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Carta aberta ao FC Porto: Vencer às vezes não chega!

Filipa Mesquita · 2 min

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Para falar da temporada ainda é preciso esperar pelo desfecho da Taça de Portugal, no sábado, mas não creio que uma eventual vitória conseguia colmatar o peso de um campeonato perdido. É um fardo demasiado pesado que, neste momento, todos carregamos. Não foi por não termos vencido… foi exatamente por termos perdido o campeonato. Este ano espelha-se mais a nossa derrota do que a vitória de terceiros.

Em agosto começou a caminhada que prometia ser de conquistas. A Supertaça foi o primeiro passo para confirmar que o FC Porto dos velhos tempos estava de regresso. Começamos esse jogo a perder, diante do CD Aves, mas o Estádio de Aveiro teve de esperar muito pouco para revirarmos o resultado. E ali, num dia de sol, transpiramos de orgulho. Parecia que as épocas de glória estavam de volta. Nós, adeptos, acreditávamos nisso. Ao leme estava Conceição, o homem que nos fez acreditar, que nos deu o campeonato e que devolveu ao FC Porto o ADN de campeão. Voltamos a jogar à PORTO, a sentir à PORTO, a vencer à PORTO. Tudo parecia estar a no devido lugar e esteve até janeiro.

Sérgio Conceição é um principais rostos deste FC Porto
Fonte: FC Porto

Em janeiro, em Alvalade, assinamos a nossa derrota. Até então somávamos três meses consecutivos de vitórias, a contar para todas as competições, incluindo a Liga dos Campeões. Fizemos uma das melhores fases de grupos de sempre. Sonhamos juntos e só caímos em Liverpool e com dignidade. O nosso lema era vencer e não havia quem nos conseguisse travar. O que mudou? Pergunto… repito… Por que razão deixamos de lutar até ao último segundo?

Como é que se explica a exibição tão má em Alvalade? Os pontos perdidos em Guimarães, frente ao Vitória SC e ao Moreirense FC… Como é que se explica perder sete pontos de avanço para o adversário? Como é que em casa, NA NOSSA CASA, perdemos com o segundo classificado e consequentemente perdemos a liderança? Onde estava a raça? O querer? A ambição? Onde estavas tu, Conceição? O teu discurso no balneário não acordou a equipa e a culpa nunca foi só tua. Os jogadores, deviam ser os primeiros a querer ganhar, mas as vezes eram só corpos presentes nos relvados…

Nós, adeptos, estávamos lá, à chuva, ao sol, corríamos lado a lado com vocês. Era o nosso coração que entrava em campo e em troca só pedíamos o mesmo amor à camisola.

A revolta do líder da claque em Vila do Conde foi exagerada, e até condenável, mas na verdade aquilo que ele mostrou foi tudo aquilo que nós sentimos.

Vencer às vezes, neste clube, não chega.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Filipa Mesquita

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