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Na luta pela fuga à despromoção, o Feirense precisava de aproveitar o fator casa para levar de vencida “uma final”, como apelidou este jogo o seu próprio técnico. Já o Portimonense pretendia dar seguimento a uma boa fase (pese embora a derrota frente ao Benfica) e parecia ter argumentos mais do que suficientes para levar de vencido o adversário de hoje.
O jogo começou dividido, com muita disputa a meio campo e a bola longe das balizas. Os algarvios tentavam desde cedo aproveitar a vertiginosidade dos seus extremos, Wellington e Nakajima, ao que os fogaceiros tentavam contrapor com o aproveitamento dos lances de bola parada.
Os visitantes chegaram à vantagem numa das suas típicas jogadas: Fabricio ganha a bola nas alturas, serve Wellington que galga terreno na direita e serve novamente o ponta-de-lança brasileiro que só teve de encostar. O jogo animou com o golo e, já depois de um remate perigoso de Luis Aurélio ter passado por cima da barra, o Feirense empatou… de bola parada. Livre bem batido por Babanco, Luís Rocha aproveita um primeiro cabeceamento de Flávio para se antecipar ao guarda-redes e cabecear para o fundo das redes. O abriu e o Portimonense conseguia aproveitar os espaços para potenciar a velocidade e inteligência do seu trio ofensivo. Numa dessas vezes, Wellington ganhou a frente a Kakuba e rematou para uma grande mancha de Caio. No entanto, o resultado manteve-se inalterável até ao intervalo.

Fonte: Portimonense SC
Para a segunda parte, Vitor Oliveira arriscou e trocou o médio defensivo Marcel pelo criativo Fede Varela. O início de segunda parte foi simétrico da primeira, com um jogo muito mastigado e pouco vistoso. A primeira ocasião do segundo tempo surgiu de um passe arriscado de Wellington que foi intersetado por Edson Farias e este, isolado, perdeu o duelo para Ricardo Ferreira. A necessidade de vencer fazia o Feirense avançar no campo e, aproveitando isso, aos 69’, surgiu o 1-2 para a equipa visitante. Nakajima trabalhou bem e fez um passe para a diagonal de Welington que, na cara de Caio, não vacilou.
O Feirense entrava nos últimos quinze minutos a perder e tentava arrancar, pelo menos, um empate. Por isso mesmo, Nuno Manta Santos fez entrar João Silva e Crivellaro, passando a atuar com dois pontas de lança; ao que Vitor Oliveira ripostou, apostando nu esquema de três centrais. Pertenceram mesmo a Crivellaro as derradeiras oportunidades dos fogaceiros, mas, na primeira, o médio brasileiro teve com muita cerimónia na hora de atirar à baliza, fazendo-o já muito pressionado e à figura do guarda-redes; na segunda, rematou para um bom voo de Ricardo.
Na resposta e aproveitando mais uma vez o balanceamento ofensivo dos da casa, o contra-ataque portimonense foi letal e, após um cruzamento largo de Hackman, Shoya Nakajima aproveitou para fazer um chapéu perfeito a Caio. Que golo, que classe do japonês!
Com o resultado ditado, o jogo chegou ao fim sem mais alterações. Vitória muito saborosa para os algarvios, que parecem fugir de vez dos lugares perigosos da classificação. Já para o lado do Feirense as coisas não estão famosas, podendo mesmo terminar esta ronda na última posição. Aliado aos fracos resultados, asexibições da equipa não convencme, criando apenas perigo através de lances de bola parada. Sentiu-se durante todo o jogo o nervosismo do banco fogaceiro dada a importância desta partida. Veremos se se conseguem reerguer desta série negativa.
A FIGURA:

Shoya Nakajima: O extremo japonês esteve endiabrado, causando perigo quer à direita quer à esquerda do seu ataque. Na segunda parte esteve ainda mais em evidência ao servir exemplarmente Wellington para o 1-2 e ao fazer um belíssimo chapéu sobre Caio para o terceiro golo da sua equipa. É, claramente, jogador para outros voos. Destaque ainda para Wellington que também deixou a sua marca neste jogo com um golo e uma assistência.
O FORA-DE-JOGO:

Alex Kakuba: O lateral esquerdo do Feirense não teve pedalada nem para Nakajima nem para Wellington, abrindo espaços comprometedores no último reduto da sua equipa. Noite bastante desinspirada para o lateral ugandês.
BnR na Conferência de Imprensa
Portimonense SC
BnR: Nos últimos quatro jogos, teve 3 vitórias e uma derrota frente ao Benfica, sente que a equipa ficou mais forte e lhe dá mais garantias depois do mercado de janeiro?
Vitor Oliveira: Saíram 3 jogadores titulares na nossa equipa: Paulinho, Rossel e Lumor. Os jogadores que entraram e também os que ficaram têm tido uma atitude fantástica e é por isto que estamos nesta fase que, em termos de resultados, é a melhor.
CD Feirense
BnR: Apelidou este jogo com uma final. Apesar da derrota mantém a confiança em ultrapassar esta fase má?
Nuno Manta Santos: Claro. Os meus jogadores têm sido fenomenais. Temos que acreditar no nosso trabalho diário.














