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Universo Paralelo: SC Braga faz história ao vencer o FC Porto em Dublin

Tiago Moura · 3 min

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18 de maio de 2011. Dia histórico para Portugal. Uma final 100% portuguesa que coloca frente a frente dois clubes do norte do país. Era certo que a taça da Liga Europa, a competição de segunda linha da UEFA, viria para o “jardim à beira-mar plantado”. De um lado existe um FC Porto já experiente no panorama europeu. Vencedor de duas Ligas dos Campeões e uma Taça UEFA, competição atualmente extinta, mas equivalente à Liga Europa. Do outro lado, um SC Braga muito pouco conhecedor destes “trilhos”, mas que chegara à fase a eliminar através do terceiro lugar da Liga dos Campeões, onde aí eliminou equipas como Liverpool FC e SL Benfica, este último na meia-final da prova.

O futebol português estava nas bocas do mundo, por muitas e boas razões. Domingos Paciência comandava o outsider SC Braga e tinha pela frente o maior desafio da sua vida – conseguir a glória europeia para os minhotos frente ao seu clube de coração e onde brilhara enquanto jogador. André Villas Boas, no FC Porto, deliciava os adeptos com exibições fantásticas (como os 5-0 frente ao SL Benfica) e uma época que, com a conquista deste título, seria fantástica. De realçar que Villas Boas substituiu Domingos Paciência na Académica OAF para o SC Braga quando este saíra, em 2009/2010. Parecia estar tudo destinado para que este confronto se desse. Os adeptos de ambas as equipas e do futebol português aguardavam ansiosamente pelo apito inicial em Dublin.

Alan tornou-se num ícone do clube, tanto que muitos bebés bracarenses foram registados com o seu nome naquele ano
Fonte: UEFA

Alan, Mossoró, Lima, Vandinho e Custódio faziam parte da dinastia europeia bracarense e em terras irlandesas enfrentavam “pesos pesados” como Hulk, Falcão, João Moutinho, Otamendi e James Rodríguez, que por esta altura, estavam a ser observados à lupa pelos tubarões europeus. Os atletas estavam preparados para o início da partida e até foi o FC Porto que começou a criar mais perigo com Fernando a receber uma bola que fora bombeada para a grande área e a rematar forte de primeira, mas a bola saiu ao lado. O SC Braga quis de imediato responder e foi Alan o criador do perigo. O brasileiro passou bem por dois jogadores e rematou cruzado, mas não acertou na baliza da Artur Moraes. Ao longo do jogo foram cometidas bastantes faltas, revelando-se numa verdadeira batalha – 8 amarelos em 90 minutos. Já bem perto do intervalo, eis o verdadeiro momento desta final. Rolando sobe no terreno com bola e tenta passar para o seu colega de equipa, mas o esférico foi intercetado por Hugo Viana que progride do lado direito do ataque, simula e cruza para a cabeça de Lima, fazendo o 1-0 na partida. Festa nas bancadas para os guerreiros do Minho e, certamente, na cidade de Braga. Esse golo viria a ser histórico para o futebol português e minhoto.

O jogo foi para intervalo com o SC Braga a vencer a partida, mas no reatar da partida, foi o FC Porto quem esteve à beira de empatar o jogo. Erro grave de Custódio, que deixa James Rodríguez totalmente isolado para a baliza e só com Artur Moraes à sua frente. O colombiano não conseguiu bater o guardião bracarense que respondeu ao erro da sua equipa com uma grande defesa, vital para a conquista da competição. A terminar, o SC Braga ainda esteve perto de sentenciar o resultado e fazer o 2-0 por Meyong, que fora de área, rematou em cheio no poste. Apito final e o SC Braga conquista o seu primeiro título europeu. Sem dúvida, uma época que António Salvador, Domingos Paciência e todos os atletas, associados e simpatizantes dos arsenalistas nunca mais esquecerão. Após esta conquista, o SC Braga conseguiu o prestígio nacional e internacional que era tão desejado e é agora considerado o quarto grande clube português, estando na luta em todas as frentes que compete. Domingos Paciência é contratado por um grande clube inglês e parte dos atletas que conseguiram este feito saem também do clube para grandes clubes do velho continente.

Foto de capa: UEFA

Tiago Moura

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