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É preciso mais!

André Eusébio · 3 min

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portosentido

Os jogos de Taça são, para mim, aqueles jogos que têm de ser jogados mais no campo de funcional do que no do bonito. Um erro no campeonato abre sempre janelas para recuperar qualquer percalço; um erro na taça significa uma equipa fora da competição. O jogo entre Benfica-Sporting é a prova de isso mesmo. Bastou um erro para o Sporting perder a taça.

O Porto teve, tendo em conta as equipas que ainda estão em competição, um sorteio complicado. O Vitória de Guimarães é uma das equipas que luta pela Europa no nosso campeonato e era a actual vencedora da taça.

Embora o Porto tenha conseguido a vitória perante a equipa de Rui Vitória, a exibição na segunda-parte foi completamente apagada. Ao longo de 45 minutos não parecia estar em campo o campeão nacional. Dentro do “apagão azul” visto em Guimarães houve duas luzes que se iluminaram e mostraram o caminho para a vitória: Lucho González e Jackson Martinez. Devo confessar que é bom, é muito bom, ver o colombiano de volta aos golos. Jackson esteve quatro jogos sem conseguir facturar perante uma baliza. Pode parecer excessivo mas, para um jogador do calibre de Jackson, é estranho não ver um golo em quatro jogos.

O Porto teve um bom início. Durante a primeira-parte teve sempre o controlo do jogo e a posse de bola. Apenas conseguiu impor essa superioridade aos 15 minutos, quando Fernando marca depois de um lance estranho em que nada pareceu correr bem até a bola chegar a Fernando. O “Polvo” fez um chapéu magistral ao guarda-redes vimaranense Assis.

Jogadore celebram o golo de Fernando  Fonte: http://www.dn.pt/
Jogadore celebram o golo de Fernando
Fonte: http://www.dn.pt/

O Porto foi sempre superior durante a primeira parte. O Guimarães com algum perigo, mas nada de realmente preocupante. Guiados por Lucho, que está numa forma sem precedente a mostrar que a idade não pesa nas pernas, o Porto precisava de aumentar a vantagem. Já perto do intervalo, Jackson Martinez dá a segurança a Paulo Fonseca e companhia. Após um passe incrível de Lucho o colombiano marca um golo fácil.

Ao intervalo o Porto vencia 2-0 num jogo que aparentava controlado… Pois, com o descanso, veio o desleixo.

Numa segunda-parte terrível o Porto não conseguiu causar qualquer perigo ao Guimarães. O Porto perdeu em todos os aspectos excepto naquele que interessa, o resultado. Não houve meio-campo, não houve ataque. Na defesa, o Porto ia acabar com menos um homem após Mangala ter sido expulso. No entanto, a segurança defensiva do Porto parece estar de volta a melhores dias. Embora o Porto seja uma equipa que sofre poucos golos estava, nos últimos tempos, a mostrar fragilidades no sector mais recuado. Perante o domínio incomum de uma equipa como o Vitória de Guimarães, a equipa do Porto soube, pelo menos, segurar o que já tinha conquistado.

De facto, na segunda parte do jogo, o Porto fez apenas dois remates contra os 17 (!) do Vitória. Porém, desses 17 remates apenas por duas vezes a baliza de Fabiano esteve em risco. O Porto fez o que lhe compete: venceu. No futuro não pode ser tão difícil. A taça não é, para mim, prioridade. Mas não deixa de ser uma competição que o Porto está inserido. O Porto joga, sempre, para ganhar. Mas é preciso mais. É preciso muito mais. Porto que é Porto joga sempre com mais alma, mais raça, mais controlo, mais classe. E nós…. NÓS SOMOS PORTO!

André Eusébio

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