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Quo vadis, FC Porto?

Nuno Ribeiro Margarido · 3 min

Quo vadis, FC Porto?

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Um macaco, uma pedra ou um urubu? Neste momento, qualquer coisa parece servir para treinar o FC Porto. Aliás, sou apologista de que a terminologia futebolística também se deve aplicar a qualquer um destes três intervenientes. Treinador macaco, treinadora pedra, treinador urubu, treinador Lopetegui… Dá para perceber que todos estão aptos a (des)orientar as hostes azuis-e-brancas, certo? Para além de também estarem aptos a serem tratados por treinadores.

Em condições normais, perder por 2-0 contra o Chelsea não é humilhante. Perder contra o Chelsea é o mais normal do mundo tendo em conta o poderio individual e financeiro da equipa londrina. O problema é a forma como se perdeu… Aquilo que aconteceu em Stanford Bridge foi completamente vergonhoso. É imperdoável a forma como o alucinado (des)orientador dispõe a equipa em campo quando precisa de ganhar. Perder em Londres é normal. Mas perder sem fazer por ganhar e porque se é um imbecil irrita qualquer um. E eu que ainda acreditava num empate no outro jogo do grupo… O problema não está na derrota frente ao Chelsea mas na forma como o FC Porto não se apura para os oitavos. O desaire começou a 16 de setembro com um empate imperdoável em cima do apito final mas o suplício acabou por atingir o seu auge a 24 de novembro em pleno Estádio do Dragão, mantendo-se até ao início do encontro da última jornada. Depois de ver o onze inicial no jogo frente ao Chelsea, as previsões eram fáceis de fazer. Contudo, parece ser um crime falar depois do jogo… “Depois de acontecer é fácil”, certo?

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Brahimi foi um dos melhores em campo em Londres
Fonte: Facebook Liga Campeões

Temo pelo FC Porto. Ontem dizia-se por aí que “o problema já não é o treinador”. Há quem peça (e bem) a demissão dessa pessoa alucinada que (des)orienta a equipa. Contudo, o cenário é bem mais complicado do que parece. Demitir é fácil… o problema vem depois. Quem é que se contrata? Quem é que está disposto a assumir o comando do FC Porto a meio da época? Ou melhor, quem é que está disponível? Os treinadores disponíveis têm qualidade para assumir o FC Porto? Ou vamos passar de burro para burro? Mas não é só isso! Veja-se só o exemplo de Herrera, um jogador tão desprezado por grande parte dos adeptos e que, depois de algumas aparições esporádicas, volta a jogar a tempo inteiro passados dois meses. Para além de regressar a 100%, o mexicano regressou para capitanear a equipa. Isto faz sentido? E o Dragão de Ouro que acabou de ganhar?

E onde está o presidente Jorge Nuno Pinto da Costa numa altura como esta? Há quem fique indignado por se falar de temas que, à partida, nem merecem contestação. Porém, é impossível não pensar no nome do eterno presidente nesta altura. Caro presidente, se já não é capaz porque é que tem de continuar à frente do clube? Assuma que é a altura de sair porque ninguém ousa fazer-lhe frente. Conquistou, de forma meritória, o respeito e o carinho de todos neste clube. Neste momento, infelizmente, começa a escrever uma história de loucura que não irá abonar a seu favor quando contarmos a sua história às gerações vindouras. Exige-se outro FC Porto. Exige-se o FC Porto que todos esperam, o FC Porto de cultura vitoriosa, o FC Porto que não se verga perante ninguém, que não entra em campo já derrotado pela incompetência. Avizinham-se tempos complicados que deverão pôr à prova o FC Porto como clube e como instituição. Mas quanto tempo é que vamos demorar até estarmos à altura do clube?

 P.S.: Pinto da Costa disse, na gala dos Dragões de Ouro, que “todos juntos fazemos este FC Porto sem igual”. Mas, todos juntos, quem? Com ou sem comissões? Com ou sem fundos?

Nuno Ribeiro Margarido

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