Pepê e o início do fim

- Advertisement -

Num balneário desfragmentado e sem um “norte”, Pepê foi o centro de um mau estar coletivo.

Após uma nova derrota, desta vez em Barcelos, perante o Gil Vicente (3-1), o FC Porto reforça o mau momento, tanto dentro como fora das quatro linhas. E claro, o protagonista é, como de costume, o treinador, Vítor Bruno. Com sete meses de trabalho, seria de esperar uma maior evolução dos dragões. Simplesmente, não há regularidade e um dos culpados, e para muitos o principal, está no banco de suplentes. Não há fio de jogo, a equipa não se entende.

O treinador português não conseguiu agarrar o grupo nem a massa adepta que voltou a assobiar os jogadores após o apito final. Sem falar da chegada ao Estádio do Dragão, onde vários adeptos apuparam o grupo de trabalho e levaram à demissão do treinador do FC Porto.

E o internacional brasileiro foi apenas o início do fim de um despedimento que há muito já se esperava, apenas não se sabia quando. Pepê não rendia nos últimos largos meses, demonstrando que algo, extra futebol, o incomodava. Apático, errático em diversos momentos do jogo e descomprometido, algo que nunca foi o perfil do jogador. Mesmo em maus momentos, o canarinho não deixava de lutar em campo.

Uma situação que acabou por “explodir” após o agora ex-treinador do FC Porto ter proferido algumas palavras, em conferência, sobre o que o fez deixar Pepê fora dos convocados. Expressões como “auto-excluiu de participar do jogo” ou “não está aqui porque não quer” fizeram com que o jogador respondesse através das redes sociais. E a partir deste momento, no meu entender, perdeu o grupo. A sua missão era vincular os jogadores ao seu projeto e não desvincular.

Vítor Bruno, entrou com o pé direito, mas sai com o esquerdo. O que era uma ideia clara e objetiva virou um caos movido por um grupo de trabalho que se perdeu no caminho. O despedimento era a opção mais viável num trabalho que estava saturado. Contudo, os azuis e brancos ainda estão na corrida por duas competições, a Liga Portuguesa e Liga Europa.

Infelizmente, mais um treinador, do campeonato português, que sai a meio da temporada. 12 dos 18 clubes trocaram de treinador em 18 jornadas.

Miguel Costa
Miguel Costa
Licenciado em Jornalismo e Comunicação, o Miguel é um apaixonado por desporto, algo que sempre esteve ligado à sua vida. Natural de Santiago do Cacém, o jornalismo desportivo é o seu grande objetivo. Tem sempre uma opinião na “ponta da língua”, nunca esquecendo a verdade desportiva. Escreve com acordo ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

André Villas-Boas revela que esteve perto de treinar na Bundesliga: «Tive algumas conversas muito boas e havia uma possibilidade de ir para a Alemanha»

Numa entrevista à Marca, André Villas-Boas revelou que foi contactado pelo Schalke 04 e Wolfsburgo, após deixar o comando técnico do Zenit.

Agente de Morten Hjulmand não afasta saída de Alvalade: «Está nas mãos do Sporting»

Em declarações à CMTV, Ivan Marko Benes, agente de Morten Hjulmand, abordou a possibilidade de o dinamarquês deixar o Sporting no verão.

Carlos Vinícius elogia Bruno Lage e recorda passagem pelo Benfica: «Dos maiores clubes do mundo»

Carlos Vinícius, ex-avançado do Benfica, relembra a sua passagem pelo clube da Luz e refere que é um dos melhores clubes do mundo.

Atleta do Benfica Etson Barros em coma induzido após acidente de viação

O atleta do Benfica Etson Barros encontra-se em coma induzido e sob observação no Hospital de Faro, na sequência de um acidente de viação.

PUB

Mais Artigos Populares

Grande ambiente em Nottingham: Adeptos do FC Porto fazem a festa antes da entrada para o estádio

Os adeptos do FC Porto preparam-se com entusiasmo para o encontro decisivo dos quartos-de-final da Europa League frente ao Nottingham Forest.

Martín Fernández renova com o Gil Vicente até 2029

Gil Vicente anunciou a extensão de contrato do médio uruguaio Martín Fernández por mais três anos, até 2029.

André Villas-Boas e a crise no Tottenham: «É um verdadeiro choque. Não consigo dizer qual é a melhor solução para eles»

Numa entrevista a vários órgãos de comunicação social, André Villas-Boas refletiu sobre a crise atual do Tottenham, reforçando a necessidade de estabilidade.