Belenenses SAD 0-0 Boavista FC: Não houve imaginação para mais

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A CRÓNICA: A TRANSPIRAÇÃO E O ESFORÇO IMPUSERAM-SE À QUALIDADE E À IMAGINAÇÃO

A nove jornadas do final do campeonato, há cada vez menos pontos em disputa e as equipas entram nos jogos sabendo que cada ponto é cada vez mais precioso.

Foi com conhecimento disto mesmo que Belenenses SAD (último classificado, com 16 pontos) e Boavista FC (13.º, com 26) entraram em campo, no Jamor, para um duelo importante para ambos na luta pela permanência.

Os azuis dispuseram do primeiro remate que levou (relativo) perigo à baliza de Bracali, mas foram as panteras que assustaram pouco depois, aos 9 minutos.

Num pontapé de canto estudado, a bola foi batida de forma rasteira para Hamache, que rematou na direção da baliza. A bola foi desviada por Abel Camará e saiu pela linha de fundo. E num jogo em que as equipas pouco criavam em jogo corrido, voltou a ser o Boavista a ameaçar de bola parada, aos 29 minutos.

Num lance muito confuso, acabou por valer Luiz Felipe aos da casa, a fazer a mancha ao desvio de Jackson Porozo. O Belenenses SAD respondeu aos 37 minutos, com uma jogada pelo lado esquerdo que terminou com finalização de Calila para defesa atenta de Bracali.

Antes do intervalo, nota para uma alteração forçada no Boavista: Hamache saiu lesionado, entrando para o seu lugar Filipe Ferreira. De resto, pouca qualidade e pouca criação de ambas as equipas.

Para o início da segunda parte, Franclim Carvalho fez entrar Pedro Nuno, retirando do jogo Calila e fazendo alguns ajustes nas posições dos seus jogadores. E foi precisamente Pedro Nuno que ficou perto do golo aos 49 minutos, acertando mal na bola depois de um passe atrasado de Licá, que ganhou na velocidade a Javi García pelo lado esquerdo.

Aos 57 minutos, o Boavista introduziu a bola dentro da baliza de Luiz Felipe, mas o lance foi invalidado por falta sobre o guarda-redes. E aos 62 minutos, esteve perto de o fazer de forma legal. Novamente de bola parada, Sauer bateu o livre de forma perfeita e Yusupha finalizou, mas para fora.

Aos 77 minutos, os azuis estiveram muito perto de fazer golo, mas Rodrigo Abascal foi providencial a desarmar Yves Baraye, quando este se preparava para tentar o remate.

Mas a melhor oportunidade surgiu mesmo aos 85 minutos, com Pedro Nuno a isolar Rafael Camacho, valendo Bracali, impecável, a evitar o golo. Mas apesar destas oportunidades, o jogo terminou sem golos, e o resultado dificilmente poderia ser diferente.

 

A FIGURA

imaginação
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Rafael Camacho (Belenenses SAD) – Num jogo em que pouca gente brilhou, Rafael Camacho foi, provavelmente, o protagonista máximo da melhor fase no jogo da equipa azul. Foi ele que teve a melhor oportunidade da equipa da casa, mas Bracali levou a melhor.

 

O FORA DE JOGO

imaginação
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Calila (Belenenses SAD) – O lateral nem estava provavelmente a ser o pior dos azuis na primeira parte (estava na mesma linha de quase todos os outros jogadores), mas foi ele que saiu para que Franclim Carvalho desse um cunho mais ofensivo à equipa. É mais por aí que se explica esta opção.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Franclim Carvalho veio para este jogo num sistema tático de 4x3x3, com o treinador a aproveitar a polivalência de alguns dos seus jogadores. Carraça, desta vez, foi defesa-direito, com Calila, que também pode jogar à direita, a fazer de lateral esquerdo.

Yohan Tavares e Chima Akas foram os centrais, com Danny Henriques (que também pode ser central) a ser médio defensivo. Braima Sambú e Afonso Sousa jogaram como médios interiores, atrás de um trio ofensivo com Baraye, Licá e Abel Camará.

Ao intervalo, com a saída de Calila e a entrada de Pedro Nuno, Chima Akas passou para lateral esquerdo e Danny Henriques recuou para central, com Pedro Nuno a juntar-se ao meio-campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

1 – Luiz Felipe (5)

17 – Carraça (5)

32 – Yohan Tavares (6)

27 – Chima Akas (5)

2 – Calila (4)

14 – Danny Henriques (5)

45 – Braima (6)

10 – Afonso Sousa (6)

77 – Baraye (6)

88 – Licá (5)

29 – Abel Camará (5)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Nuno (4)

Rafael Camacho ( 7)

Safira (4)

Sandro (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Petit optou pelo 3x4x3 para encarar esta partida em casa da sua antiga equipa. Javi García foi o central do meio, com Jackson Porozo à sua direita e Abascal à sua esquerda. Cannon fez o corredor direito e Hamache o esquerdo, com Makouta e Sebastián Pérez como médios centro. O ataque coube a Gustavo Sauer, Yusupha e Petar Musa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

1 – Bracali (6)

2 – Cannon (5)

21 – Jackson Porozo (6)

6 – Javi García (5)

26 – Abascal (6)

25 – Hamache (5)

24 – Sebastián Pérez (5)

42 – Makouta (5)

8 – Gustavo Sauer (6)

11 – Yusupha (5)

9 – Musa (6)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Ferreira (4)

Gorré (4)

De Santis (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

BELENENSES SAD

Bola na Rede: Este é apenas o quarto jogo da época do Belenenses SAD sem sofrer golos. Pergunto-lhe se isso, apesar de a equipa não ter vencido o jogo, o deixa satisfeito?

Franclim Ribeiro: É o quarto jogo da época que não sofremos golos. Satisfeito não posso estar, não ganhámos, não podemos estar satisfeitos. Na segunda parte, tivemos mais volume ofensivo e mais frequência de raio de ação conjunta.

Tivemos duas ou três chances na segunda parte, em bola corrida, não fizemos golo. Temos de nos agarrar às coisas positivas, não sofremos golos, continuamos com mais um ponto do que na primeira volta. Continuo com a convicção de que vamos fazer mais pontos nesta segunda volta.

 

BOAVISTA FC

Bola na Rede: Tendo em conta o seu conhecimento da equipa do Belenenses SAD (e o conhecimento que os jogadores do Belenenses SAD têm das suas ideias), esperava um jogo tão encaixado e com poucas oportunidades?

Petit: Em termos estratégicos, preparo o que é o jogo. Quem vê a equipa do Boavista ao longo destas jornadas e quem vê o jogo de hoje, percebe logo que a primeira parte não foi boa, a segunda ainda foi pior. Desligámos, nunca estivemos no jogo, muitas perdas de bola. Vínhamos de uma sequência de criar golos e muita intensidade. Desde que cheguei, foi o pior jogo que fizemos.

 

Rescaldo da opinião de Bernardo Figueiredo e Felipe Ribeiro

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Redação BnR
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