita na sua terra natal, o Entroncamento, na qual Joaquim Pinheiro, vice-presidente, o recordou como uma “figura exemplar”, que “privou com atletas como Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Sérgio Conceição”.

“Foi um grande homem, que serviu sempre o FC Porto, foi funcionário e acabou a sua vida no FC Porto. Foi assediado por outros clubes, com grandes contratos, mas gostou sempre da família FC Porto”.

Foto de capa : FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Joana Quintas

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