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GD Estoril-Praia 3-2 CD Aves: Bomba de oxigénio para a Linha

Redação BnR · 4 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Em partida da 15º. Jornada, o Estoril-Praia recebeu o CD Aves. Vindo de uma derrota no estádio da Luz, o técnico Ivo Vieira operou uma única substituição, lançando Víctor Andrade para o lugar de Allano. Por sua vez, e após uma categórica vitória por 5-1 frente ao União da Madeira em jogo a contar para a Taça de Portugal, Lito Vidigal mudou drasticamente o onze inicial.

O Estoril Praia começou o jogo disposto a sair da zona de despromoção. Prova disso foram os diversos remates à baliza de Quim, desferidos por Kléber e Víctor Andrade, um dos jogadores que mais atacaram o resultado e que deram bastante trabalho ao guarda-redes adversário, e por Lucas Envagelista, que beneficiou de um desvio num defesa da equipa visitante e que ia traindo Quim.

O Desportivo das Aves só deu o ar da sua graça por volta da meia hora de jogo, depois de um livre marcado rapidamente e que apanhou a linha defensiva do Estoril adormecida que, para tentar justificar esta ação, pediu fora-de-jogo.

Ambos os golos apareceram no final da primeira parte. Depois de Ivo Vieira ter realizado uma substituição -André Claro por Eduardo-, Lucas Evangelista, o suspeito do costume, abriu o marcador. Numa grande jogada de triangulações e combinações no flanco direito, o médio brasileiro aparece sem marcação à entrada da área e, sem hesitar, desferiu um remate colocadíssimo, sem qualquer hipótese ao veterano Quim.

Mas o Aves mostrou que não ia baixar os braços após o tento sofrido. Num lance bem construído pelo seu lado esquerdo, Amilton cruza para dentro da área, onde aparece Moreira para desviar a primeira bola para longe da sua baliza. Por sorte ou azar, o número 10 da equipa avense aparece na ressaca do lance e remata de primeira, colocando a bola longe da vista de Moreira e igualando assim a partida mesmo antes do intervalo.

Depois de uma primeira parte fria, a segunda parte teve um rumo completamente diferente Fonte: Bola na Rede
Depois de uma primeira parte fria, a segunda parte teve um rumo completamente diferente
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte começou com sinal mais dos canarinhos. O Estoril, que inicialmente tinha ameaçado com um bom cabeceamento de Allano (jogador lançado ao intervalo) após um livre lateral, voltou a adquirir a vantagem ao minuto 50. Numa excelente jogada individual, mostrando desde logo serviço, o recém-entrado cumpriu a ameaça e não perdoou o mau posicionamento do guardião da equipa da Vila das Aves.

A equipa visitante ainda lutava pelo jogo. Ao minuto 62, após uma investida no lado direito avense, a bola vai até ao lado oposto, dando assim origem a um cruzamento respondido por Amilton. O jogador atirou de cabeça e a bola passou a centímetros do poste. Estava feita a ameaça do Aves.

Pouco depois de o relógio marcar a hora de jogo, novo motivo de festa. Ataque rápido dos azuis e amarelos. Bola no lado direito, Víctor Andrade tocou para Lucas Evangelista, que, por sua vez, tocou para Fernando Fonseca. O lateral atirou forte, Quim desviou para uma zona proibida onde estava Kléber solto de marcação. O avançado só teve de encostar. Os cerca de mil adeptos estorilistas galvanizavam-se, assim, com a boa exibição da equipa.

O Estoril, que não sabia o que era festejar desde o mês de Setembro, brindava assim os seus adeptos com três golos. Uma nítida prova da melhoria da equipa com a chegada do técnico Ivo Vieira.

Entretanto, enorme momento de tensão vivido no jogo. Arango, após uma disputa de bola com Pedro Monteiro, cai com violência ao ponto de ter sido necessário retirá-lo das quatro linhas de maca. Felizmente, não aparentou ter problemas de maior.

Novo frenesim ao minuto 76: jogada bem trabalhada no lado direito por Fernando Fonseca, que coloca a bola na área e, após um ressalto, Allano isola Lucas Evangelista, que remate forte por cima para canto. Na sequência da bola parada, Víctor Andrade ultrapassa um defesa e dispara para mais uma boa intervenção de Quim.

Daqui para a frente, continuando com o bom ímpeto de jogo, a equipa da linha limitou-se a gerir o jogo. Com mais um bom par de oportunidades, a equipa cascalense mostrou ser uma formação adulta e capaz de manter o resultado. Mérito para Ivo Vieira, que revolucionou por completo o jogo do Estoril Praia. Por sua vez, o Aves só ao minuto 90 conseguiu uma boa oportunidade e aproveitou-a. Na sequência de um canto direto, Paulo Machado bisou e reduziu o marcador.

Rescaldo de Guilherme Anastácio e Marta Reis

 Foto de capa: Bola na Rede

A FIGURA:

Fonte: Estoril Praia SAD
Fonte: Estoril Praia SAD

A equipa estorilista – A formação demonstrou sempre ser a melhor equipa em jogo. Apesar da pressão do lugar em que estava colocada, não baixou os braços após o empate e conseguiu dar a prenda de Natal que os seus adeptos tanto ansiavam.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

Fraca adesão – Com a equipa desesperada por pontuar, se necessitassem de contar com os seus adeptos já teriam descido de divisão. Num dia sem jogos dos três grandes, a pouca afluência ao estádio não poderá ser apenas justificada pelo frio ou posição da equipa. A quem se deve atribuir a culpa?

Conferência BnR:

BnR- Sabendo que iria defrontar o último classificado, estava à espera de um Estoril menos motivado?

Lito Vidigal – A minha equipa está motivada. Não me importo com os outros. Respeitamos muito o adversário, mas isso não me diz respeito. Fica para segundo plano. O meu foco está na minha equipa.

 

BnR- Uma vitória e três golos marcados. Duas coisas há muito desejadas pelos jogadores e pelos adeptos. Que motivação é que isto traz à equipa?

Ivo Vieira – Essa pergunta já me foi feito várias vezes. É verdade que o Estoril esteve muito tempo sem marcar golos e sem concretizar. Mas sabíamos que os golos acabariam por aparecer devido às oportunidades e ao trabalho que temos vindo a realizar. Quem trabalha com dedicação sabe que as coisas acontecem naturalmente. A equipa tem praticado um futebol muito ofensivo e já marcou no último jogo frente ao Benfica.

Redação BnR

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