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CD Feirense 2-2 CD Santa Clara: Quase houve remontada na Feira

Pedro Pinto Diniz · 5 min

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O CD Feirense e o CD Santa Clara empataram a duas bolas, em partida a contar para a 16.ª jornada da Primeira Liga.

O Feirense entrou com pressão para este jogo, depois da vitória do CS Marítimo sobre o Portimonense SC. Marítimo, que é concorrente direto dos homens de Santa Maria da Feira na busca pela manutenção na Primeira Liga. Além disso, o Feirense poderia tirar partido dos eventuais resultados de CD Aves e GD Chaves, que jogavam fora nesta jornada.

Nuno Manta Santos fez quatro alterações em relação à última jornada do campeonato, o empate a zeros em Chaves, promovendo as entradas de Mesquita, Marco Soares, Vitor Bruno e Edinho, para as saídas de Diga, Cris, Luís Machado e Sturgeon. João Henriques, do outro lado, promoveu três alterações, depois da derrota caseira frente ao CD Tondela. Saíram Fernando Andrade (vendido ao FC Porto), Kaio e César Martins (suspenso) para as entradas de Accioly, Pacheco e Alfredo Stephens.

Para este jogo, Nuno Manta Santos “pôs a carne toda no assador”, ao apostar em dois pontas de lança fixos na frente, para corresponder ao jogo assente em bolas longas da equipa fogaceira.

O Feirense entrou ligeiramente por cima no jogo, mas o primeiro quarto de hora foi de adaptação por parte das duas equipas, não havendo qualquer oportunidade de golo.

A primeira grande oportunidade surgiu para os da casa. Aos 16 minutos, Edinho segurou a bola longa vinda da defesa, deu para Vitor Bruno, que, de primeira, entregou para o isolado Crivellaro, que teve todo o tempo do mundo para finalizar, mas atirou para uma boa defesa com a face de Serginho.

O Santa Clara respondeu aos 24 minutos, através de um livre direto à entrada da área, batido por Patrick, em que a bola passou perto da trave da baliza de Brigido.

O Santa Clara ainda festejou antes do intervalo. A menos de cinco minutos do fecho da primeira parte, Zé Manuel isolou-se e bateu Brigido com um “chapéu” de classe. Estava desfeito o nulo no marcador. O avançado português concretizou o quinto golo da conta pessoal esta época.

Os visitantes chegaram ao intervalo em vantagem no marcador, fruto da sua eficácia ofensiva. Era caso para alterar o ditado popular para “pouca parra e muita uva”.

Voltaram os mesmos 22 jogadores para o segundo tempo e o Santa Clara voltou a marcar, logo aos 48 minutos. Stephen isolou Bruno Lamas, que rematou para o fundo das redes, com Brigido a ficar mal na figura, depois de a bola lhe passar por entre as luvas.

O Feirense respondeu e arrecadou uma grande penalidade aos 57 minutos. Edinho não perdoou e reduziu a vantagem para os da casa, com meia hora ainda para se jogar no Marcolino de Castro.

A equipa da casa parecia estar animada com o golo marcado e foi em busca do empate, chegando mesmo à igualdade ao minuto 65 por Valência. O ponta de lança foi mais forte na corrida e no duelo físico com Fábio Cardoso e finalizou pelo meio das pernas de Serginho. Estava tudo em aberto em Santa Maria da Feira.

Fonte: CD Feirense

Os fogaceiros caíram em cima dos insulares, mas manteve-se o empate até ao apito final. De salientar a boa réplica dos homens de Nuno Manta Santos, que, a perder por duas bolas a zero, chegaram ao empate e procuraram o terceiro tento.

Com este empate, o Feirense empurra temporariamente o Aves para a penúltima posição do campeonato, subindo ao 16.º lugar. O Santa Clara mantém a nona posição, agora com 21 pontos.

O Feirense desloca-se na próxima jornada ao reduto do Aves, naquele que será um duelo importante na luta pela manutenção. O Santa Clara, por outro lado, recebe o SL Benfica nos Açores.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Feirense: Brigido; Tiago Gomes, Philipe Sampaio, Briseño, Mesquita; Vitor Bruno, Babanco (Tavares, 71’ ), Marco Soares, Crivellaro (Sturgeon, 57’); Valência, Edinho.

CD Santa Clara: Serginho; Patrick, Accioly, Fábio Cardoso, Mamadu; Chrien (Ukra, 88’), Anderson Carvalho, Pacheco (Kaio, 77’), Bruno Lamas; Zé Manuel, Alfredo Stephens.

A FIGURA 

CD Feirense

Edinho – O avançado português foi decisivo na resposta do Feirense, quando a equipa da casa perdia por duas bolas a zero, ao marcar a grande penalidade que reduziu a desvantagem.

O FORA DE JOGO 

Fonte: Portimonense SC

Crivellaro – O médio do Feirense esteve desaparecido da partida, acrescentando muito pouco ao jogo ofensivo dos fogaceiros. Acabou por ser substituído aos 57 minutos.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Santa Clara

BnR: Quando estava a vencer por 2-0 a 30 minutos do final e a vitória parecia bem encaminhada para a sua equipa, o Feirense respondeu e conseguiu empatar. Estava à espera de uma resposta tão forte?

João Henriques: Não considero que tenha sido uma resposta forte. Foi o lance que relançou o Feirense na partida. O Feirense limitou-se a jogar jogo direto à procura de um erro, a atirarem-se para o chão dentro de área à espera que fosse cavada uma grande penalidade. Surgiu naquele momento, que os relançou na partida. O Santa Clara, na minha opinião, esteve por cima. O Feirense até entrou melhor, mas o Santa Clara equilibrou e esteve sempre por cima no jogo, à exceção de bolas paradas, confusão na área e jogo direto, como aquele lance que relançou o Feirense na partida e o segundo momento, que foi um erro nosso. Sem ser estas, só me lembro de uma situação do Crivellaro na primeira parte. Nós é que facilitámos a vida ao Feirense para que conquistasse um ponto. Nós perdemos dois.

CD Feirense

BnR: O Nuno avançou para este jogo com dois pontas de lança de raiz, o Valência e o Edinho. Pergunto-lhe o porquê desta mudança tática para este jogo e se sente que a equipa melhorou com isso.

Nuno Manta Santos: Em termos de plano estratégico, nós pretendemos hoje criar instabilidade na defesa do Santa Clara, dando mais largura através dos nossos laterais e aproveitar mais o jogo exterior para tirar mais cruzamentos para zonas de finalização. As nossas decisões nem sempre foram as mais corretas e isso deu muitas vezes bola ao Santa Clara para sair em transição. Achei por bem reforçarmos o nosso setor ofensivo com dois homens de área para encostar mais a defensiva do Santa Clara e também, por um lado estratégico, por o Santa Clara não estar à espera deste nosso posicionamento tático em campo. Criou de início alguma surpresa, mas depois eles adaptaram-se. Penso que o Feirense conseguiu assim, e na segunda parte, quando passámos para um 4-4-2 clássico, criar muitas dificuldades.

Pedro Pinto Diniz

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