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WBA 1-3 FC Porto: Adeus à pré-época ao ritmo do <i>Cha Cha Cha</i>

Francisco Manuel Reis · 4 min

WBA 1-3 FC Porto: Adeus à pré-época ao ritmo do <i>Cha Cha Cha</i>

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Pronúncia do Norte

O FC Porto terminou a pré-temporada da melhor forma, com uma vitória inequívoca frente ao West Bromwich. Depois de dois empates, frente a Saint-Étienne (na apresentação aos sócios) e Everton (no primeiro encontro em Inglaterra), era importante fechar a preparação para a nova época com chave de ouro. Foi o que aconteceu. O triunfo não valeu três pontos, mas serviu para subir a moral da equipa e para mostrar aos adeptos alguns pedaços pedaços de grande futebol.

Durante o primeiro tempo, o FC Porto mandou completamente no jogo (terminou com 63% de posse de bola), mas não conseguiu chegar ao intervalo com mais do que um 1-1 no placard. Dois golos de canto, de Casemiro e de Olsson, ditaram a igualdade.

De positivo, há a destacar a facilidade com que o conjunto azul e branco trocou a bola (de facto, há muita qualidade técnica neste novo plantel), as constantes trocas posicionais entre os jogadores (que nunca perderam a noção dos espaços que deviam ocupar) e a agressividade e organização no momento da perda da bola (pressionando imediatamente o adversário e conseguindo sempre recuperar o esférico rapidamente). Casemiro, Herrera e Óliver Torres, num autêntico carrocel a meio-campo, mostraram muita mobilidade (Casemiro um pouco mais fixo, Óliver procurando mais a bola na primeira fase de construção, Herrera oferecendo quase sempre profundidade à equipa). A estes juntava-se muitas vezes Brahimi, que, partindo da ala, deambulou por todo o campo e exibiu todas as suas qualidades (visão de jogo, capacidade de transporte, acerto no passe). Jackson, como pivot, foi muito participativo na construção das jogadas e Tello voltou a provar que é velocíssimo e muito perigoso no um para um.

Como extremo ou médio mais interior, Yacine Brahimi voltou a revelar qualidades  Fonte: zimbio.com
Como extremo e como médio mais interior, Yacine Brahimi voltou a mostrar o seu talento
Fonte: zimbio.com

De negativo, além de alguma lentidão no último terço – o FC Porto acabou por não conseguir criar tantas oportunidades de finalização como poderia e deveria – ficou na retina uma ou outra falta de concentração (dois ou três passes errados em zonas proibidas) que causou calafrios desnecessários a Lopetegui. De resto, a grande intervenção no jogo de Andrés Fernandéz  – que se estreou com a camisola do FC Porto – deu-se num desses lances, quando fez a mancha ao avançado adversário e salvou a equipa.

No regresso dos balneários, Rúben Neves, Quaresma e Adrián entraram em campo para render Casemiro, Tello e Óliver. Estas alterações foram fundamentais para o excelente arranque da segunda parte. Com o jovem Rúben Neves a garantir todas as compensações no meio-campo, Brahimi passou para o centro do terreno e conseguiu criar mais desequilíbrios do que na faixa. Além disso, Quaresma entrou com vontade de mostrar serviço e, com um cruzamento milimétrico, ofereceu ao capitão Martínez o seu primeiro golo na partida. O FC Porto, com um jogo mais rápido e fluido, chegou logo a seguir ao segundo numa fantástica jogada colectiva concluída de forma brilhante Cha Cha Cha, num remate de difícil execução. Os primeiros vinte minutos da segunda metade constituíram o melhor período dos dragões no jogo. Depois disso, as várias mexidas debilitaram ligeiramente a organização e o entrosamento da equipa e o FC Porto passou limitou-se a controlar a partida – Jackson saiu para dar lugar a Ricardo, empurrando Adrián para o meio (definitivamente, não se sente confortável naquele lugar!) e Quintero fez de Brahimi; dez minutos depois, Ricardo passou para lateral direito porque Danilo foi substituído por Evandro; já no final do jogo, José Angel rendeu Alex Sandro e Sami substituiu Herrera.

Herrera tem deixado boas indicações e deverá começar a época como titular  Fonte: Daily Mail
Herrera tem deixado boas indicações e deverá começar a época como titular
Fonte: Daily Mail

Faltam seis dias para a estreia no campeonato, no Dragão, diante do Marítimo; faltam onze dias para a primeira mão do play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, contra o LOSC Lille. Há ainda algum tempo para a equipa trabalhar e melhorar, mas parece claro que já há uma ideia de jogo bem definida. É evidente que ainda há muitas arestas a limar, mas esta pré-temporada deve deixar os adeptos portistas optimistas: a missão de construir uma equipa quase do zero não é fácil e requer paciência, mas para já tudo parece bem encaminhado. Venha a competição, que é disso que todos sentem saudades!

A Figura

Jackson Martínez – assumiu a braçadeira de capitão, foi o pivot de excelência que todos conhecem e assinou um bis que lhe dá confiança para arrancar da melhor maneira a época 2014/15. Foi, é e será uma peça fundamental dentro e fora do campo.

O Fora-de-Jogo

Adrián Lopez – os 11 milhões de euros pagos por 60% do seu passe fizeram do espanhol o reforço mais caro do FC Porto neste defeso e é, por isso, natural que as expectativas que recaem sobre ele sejam elevadíssimas. A verdade é que, ora ao meio (uma parvoíce!), ora na ala, não tem conseguido fazer a diferença e parece ser dos que revela menor entrosamento. Hoje voltou a não mostrar nada de especial, mas a época é longa e acredito que El Jabalí de Teverga ainda vai dar muitas alegrias ao universo azul e branco.

Francisco Manuel Reis

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