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SC Braga 1-1 FC Porto: Um empate violento

João Ferreira · 3 min

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Onze do SC Braga: Matheus Magalhães, Baiano, Ricardo Ferreira, Artur Jorge, Djavan, Nikola Vukčević, João Gamboa, Rodrigo Battaglia, Federico Cartabia, Pedro Santos e Rui Fonte.

Onze do FC Porto: Casillas, Maxi, Felipe, Marcano, Alex Telles, Danilo, Óliver, André André, Brahimi, Soares e André Silva.

O jogo iniciou-se com uma moldura humana enorme e com um SC Braga muito atrevido na exploração dos espaços. Esse atrevimento haveria mesmo de compensar, pois aos cinco minutos Pedro Santos cabeceou para o fundo das redes depois de um cruzamento de Cartabia. Já antes só uma falta de Felipe, que valeu amarelo, travou o contra-ataque dos guerreiros do Minho. Grande início de jogo do SC Braga, que surgia muito subido no campo e muito agressivo na recuperação da posse. Aos dez minutos, o FC Porto teve a primeira ocasião de perigo, por via de um remate de Brahimi, mas a defesa bracarense prensou o remate e Matheus defendeu-o. Nos primeiros quinze minutos ficava clara uma diferença muito grande entre as duas equipas, o SC Braga apresentava uma velocidade de processos muito superior, especialmente ao nível das trocas posicionais e da circulação da bola. A partir dos quinze minutos, o FCP começou a melhorar o seu jogo ofensivo.

Este crescimento culminou numa grande ocasião de perigo, aos 21 minutos, em que Soares teve tudo para fazer o golo, mas não definiu bem o lance. O brasileiro fintou dois defesas do SC Braga e depois rematou atabalhoadamente. Neste período de crescimento do FC Porto, o SC Braga começou a subir os níveis de agressividade, tendo o árbitro estado aquém a nível disciplinar. Com o aproximar do intervalo, o jogo foi mesmo ficando cada vez mais faltoso. O Braga acumulava vinte faltas, enquanto o FC Porto tinha oito. Além disso, apesar da melhoria dos homens de NES, os arsenalistas eram a equipa mais perigosa. O SC Braga podia mesmo ter ido para o intervalo a ganhar 2-0, fruto da grande penalidade de que beneficiou após um toque com o braço na bola de Óliver, aos 47 minutos. No entanto, Pedro Santos falhou a conversão da penalidade, esbarrando o remate no poste.

A segunda parte recomeçou e o FC Porto foi crescendo em qualidade com ela. Os dragões aceleraram o seu jogo e a entrada de Corona para o lugar de Óliver aos 55′, trouxe a imprevisibilidade pela qual os flancos desesperavam. O mexicano, numa excelente iniciativa individual, ofereceu o golo a Brahimi, aos 58, mas o argelino cabeceou muito torto. Ainda assim, o golo surgiu. Ao minuto 61, Alex Telles colocou, magistralmente, a bola na cabeça de Soares e este colocou-a no fundo das redes. O jogo continuava muito faltoso, e o árbitro nada fazia para restringir a agressividade excessiva dos bracarenses. Apesar disso, o FCP prosseguiu na procura do golo da vitória e foi-se assumindo como a melhor equipa da segunda parte. Aos 72 minutos, Corona poderia ter feito o golo da vitória, mas o remate do mexicano saiu por cima. Já antes, aos 67, Soares tinha desperdiçado um golo cantado. Mas nenhuma perda foi tão crassa como a de Danilo Pereira, que, ao minuto 86, cabeceou muito ao lado, na sequência de um livre estudado em que tinha tudo para marcar. Pelo meio, entraram Otávio e Herrera e o árbitro continuou a envergonhar a arbitragem portuguesa. Até ao fim do jogo, o FCP continuou a pressionar para o empate e Brahimi foi expulso por protestos, na minha opinião, mais que justificados.

Em suma, o FC Porto esteve muito mal na primeira parte, mas fez mais do que o suficiente para ganhar na segunda. Poderia ter feito isso mesmo, não fosse a falta de sorte e a má arbitragem de Hugo Miguel.

A FIGURA

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Jesús Corona – O mexicano entrou e tudo mudou. Jorge Simão esperava enfrentá-lo de inicio e Nuno Espírito Santo fica a pensar se o resultado não teria sido melhor com ele desde o minuto 1. Esteve em quase tudo o que o FC Porto fez para ganhar o jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Arbitragem em Portugal
Fonte: Arbitragem em Portugal

Hugo Miguel e restante equipa de arbitragem – O FC Porto foi massacrado pelas faltas dos bracarenses e só levou menos um amarelo que o SC Braga. Foi muito diligente em mostrar o cartão amarelo a Felipe aos dois minutos, mas depois passou o resto do jogo a esquecer-se de mostrá-lo. Ao fazê-lo prejudicou ativamente o FC Porto, que poderia, facilmente, ter ficado a jogar contra menos um ou dois.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Mafalda Carraxis

João Ferreira

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Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
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