Tarde quente em Santa Maria da Feira para receber o jogo entre CD Feirense e GD Chaves. Apesar de este ser um jogo fundamental na luta pela manutenção dos flavienses, no fim dos 90 minutos ficou tudo empatado e os pontos dividiram-se.
O jogo começou a meio gás no Marcolino Castro, até que o GD Chaves inaugurou o marcador aos dez minutos, através de um golo de classe de William. Depois de um lançamento lateral, o número 11 flaviense tocou de calcanhar para o fundo da baliza fogaceira.
A vantagem flaviense durou apenas dois minutos. Flávio Ramos subiu mais alto que todos os outros e cabeceou para a baliza de António Filipe, com um toque de Djavan pelo meio, restabelecendo o empate no marcador.
Aos 19’ o Chaves podia ter aumentado a vantagem, não fosse a falta de pontaria de Niltinho. William furou pela esquerda e o extremo flaviense, já dentro da pequena área, atirou ao lado. O jogo partia-se e a intensidade aumentava no Marcolino Castro.
Após um lance polémico na área fogaceira, Filipe Martins recebeu ordem de expulsão por parte de Manuel Mota, estavam decorridos 25 minutos de jogo.
Aos 36’ houve golo olímpico na Feira. Vítor Bruno bateu o canto diretamente para o fundo das redes flavienses e o Feirense deu uma cambalhota ao marcador.
O Feirense jogava sem pressão e, através de mais uma bola parada, Manuel Mota assinalou penálti a favor dos da casa. Com o auxílio do VAR, anulou a grande penalidade e mandou prosseguir a partida.
O jogo chegou ao intervalo com o Feirense a vencer por duas bolas a uma, o que, a confirmar-se ao fim dos 90’, será a primeira vitória em 30 jogos para os fogaceiros.
Os adeptos flavienses fizeram mais de 150 quilómetros para fazerem esta enchente na Feira Fonte: Bola na Rede
O Chaves entrou determinado no segundo tempo e Luther, a partir de um livre frontal, obrigou a uma intervenção atenta de Caio.
Caio esteve novamente a altura aquando do cabeceamento de Maras, mas a bola voltou a entrar na área do Feirense e o central Sérvio não perdoou. Cabeceamento de cima para baixo, como mandam as regras, sem hipótese para Caio, e estava refeito o empate.
Numa tarde onde fazia muito calor na Feira, também o jogo estava quente, com muita intensidade de parte a parte nos duelos individuais e perigo em ambas as áreas.
O Feirense acabou por chegar ao terceiro golo, numa jogada pintada com a magia de Tiago Silva. O criativo dos fogaceiros picou a bola por cima da defensiva flaviense para Babanco, que a colocou pelo meio das pernas de António Filipe, no fundo da baliza.
Aos 72’, Platiny entrou…e marcou. O avançado ex- Feirense cabeceou, depois de um canto pela direita, e fez o 3-3 no marcador, não tendo festejado frente à antiga equipa.
Mal os adeptos flavienses respiravam com o empate, voltava o Feirense a marcar e adiantar-se no marcador. Mesquita cruzou pela direita e Machado, no coração da área, fez o quarto dos fogaceiros.
Por pouco Edson Farias não fez o quinto do Feirense à passagem dos 78’. O extremo fogaceiro fletiu para dentro, já na área do Chaves, e rematou colocado, mas a bola embateu na trave da baliza de António Filipe.
O GD Chaves, já em tempo de compensação, tirou proveito de um desentendimento entre Philipe Sampaio e Caio Secco, e Platiny bisou na partida.
Manuel Mota apitou para o final da partida e os pontos dividiram-se no final dos 90 minutos. Com este resultado, o Feirense soma 16 pontos e mais uma jornada sem vencer. Já o GD Chaves sobe provisoriamente ao 15.º e último lugar acima da linha de descida.
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