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Rio Ave FC 0-3 FC Porto: Chuva dos milhões de um lado, depressão do outro

Diogo Silva · 4 min

FC Porto
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE DEPRIMENTE, SEGUNDA FLORESCENTE

Foi numa noite chuvosa que o FC Porto foi ao terreno do Rio Ave FC e garantiu os tão desejados milhões da Champions League, numa vitória segura por 0-3 em Vila do Conde.

Caiu a chuva dos milhões de um lado, e continua a depressão rioavista do outro – são já 11 jogos sem vencer para Miguel Cardoso. Foi, deste modo, e com duas partes bem distintas, que os dragões garantiram o segundo lugar na tabela, enquanto o Rio Ave permanece aflito na luta pela manutenção.

Tudo principiou como expectável: FC Porto assumiu as rédeas da partida, extendeu-se no campo todo, e, do outro lado, o Rio Ave FC apresentou-se sagaz, oportuno e até teve nos pés as melhores oportunidades do primeiro tempo. Os constrangimentos colocados na mesa por Miguel Cardoso foram evidentes – uma linha a três bem definida para os dois momentos do jogo – e os portistas poucas vezes conseguiram ultrapassar a linha bem montada dos vilacondenses.

O primeiro parágrafo do jogo foi este, e após os sustos (e que sustos!) do trio Camacho-Mané-Dala, o FC Porto ainda cheirou a baliza dos vilacondenses, mas, como referido previamente, foram mesmo os vilacondenses a criar as principais chances de perigo. Primeiro, Manafá serviu de «bombeiro» para Marchesín, salvando o FC Porto em zona de aflição e depois Mané desperdiçou uma oportunidade única para visar a baliza portista.

Apesar das tentativas para ambos os lados, nenhuma foi enquadrada com a baliza, e a meteorologia era conducente com o jogo: deprimente. Dito isto, foi com um 0-0 que ambas as equipas saíram para os balneários.

A segunda parte manteve a toada, no entanto, o FC Porto apresentou uma face diferente. Os dragões – cedo começaram a dar sinal para o que vinham – e uma combinação entre João Mário e Toni Martínez confirmou a face mais eficaz e venenosa do FC Porto. A partir daqui foi o descalabro para a equipa da casa, que não se aguentou emocionalmente e caiu ‘como chuva’ na partida. O sublinhar da queda rioavista ocorreu nos pés de Luiz Dias e de Sérgio Oliveira, que patrocinaram o 0-3 final.

Por fim, de sublinhar ainda a entrada de Meshino (min 72′) que mexeu no encontro – assustou por duas vezes o guarda-redes azul e branco – e tentou de tudo para reduzir o marcador. Ainda assim, o resultado não sofreu alterações e a crise teima em não sair do Estádio dos Arcos.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Entrada do FC Porto na segunda parte: Venenosos e eficazes, assim foram os dragões na segunda parte. A equipa orientada por Conceição aproveitou os erros da equipa da casa, e ‘n’ vezes explorou o espaço deixado nos corredores para libertar os homens para finalização. Os dois tentos no espaço de três minutos revelaram-se determinantes para o desfecho final.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Desconcentração rioavista: o Rio Ave FC teve uma primeira parte sólida, e outra em que deprimiu. Os vilacondenses não se demonstraram mentalmente resilientes para suster o 0-0 e as consequências rapidamente se observaram. A desconcentração após o primeiro golo do FC Porto esteve bem saliente, e sentenciou as contas para o resto do jogo (e quiçá do campeonato…).

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

A equipa comandada por Miguel Cardoso alinhou num 3-4-3, que em grande parte do tempo se desenhava num 5-4-1. Os vilacondenses procuraram durante praticamente todo o jogo oferecer a bola ao adversário para posteriormente explorar o contra-ataque e a velocidade do trio de ataque. Sempre focados em encurtar espaços aos criativos azul e brancos, o Rio Ave FC obrigou o FC Porto a direcionar o jogo para as linhas, para depois forçar o erro no 1vs1 (principalmente aos laterais Manafá e João Mário).

 

11 INICIAL E SUBSTITUIÇÕES

Kieszek (6)

Nélson Monte (6)

Aderlan Santos (6)

Ivo Pinto (6)

Borevkovic (6)

Filipe Augusto (6)

Tarantini (6)

Gelson Dala (6)

   Carlos Mané (5)

 Camacho (5)

 

SUBS UTILIZADOS

                                                         Gabrielzinho (6)

Guga (5)

Anderson (5)

Brandão (5)

Meshino (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A equipa orientada por Sérgio Conceição alinhou no clássico 4-4-2, numa primeira parte onde a escassez de oportunidades foi por demais evidente. Sem uma procura incessante pela profundidade o FC Porto encontrou Taremi e Toni várias vezes entre linhas, mas sem conseguir criar ou definir para provocar perigo no guardião adversário.

Com Otávio a ocupar zonas mais interiores e Díaz a explorar o corredor esquerdo, o FC Porto foi encontrando maior versatilidade no seu jogo, de modo a desobstruir as linhas do Rio Ave, com os avançados em destaque, sempre disponíveis para combinar em um/dois toques.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

João Mário (7)

Pepe (6)

Diogo Leite (6)

Manafá (5)

Grujic (6)

Uribe (6)

Luiz Diaz (6)

Otávio (6)

Toni Martínez (8)

Taremi (6)

 

SUBS UTILIZADOS 

Sérgio Oliveira (7)

Felipe Anderson (-)

Nanu (-)

Marcano (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Diogo Silva

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