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FC Vizela 1-1 FC Paços de Ferreira: Regresso a casa agridoce

Vasco Borges · 5 min

Vizela x Paços
Foto: Bola na Rede

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A CRÓNICA: NUMA TARDE À INGLESA, O RESULTADO NÃO AGRADOU A NINGUÉM

Não havia outra maneira de começar este rescaldo. Nos primeiros minutos foi difícil desviar o olhar das bancadas, tal era o ambiente no renovado Estádio do FC Vizela, a fazer lembrar os estádios ingleses. A ocasião não era para menos, afinal este foi o primeiro jogo dos vizelenses – que tanto na época 84/85 como nas primeiras jornadas, tiveram de andar de casa às costas – na sua cidade. Dentro de campo o jogo teve quase de tudo, mas terminou com um empate que não agrada a nenhuma das equipas.

Sem surpresa foram os homens de Álvaro Pacheco a entra melhor, colecionando várias aproximações de perigo à baliza do FC Paços de Ferreira nos primeiros 20 minutos. Destaque para um remate de Nuno Moreira à entrada da área, para defesa aplicada de André Ferreira. Aos 27 minutos a vida ficou mais complicada para os visitantes. Claúdio Pereira foi ao VAR e decidiu-se pela expulsão de Hélder Ferreira, depois de uma entrada a mostrar a sola das chuteiras.

Durante a primeira parte o sinal mais foi sempre da equipa da casa, mas a falta de inspiração na hora de finalizar começava a gerar alguns nervos. Tudo se dissipou ao minuto 44 quando, após excelente entendimento entre pela direita, Kiko Bondoso serviu o 1-0 de de bandeja a Guilherme Schetinne. O intervalo chegou com uma vantagem justa do Vizela e com enorme festa nas bancadas.

A tarde corria de feição para os homens de Vizela, mas logo no início do segundo tempo, o Paços de Ferreira deixou claro que tinha outras intenções. Mais pressionante, a equipa de Jorge Simão aproveitou uma saída mal calculada de Charles. A bola foi parar aos pés de Lucas Silva, que não hesitou em tentar o chapéu e teve classe para consumar o empate. Aos 62 os pacenses voltaram a festejar, mas um fora de jogo evitou aquele que seria um balde de água gelada para uma equipa da casa a perder a confiança dos primeiros 45 minutos.

A partir do empate, o jogo perdeu alguma beleza, com o Vizela claramente a sentir o golpe e o Paços de Ferreira a tentar gerir a vantagem. Foi preciso esperar pelo minuto 78 para ver nova aproximação de perigo às redes de André Ferreira. Nos minutos finais o jogo teve mais de intensidade do que de qualidade e, mesmo com 11 minutos de compensação, o empate não foi desbloqueado. Por duas vezes – umas delas mereceu longa apreciação do VAR – os pacenses pediram penalti por mão na bola, mas Claúdio Pereira não acedeu.

 

A FIGURA

Ambiente “à inglesa” – A expetativa era elevada e não desiludiu. Sobretudo na primeira parte, tanto do lado do Vizela como do Paços de Ferreira, os adeptos proporcionaram um belo espetáculo nas bancadas. Mais tardes com este ambiente faziam muito bem à Liga portuguesa.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Charles – É certo que a falta de eficácia leva uma grande parte das culpas, mas o jogo fica marcado por uma saída em falso do guardião do FC Vizela que, no final de contas, acaba por custar os três pontos

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

O Vizela apresentou-se no 4-2-3-1 que tem sido utilizado por Álvaro Pacheco nas primeiras jornadas. Claudemir e Marcos Paulo formaram a dupla de meio campo, com o segundo a ter mais liberdade para participar nas ações ofensivas. Nuno Moreira e Kiko Bondoso apareceram nas alas e Samu no centro, no apoio ao ponta de lança Schetinne.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Charles

Koffi Kouao (5)

Bruno Wilson (6)

Ivanildo Fernandes (6)

Kiki Afonso (6)

Claudemir (6)

Marcos Paulo (6)

Samu (6)

Kiko Bondoso (7)

Nuno Moreira (7)

Schetinne (6)

SUBS UTILIZADOS

Guzzo (5)

Zohi (5)

Ofori (-)

Tomás (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

O 4-2-3-1 de Jorge Simão foi desmontado aos 28 minutos com a expulsão de Hélder Ferreira. Até ao intervalo acabou por reinar alguma desorganização. Para a segunda parte, o Paços apareceu num 4-4-1, com Denilson Jr. como elemento mais avançado e Lucas Silva mais móvel, ora a recuar até ao meio-campo, ora a aparecer na zona de finalização. As quatro alterações promovidas por Jorge Simão na segunda parte serviram mais para refrescar a equipa, do que para operar mudanças táticas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Ferreira (7)

Jorge Silva (6)

Maracás (6)

Flávio Ramos (6)

Antunes (6)

Luiz Carlos (6)

Eustáquio (6)

Nuno Santos (5)

Hélder Ferreira (1)

Lucas Silva (7)

Denilson Jr. (6)

SUBS UTILIZADOS

Juan Delgado (7)

Marco Baixinho (6)

Uilton (5)

Douglas Tanque (-)

Diaby (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Vizela

BnR: O Vizela acaba o jogo com o dobro dos remates do Paços de Ferreira, uma estatística semelhante ao que tinha acontecido no empate com o Boavista FC. Este aspeto da finalização começa a ser uma preocupação séria na sua equipa?

Álvaro Pacheco: Preocupava mais se não criássemos se não criássemos oportunidades. Isso vamos melhorar quando tivermos um pouco mais de sorte e experiência. Houve situações em que podíamos, e merecíamos, ter feito o segundo. Nos momentos em que houve jogo conseguimos jogar com fluidez e criar várias oportunidades. Temos o Schetinne a começar a estar a cem por cento, o Cassiano a aparecer também. E vamos crescer nesse aspeto. O que me deixa satisfeito é que conseguimos criar um jogo com muitas situações e emotividade.

 

FC Paços de Ferreira

BnR: Tendo em conta as incidências do jogo, sai daqui insatisfeito com o empate?

Jorge Simão: É uma questão difícil por aquilo que foi o jogo. Se ao intervalo, com menos um jogador, me dissessem que empatava … Se calhar assinava. No fim do jogo, tendo em conta as incidências da segunda parte, é uma resposta que fica difícil de dar. Mas neste momento as palavras tenho de as dirigir aos jogadores, que demonstraram uma capacidade de superação assinável. Tivemos muitas contrariedades, a expulsão, as limitações físicas, terminámos com o Zé Uilton a jogar a lateral, as situações de passível grande penalidade. Tudo isto só me faz realçar a capacidade destes jogadores em conquistar este ponto.

Vasco Borges

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