SC Braga 2-1 Moreirense FC: Natal, uma questão central

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Vai ser confortável e revitalizador o Natal em Braga. Na última jornada que antecede esta época festiva, décima quinta, os bracarenses venceram o Moreirense no dérbi do Minho por duas bolas a uma, isolando-se no terceiro lugar do campeonato com trinta e dois pontos. Já os cónegos, encontra-se em penúltimo na tabela com onze pontos com o risco de serem relegados para último lugar, caso o Tondela vença frente ao Vitória de Setúbal. Jorge Simão estreou-se como técnico principal da equipa bracarense e logo com uma vitória, que a bem dizer, ainda não parece ter o «dedo» do novo timoneiro. Este último não escondeu as evidências, deixando claro que a equipa irá colocar em prática as suas ideias brevemente. Do lado dos de fora, Inácio foi… Inácio e chegou para ver a sua equipa quase vencer. Deu as voltas ao lema romano mas não o suficiente. Faltou o quase a uma equipa com bons jogadores e um bom conjunto. Essencialmente do meio campo para frente.

O jogo praticado teve pouca intensidade e alguma ou mesmo muita anarquia. A equipa bracarense jogava em piloto automático com uma ou outra indicação do novo treinador e o Moreirense em contra ataque tentando explorar sempre o erro adversário.

Começava a partida no estádio municipal de Braga com a bola a ser trocada pelos da casa mas sem grande ameaça. Todos com rostos contentes, reunidos na ceia de Pré Natal, era um bom presságio para o jogo desta noite. Mas sempre que a bola chegava aquele último terço do terreno… nada acontecia a não ser um contra ataque do Moreirense, bastante veloz encabeçado pelos avançados da equipa. Passava o perigo e o Braga voltava a correr com bola mas não de forma muito objectiva. Nunca desistindo, os arsenalistas chegaram ao golo da vantagem ao minuto trinta e três por intermédio de André Pinto, que na cobrança de um pontapé de canto fuzilou para dentro da baliza dos cónegos. Um zero vencia o Braga com pouco futebol praticado. Não se via muito, mas Dramé aperaltou-se e deu nas vistas com o golo que deu o empate ao minuto quarenta e um, depois de um erro de Ricardo Ferreira. Marafona só teve tempo de cair com estilo e atirar a bola para o meio campo. Resultado justo ao intervalo com um empate a uma bola.

Durante quinze minutos, Simão puxou dos galões e pediu à equipa que vencesse. O Braga entrou na segunda parte com mais garra, deixando Xeca de fora e lançando Tiba no encontro. O camisola vinte e cinco proporcionou bastantes incursões pelas linhas e algum toque de bola ali pelo meio. O que faltou? Novamente objectividade. Nem após a entrada de Hassan a equipa estava a encontrar o caminho do golo. Não desistiu nunca, sendo isso por si só um sinal de mudança. Alan mostrou que está vivo e pronto para todas as batalhas, tranquilizando a equipa quando esta bem precisa com muita sabedoria e experiência à mistura. A questão de acreditar que era possível e importante vencer foi visível quando ao minuto setenta e oito Ricardo Ferreira coloca o Braga em vantagem no marcador. Estávamos perto do fim e o resultado apresentava a margem mínima, sendo que uma série de lances de disputa de parte a parte levaram aos sucessivos apitos que tanto interrompiam quem foi ver a bola. Afinal, Luis Ferreira também queria um bocadinho de protagonismo. Terminava a partida e o Braga fazia as pazes em casa. Uma questão central. Ricardo e André Pinto foram os grandes vencedores pelos golos. Natal e Golo são sinónimos de alegria, terminado dois para um o jogo em Braga.

Pedro Nuno Sousa
Pedro Nuno Sousahttp://www.bolanarede.pt
O Pedro tem 22 anos, é arqueólogo de formação e jornalista desportivo por inspiração. Teve oportunidade de praticar vários desportos, o que proporcionou esta paixão. Frequenta o mestrado em História e é minhoto. Gosta muito dos seus amigos e por isso tenta preservá-los. Também gosta de teatro e é ator amador. Frequentou formações no 'Cenjor' e no 'Palavras Ditas' porque gosta de enriquecer a vida profissional. Um dia espera ser relator de futebol.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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