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SC Braga 0-0 Vitória SC: Pólvora seca dos arsenalistas não permitiu mais

João Maravilha · 4 min

Braga x Vitória
Foto: Liga Portugal

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A CRÓNICA: BRACARENSES A PROCURAR E VIMARANENSES A DEFENDER

Um final de tarde que arrancava com um clássico “Dérbi do Minho”, onde se enfrentavam duas equipas que haviam vencido na última jornada: SC Braga e Vitória SC. Finalmente este jogo de grandes emoções voltou a ter adeptos e tudo prometia a um jogo emocionante de duas equipas que começavam o jogo com dois pontos de distância na classificação.

O jogo começou muito equilibrado, com as duas equipas a quererem atacar e assumir, mas foi o Vitória SC quem criou a primeira grande oportunidade através de Estupiñan que após o cruzamento de André Almeida remata por cima da trave. O SC Braga não queria ficar atrás nas oportunidades e os irmãos Horta criaram logo duas, através de grandes e potentes remates de fora de área que apenas não deram golo devido a Trmal e ao poste.

Numa altura em que o jogo estava partido e com muitas faltas o árbitro apitou para o intervalo, terminando uma primeira parte muito dividida, mas em que a equipa de Braga ia acumulando as melhores oportunidades.

A segunda parte começa da mesma maneira que a primeira terminou: com o SC Braga a criar uma oportunidade, desta vez através de Fábio Martins. O Vitória SC parecia ter acordado com a entrada de Edwards, mas não passou de fogo de vista, pois foram os bracarenses a continuar a atacar e a defesa vimaranense mostrava-se tremida sem saber como parar a ofensiva contrária. Toda a segunda parte foi dos bracarenses, que iam somando oportunidade atras de oportunidade, mas sem nunca conseguirem marcar, tendo até outra bola nos ferros através de Mário Gonzaléz.

No entanto e apesar de todas as tentativas ofensivas, o jogo terminou empatado e o SC Braga pode queixar-se apenas de si pela falha de finalização, pois o Vitória SC nem se viu ofensivamente durante a segunda parte.

A FIGURA

André Horta – Mostrou-se sempre irrequieto e com vontade de mudar o resultado. Criou boas oportunidades, duas delas através de dois remates potentes de fora de área. Foi também ele o grande construtor da equipa, sendo capaz de mover todo o jogo do SC Braga.

O FORA DE JOGO

Oscar Estupiñan – Dura tarefa a que tinha, principalmente se olharmos para a falta de ideias que a frente do Vitória SC apresentava. Acabou por ter apenas uma oportunidade de golo que ficará com certeza a questionar-se como falhou e depois disso sofreu pela falta de qualidade ofensiva que toda a equipa vimaranense mostrou.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O SC Braga começou o jogo a apresentar no seu 3-4-3 já habitual, com Fabiano e Galeno a subirem nos momentos ofensivos. A defender alteravam para uma defesa a quatro com Tormena a cobrir mais a lateral esquerda. Iuri Medeiros e Mário González saíram do “onze” da jornada passada dando lugar a André Horta e a Abel Ruiz.

A equipa de Braga mostrava uma saída de jogo rápida com Matheus a colocar muitas vezes a bola em Fábio Martins ou em Ricardo Horta. Já no meio campo era André Horta quem mais controlava e fazia o jogo arsenalista rodar.

Com a saída de Raul Silva na segunda parte, os bracarenses passaram a assumir uma defesa a quatro, com Tormena e Paulo Oliveira no meio.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Tormena (7)

Paulo Oliveira (6)

Raul Silva (6)

Fabiano Souza (6)

Galeno (5)

Al Musrati (6)

André Horta (8)

Fábio Martins (6)

Ricardo Horta (7)

Abel Ruiz (6)

SUBS UTILIZADOS

Iuri Medeiros (6)

Francisco Moura (5)

Mário Gonzaléz (6)

Lucas Mineiro (-)

Yan Couto (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

O Vitória SC apresentou-se num 4-3-3 clássico com André André a ser o motor da equipa e gerir os diferentes momentos. Já, os criativos, Quaresma e Rochinha tinham como missão apoiar Estupiñan na frente. A defender o Vitória SC colocava Händel entre os dois defesas centrais e a atacar André Almeida colocava-se muito perto das alas.

A equipa de Guimarães começou a partida a querer pressionar mais alto e a querer atacar, mas foi perdendo intensidade mais junto do intervalo, permitindo que o SC Braga acumulasse cantos e livres. Durante a segunda parte a história repetiu-se, sendo Pepa obrigado a substituir os seus extremos para ver se conseguia mudar a intensidade e criatividade que não tinha.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Trmal (7)

Rafa Soares (6)

Borevkovic (6)

Abdul Mumin (6)

Sacko (5)

André André (5)

André Almeida (5)

Händel (6)

Rochinha (5)

Estupiñan (4)

Quaresma (5)

SUBS UTILIZADOS

Marcus Edwards (5)

Tiago Silva (5)

Rúben Lameiras (6)

Janvier (5)

Bruno Duarte (-)

João Maravilha

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Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
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