Para o ano há mais…

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A eliminação da Taça da Liga dita, finalmente, o encerramento de uma época para esquecer. Ontem, em pleno Estádio do Dragão, o Porto foi incapaz de se superiorizar a um Benfica de poupanças. O jogo de ontem pode muito bem representar a época 2013/14 do Porto. Numa palavra: escassez. Escassez de poder ofensivo e defensivo, escassez de soluções práticas e escassez de pulso por parte dos treinadores.

Para a história fica a eliminação do Porto na meia-final da Taça da Liga (que por si só não salvava a época) e mais uma derrota perante o Benfica de Jesus. Este ano, em quatro encontros com o Benfica, apenas uma vitória para o lado do Porto.

Posto isto, enquanto o Benfica, maior rival do Porto, tem o rumo marcado para uma época histórica no futebol português, o Porto ficou para trás na hegemonia do futebol. Não se pode, porém, afirmar que o Porto se encontra num ciclo negativo. O Porto vinha de um tricampeonato ganho por Villas-Boas e Vítor Pereira. Tinha e tem uma equipa desfalcada após a saída de Moutinho e James Rodriguez e, mais tarde, de Lucho. As novas chegadas não foram capazes de consolidar o que tinha sido perdido. Herrera ganhou espaço mas não fez esquecer Moutinho; Quintero, inexplicavelmente, não joga a titular; Reyes apenas surgiu no final da época após a saída de Otamendi. Há ainda as contratações de Licá (que deve estar de saída), Josué, que foi aposta pessoal de Paulo Fonseca, Ricardo e Carlos Eduardo. Estes últimos dois aparentam ser capazes de se manter e lutar pelo seu espaço no próximo ano.

Carlos Eduardo e Herrera, duas das contratações do Porto 2013/14, deverão continuar no Dragão  Fonte: Zero Zero
Carlos Eduardo e Herrera, duas das contratações do Porto 2013/14, deverão continuar no Dragão
Fonte: Zero Zero

Resta assim ao Porto a preparação da próxima época. O Porto não fica mais do que dois anos sem ser campeão de desde a época de 2001/02. É preciso, no entanto, uma evolução positiva considerável no plantel do Porto. Ao longo deste ano as fragilidades do plantel do Porto foram evidentes. Pinto da Costa precisa de fazer mudanças. Tem de haver saídas e entradas. É preciso reforçar o plantel até porque para o ano o Sporting vai assumir a corrida ao título e o Benfica, caso mantenha as peças-chave do seu plantel, continua a ser favorito.

O plano é simples, na verdade. O Porto necessita de reconstruir o plantel e precisa de contratar um treinador que consiga ter pulso firme. Já chega de aposta em treinadores jovens, está na altura de escolher uma “velha raposa”. Para além disso, precisa que os seus jogadores joguem ao seu nível. O caso mais sonante é Jackson. Embora o colombiano seja o melhor marcador da Liga, esta época esteve vários furos abaixo daquilo de que é capaz. Jackson vai jogar no Mundial; esperemos que volte para o Porto e que volte do Brasil inspirado, com vontade de retomar o nível do passado.

Jackson Martínez é uma das certezas no plantel da Colômbia  Fonte: eltiempo.com
Jackson Martínez é uma das certezas no plantel da Colômbia
Fonte: eltiempo.com

Contudo, independentemente da péssima época deste ano, 2013/2014 é uma época que vai acabar por dar o seu lugar a uma nova etapa. O campeonato começará do zero, assim como as Taças de Portugal e da Liga, e o terceiro lugar desta época garante o Play-off da Liga dos Campeões. O Porto pode ter tido um desaire este ano mas há mais para o ano. Há sempre mais para o ano….

Numa nota mais pessoal, Fernando Santos, actual seleccionador da Grécia, já anunciou que vai abandonar a selecção helénica após o Mundial do Brasil. O treinador disse, num programa de debate desportivo, que sente a falta da adrenalina e da “chatice” do treino diário com um plantel. Fernando Santos garantiu que procura uma equipa que lhe dê possibilidades de ser campeão e que põe de parte projectos de longo prazo. São demasiadas pistas para um Porto que, por enquanto, tem como treinador Luís Castro, que treinava a equipa B. Seria um enorme treinador para o Porto. A especulação vale o que vale, mas seria óptimo voltar a ver Fernando Santos no banco do Porto.

José Rafael Lopes
José Rafael Lopes
O José rejeita a expressão “portista desde pequenino”, uma vez que até nem nasceu do Porto. Mas rapidamente entendeu que é no norte que se pratica bom futebol. E, como defensor dessa prática, afirma convictamente que o Porto é mesmo a melhor equipa em Portugal.                                                                                                                                                 O José não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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