Publicidade

Vaná Alves no FC Porto: Uma Boa Aposta?

Francisco Sampaio · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

fc porto cabeçalho

Chegou ao fim a inércia do FC Porto no mercado de transferências mas, surpreendentemente, após ter sido anunciada a continuidade de Iker Casillas no clube o primeiro escolhido para reforçar o plantel dos azuis e brancos para a temporada 2017/18 foi…um guarda-redes! Vaná, ex-CD Feirense, aos 26anos de idade assinou um contrato válido por quatro épocas com o FC Porto, não sendo ainda conhecidos os valores envolvidos na transferência, e irá disputar com Casillas a vaga para defender a baliza dos azuis e brancos.

Se por um lado esta contratação surge como um pontapé na inércia, por outro lado muitos têm questionado a lógica de juntar, num mesmo plantel, Iker Casillas (que parece, claramente, a primeira opção para o lugar de guarda-redes), José Sá e Vaná. Do brasileiro aquilo que se sabe é que realizou um excelente temporada 2016/17, que é ainda relativamente jovem para a posição que ocupa, e que tem alguns predicados importantes: posiciona-se bem na baliza, é extremamente ágil, faz bem a “mancha” e consegue ser eficaz não só entre postes mas também nas saídas aos cruzamentos, aspeto no qual parece até mais competente do que Casillas. Porém, Vaná nunca teve qualquer experiência a um nível competitivo tão elevado e, como tal, é sempre incerta a forma como irá conseguir lidar com a pressão de defender a baliza de um clube dito “grande”.

vana
Vaná é o primeiro reforço dos dragões
Fonte: Feirense

O que parece estar errado nesta transferência é o momento na qual esta ocorre, isto é, numa fase em que a baliza do FC Porto parece estar (bem) entregue. Porém, é também o momento que parece justificar que esta contratação se realize agora e não apenas na próxima temporada futebolística. São conhecidas as dificuldades que o FC Porto atravessa para conseguir cumprir com o fair play financeiro imposto pela UEFA e, assim sendo, é também sabido que os azuis e brancos dificilmente conseguem, atualmente, competir com outros emblemas do mesmo nível desportivo para a contratação de futebolistas.

Assim sendo, numa fase em que a concorrência por Vaná não era ainda muito apertada, este parece ter sido o momento certo para avançar para a sua contratação, já que na próxima temporada, ou até mesmo no mercado de inverno, tal poderia revelar-se mais difícil.

Evidentemente não é positivo para um guarda-redes (ou para qualquer outro futebolista) estar sem competir em jogos oficiais durante um ano, mas essa circunstância também lhe permite ir-se adaptando gradualmente aos meandros de um clube de maior dimensão. Ainda assim, não se exclui a hipótese de se proceder ao empréstimo de Vaná a um clube de dimensão similar (ou ligeiramente inferior) à do FC Porto, como forma de o guarda-redes brasileiro ir competindo a um nível mais exigente, comprovar os predicados que exibiu ao longo da temporada passada, e voltar à Invicta com mais experiência e capacidade para agarrar o lugar na baliza dos azuis e brancos.

Qualquer que seja a opção tomada pela Direção e pelo treinador do FC Porto, esta não foi uma contratação unanimemente compreendida pelos adeptos do clube. Ainda assim não parece descabida e, caso se concretize a hipótese do empréstimo do guardião brasileiro a um clube (e campeonato) que lhe permita somar minutos de jogo num contexto em que o estímulo seja mais elevado do que aquele a que este foi submetido em Santa Maria da Feira, a contratação de Vaná e o momento em que esta ocorreu parece tratar-se até de uma estratégia inteligente e bem pensada para preparar a substituição de Iker Casillas, no futuro, na baliza do FC Porto.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto  por: Ana Ferreira

Francisco Sampaio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.