FC Vizela 1-1 CS Marítimo: Tarde histórica para os heróis de Vizela

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A CRÓNICA: TURMA DE VIZELA CAPAZ DE SEGURAR EMPATE QUE GARANTIU MANUTENÇÃO

Em jogo da 33ª jornada da Liga, o FC Vizela defrontou o CS Marítimo, numa partida potencialmente histórica para os da casa com a manutenção mesmo à porta. Com um empate, o Vizela asseguraria a permanência na Primeira Liga durante mais um ano, um feito de louvar da equipa nortenha, enquanto o Marítimo já se encontrava tranquilo a meio da tabela. Os adeptos caseiros fizeram questão de estar presentes neste momento importante para o clube, apesar de uma tarde muito calorosa, a equipa contou com uma casa cheia para a ocasião.

Numa primeira parte bem disputada por ambas as equipas, foi o Vizela que possuiu as melhores ocasiões, pelo que logo a abrir o encontro um livre de Schettine aos 6 minutos obrigou Miguel Silva a defesa apertada. Aos 17 minutos o capitão da equipa vizelense, Samu, viu-se obrigado a abandonar a partida devido a lesão, com Rapahel Guzzo a render o médio português. Aos 34 minutos, o mesmo Guzzo dispôs da melhor oportunidade da primeira parte, com um remate bloqueado em cima da linha de baliza por um defesa do Marítimo, pois Miguel Silva saiu da baliza para condicionar Kiko Bondoso, que depois de uma bela arrancada cruzou atrasado.

O Marítimo entrou melhor na segunda parte, contando com um remate perigoso de Vidigal ao minuto 50. Apesar disso, foi o Vizela que desfez o nulo, cruzamento de Cassiano e Kiko Bondoso no meio de vários jogadores conseguiu empurrar a bola para o fundo da baliza. Aos 59 minutos, após um lance entre Rossi e Schettine, o treinador Vasco Seabra acabou expulso, em má hora pois logo a seguir Rafik Guitane empatou a partida após confusão na área da equipa da casa. Nuno Moreira rendeu Schettine, e entrou muito bem na partida, lançando Alex Mendez que atirou ao lado da baliza de Miguel Silva. Nos últimos minutos o Vizela deu a iniciativa de jogo ao Marítimo, baixando o bloco e procurando defender o resultado.

No fim, quem sorriu foram os adeptos da casa, que com o empate puderam festejar a manutenção do Vizela da Primeira Liga. Tarde histórica para a equipa de Álvaro Pacheco, que tal como os jogadores, não conseguiu conter os festejos e a emoção no final de jogo. Desfecho bonito do jogo, onde adeptos, jogadores e equipa técnica partilharam um dos muitos momentos que nos fazem amar o futebol.

 

A FIGURA

Rafik Guitane – O médio francês de 22 anos foi sempre o que mais procurou desfazer o empate no jogo, muito dinâmico e disponível, pelo que teve a capacidade de receber dentro e fora, combinando perto com os colegas. Marcou o golo do empate aos 61 minutos, permitindo ao Marítimo lutar pela vitória até ao fim.

 

O FORA DE JOGO

Vítor Costa – O lateral-esquerdo do Marítimo não fez um jogo propriamente mau, mas dentro dos restantes foi o que menos se destacou. Cumpriu o seu papel defensivamente, mas pouco ou nada ofereceu do outro lado do campo.

 

ANÁLISE TÁTICA – VIZELA FC

O Vizela de Álvaro Pacheco apresentou-se no seu habitual 4-3-3, fazendo uma alteração ao onze inicial que começou no Estádio do Dragão, com a entrada de Cassiano em detrimento de Nuno Moreira.

Em organização ofensiva, Claudemir assumiu a construção da equipa da casa, jogando em apoio com os colegas do meio-campo ou dando longo para Cassiano ou Kiko Bondoso. Na direita do ataque, Cassiano procurou espaços interiores juntando-se a Schettine, deixando Igor Julião na largura.

O Vizela procurou pressionar alto o Marítimo, mas com pouca eficácia, pelo que acabou por descer o bloco e defender mais junto da sua baliza. O lado da sua direita foi bastante explorado pelo Marítimo, enquanto o lado esquerdo pouco ou nenhum trabalho teve defensivamente

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Silva (6)

Igor Julião (6)

Anderson (6)

Ivanildo Fernandes (5)

Richard Ofori (5)

Samu (-)

Claudemir (7)

Alex Mendez (7)

Kiko (7)

Schettine (6)

Cassiano (6)

SUBS UTILIZADOS

Raphael Guzzo (7)

Nuno Moreira (6)

Sarmiento (-)

Marcos Paulo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

A equipa de Vasco Seabra apresentou-se no seu clássico 4-2-3-1, fazendo algumas alterações no onze inicial, nomeadamente na defesa. Na baliza, Miguel Silva defendeu os postes, enquanto Clésio rendeu Winck, que estava automaticamente excluído do jogo após ter visto o cartão vermelho contra o Benfica.

O Marítimo em processo atacante deu muita liberdade aos jogadores da frente, com trocas constantes entre Guitane e Edgar Costa, o último procurou dar superioridade no flanco esquerdo combinando com Vidigal, criando desequilíbrios e deixando assim o lateral Igor Julião desamparado. A sair, Rossi foi o médio que baixou para fazer a ligação entre a defesa e o meio-campo.

Tal como o Vizela, os visitantes procuraram pressionar alto, mas também não foram muito bem sucedidos, baixando também o bloco e juntado as linhas para não permitir espaços em zonas intermediárias. As costas da defesa foram constantemente exploradas, com Zainadine a servir de “bombeiro” e a limpar as investidas do Vizela.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Miguel Silva (6)

Clésio (5)

Matheus (6)

Zainadine (6)

Vitor Costa (5)

Rossi (7)

Beltrame (7)

Edgar Costa (6)

Rafik Guitane (8)

Vidigal (7)

Joel Tagueu (6)

SUBS UTILIZADOS

Alipour (6)

Miguel Sousa (5)

Henrique (5)

Leo Andrade (5)

Xadas (-)

 

BnR na Conferência de Imprensa

FC Vizela

BnR: Não foram colocadas questões.

 

CS Marítimo

BnR: O Marítimo na primeira parte não foi capaz de aproveitar o espaço no corredor direito, enquanto na segunda parte o contrário se sucedeu. A que se deveu a incapacidade da equipa não ser capaz de desequilibrar em ambos aos flancos simultaneamente?

Vasco Seabra: É verdade, na primeira parte procuramos utilizar o Edgar para criar superioridade na esquerda deixando o médio do Vizela muito distante das combinações, mas tivemos a incapacidade de bater a pressão e variar o flanco de jogo. Na segunda parte, um pouco pela condição física do Vitor Costa, não conseguimos replicar isso, e explorámos mais o meio através do Guitane.

 

Rescaldo da opinião de Diogo Monteiro.

Diogo Silva
Diogo Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Diogo lembra-se de seguir futebol religiosamente desde que nasceu, e de se apaixonar pelo basquetebol assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). O diálogo desportivo, nas longas viagens de carro com o pai, fez o Diogo sonhar com um jornalismo apaixonado e virtuoso.

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