Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
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Plano B

Bernardo Lobo Xavier · 4 min

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Ponto assente: Marega vai ficar arredado dos relvados durante os próximos dois meses. Neste período o FC Porto joga em todas as frentes e, muito provavelmente, decidirá o sucesso ou insucesso da época. Serão jogados os oitavos de final da Liga dos Campeões, a primeira mão das meias finais da Taça de Portugal e várias jornadas decisivas do Campeonato, entre as quais a receção ao SL Benfica no princípio do mês de Março. Portanto, o mesmo será dizer que Sérgio Conceição não vai contar com o maliano para as decisões.

Diz-se muitas vezes que a ideia de jogo de uma equipa vai muito para além de um ou outro jogador e que a ausência de um jogador não pode justificar uma alteração de estratégia. Ora, quando essa mesma estratégia está montada à volta de apenas um elemento torna-se crítico quando ele não está. Marega é esse jogador.

Bem ou mal, Sérgio Conceição montou uma ideia de jogo totalmente dependente da pujança física do camisola 11 portista. Seja na procura incessante da profundidade ou a prender e castigar os defesas para permitir movimentos de penetração dos médios e dos extremos, Marega está sempre lá como pedra basilar.

Se assim é, custa perceber como um treinador sujeita um jogador tão importante a tamanho esforço físico. É que Marega foi jogando os minutos todos de todos os jogos e nem mesmo nos jogos resolvidos cedo Sérgio Conceição lhe deu descanso. Seja essa a razão ou não, o que é facto é que o jogador estourou e tudo vai mudar.

Digo tudo porque não há igual no plantel. Nada se poderá manter porque a estratégia que estava montada com base em Marega vai deixar de o ser e, como tal, terá que ser forçosamente diferente, ou pelo menos, uma adaptação da atual.

Maliano vai ficar afastado cerca de dois meses, por lesão
Fonte: FC Porto

Embora o cenário por mim criado possa parecer apocalíptico, estou longe de acreditar que o é. Ainda que lhe reconheça a importância, não lhe reconheço o talento. Como tal, vejo a sua lesão como uma oportunidade de mudança e uma oportunidade para que se jogue um futebol mais vistoso, mais técnico, mais perfumado.

Olhando para o banco e para o que se vai conhecendo de Sérgio Conceição, parece-me que Danilo, Otávio e Fernando Andrade (opções bem distintas) estão na primeira linha de sucessão.

Se tivesse que apostar o meu dinheiro diria que Fernando Andrade será lançado no onze inicial já em Moreira de Cónegos. Permitirá manter o estilo, não acho que permita manter a forma. Não sendo um sobredotado, tem mais capacidade para ter bola no pé e permite continuar a usufruir de um avançado rápido que permita movimentos de rotura. Ainda assim, julgo que o seu handicap físico face ao maliano tornará o jogo do Porto não mais do que uma imitação barata do que se tem visto. E sabemos que as imitações raramente são tão boas como o original.

Depois temos Otávio. Um jogador de quem gosto bastante mas que acaba de vir de lesão. Com o brasileiro, o FC Porto poderia fazer alinhar um trio dinâmico (Otávio, Brahimi e Corona) nas costas de Soares que poderia fazer mossa. No entanto, a falta de minutos do brasileiro e a liberdade que seria retirada a Óliver e Herrera jogam contra esta opção.

Por fim, aquela que seria a minha opção. Na minha opinião, um passo atrás para dar dois à frente. Danilo e o regresso ao 4x3x3 europeu. Aliás, nos jogos frente à AS Roma dificilmente não será esta a opção do treinador do FC Porto. A entrada do internacional português permitiria libertar os outros dois médios e até os extremos e a maior capacidade que estes poderão vir a ter de chegada à área acabaria com a falácia de que o FC Porto perderia poder de fogo. A equipa ganhava organização e, acima de tudo, acabaria por ganhar capacidade de posse e controlo e Óliver poderia assumir a batuta do meio campo a tempo inteiro.

Em suma, muitas serão as dores de cabeça de Sérgio Conceição mas é este, timoneiro da equipa e obreiro de quase tudo o que de bom se tem visto no FC Porto nos últimos anos, quem tem que encontrar um plano B ou uma segunda versão do plano A, que permita que o FC Porto se continue a apresentar a um bom nível e não sucumba à lesão de Marega e à cada vez mais ensurdecedora pressão que os meios de comunicação de Lisboa vão fazendo para carregar o SL Benfica até ao título de campeão nacional. Uma coisa é certa, o Mar Azul estará a seu lado.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Bernardo Lobo Xavier

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