Vitória SC 0-0 FC Porto: Não mata, mas mói

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Vimaranenses impuseram nova perda de pontos ao campeão nacional, que assim vê a vantagem sobre o SL Benfica diminuir para três pontos. Douglas evitou como pôde o golo dos azuis e brancos e, quando nada podia fazer, a trave e Frederico Venâncio mantiveram tudo a zeros.
O Vitória SC é a primeira equipa, em ano e meio de Sérgio Conceição à frente do FC Porto, a roubar pontos aos dragões por duas vezes na mesma época.

São já quatro os pontos perdidos para o mais direto perseguidor em outros tantos jogos do campeonato. A mais recente ‘queda’ do FC Porto teve no Vitória SC um dos culpados, mas não o principal.

A equipa de Luís Castro monitorizou as iniciativas dos azuis e brancos mas ainda assim viu os avançados do FC Porto desperdiçarem três, quatro, cinco ocasiões flagrantes para saírem de Guimarães com um resultado positivo. À atenção de Sérgio Conceição.

O Vitória SC, montado num 4-1-4-1 no momento defensivo, fechava o corredor central, nomeadamente o raio de ação de Herrera e Óliver. O espanhol, de resto, teve de se movimentar por outras zonas de ação para ganhar maior relevância no futebol portista.

Brahimi foi o primeiro a tirar as medidas à baliza de Douglas, mas a mira, logo ali, revelou o desacerto que se haveria de estender até ao fim do jogo. Logo a seguir, Soares foi infeliz. Num belo movimento rotativo e bem fora da área, o ponta de lança brasileiro atirou forte e em arco, mas a bola esbarrou com estrondo na trave.

Os alarmes soaram para os da casa, mas as respostas de Rafa e Tozé não foram suficientemente afirmativas para causar distúrbios na baliza de Casillas, que teve uma noite algo tranquila.

O assalto ao castelo intensificava-se à medida que o tempo ia passando e foi já na segunda metade dos últimos 45 minutos que os dragões desenvolveram esforços ainda maiores, multiplicando-se nessa fase as aproximações perigosas junto de Douglas. Primeiro foi Soares a mergulhar ao primeiro poste para responder a um cruzamento de Telles, mas o guardião brasileiro afastou com facilidade.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Os homens da casa fizeram valer nesta fase uma grande entreajuda defensiva, espreitando de quando em vez a oportunidade de sair com transições rápidas que o quarteto mais recuado dos portistas foi sempre relativizando. Marega esteve quase a fazer explodir a festa, mas Venâncio não estava para aí virado e salvou a pele de Douglas em cima da linha de golo.

Seria, contudo, uma dezena de minutos depois que todos levaram as mãos à cabeça quando Corona, com tudo para fazer o golo na pequena área, a beneficiar de uma bola perdida, não conseguiu dar a volta a uma tremenda mancha de Douglas.

Era o tudo por tudo azul e branco e, nos sete minutos de compensação, Otávio haveria de ser o último a embater de frente contra a terrível realidade azul e branca. Não era a noite deles. Após um canto da esquerda, a bola sobra para a entrada da área e o brasileiro, sem deixar cair, atirou um forte remate que tirou tinta ao poste. Suspiraram de alívio os conquistadores, em contraste com a frustração azul e branca.

Afinal, o que há três semanas parecia uma viagem tranquila rumo ao bicampeonato, ganhou agora mais interesse, depois de quatro pontos perdidos para o SL Benfica.

Segue-se nova visita, desta vez à sensação do campeonato, o Moreirense FC, e a margem de erro é cada vez mais diminuta.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Vitória SC: Douglas, Sacko, Pedro Henrique, Frederico Venâncio, Rafa Soares, Joseph, Wakaso, Pepê (Rochinha, 72’), Davidson, Tozé e Alexandre Guedes (Welthon, 71’).

FC Porto: Casillas, Militão, Pepe (Hernâni, 90+3’), Felipe, Alex Telles, Herrera, Óliver, Corona, Brahimi (Otávio, 67’), Marega (Fernando Andrade, 77’) e Soares.

Ricardo Anselmo
Ricardo Anselmohttp://www.bolanarede.pt
O azul e o branco é parte fundamental da vida do Ricardo. O amor pelo FC Porto faz dele um adepto ferrenho dos 'dragões'. Tem na escrita um amor quase tão grande como o que tem pelo clube, sendo sobre futebol que incide a maior parte das suas escrituras. No futuro, espera encontrar no jornalismo a sua ocupação profissional.                                                                                                                                                 O Ricardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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