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Depois de várias queixas apresentadas pelos arsenalistas pelos horários dos seus jogos, finalmente tiveram um do seu agrado, ao domingo à tarde, e aproveitaram para vender bilhetes a preço de amigo e tiveram uma rara enchente, com 17.362 adeptos a enfeitar as bancadas.
Quanto ao futebol em si, o jogo começou morno e equilibrado, mas com o tempo os da casa foram assumindo o controlo da partida, ainda que sem jogadas de perigo maior. A primeira parte passava com muito pouco para assinalar, o que levou o Braga a forçar o jogo nos minutos finais, mas sem frutos.
O segundo tempo iniciou-se com a mesma tónica, mas seria o Chaves em contra-ataque a inaugurar o marcador contra a corrente do jogo. Tiago Sá ainda fez uma excelente defesa a um primeiro remate, mas a bola sobrou para Luís Martins fazer o gosto ao pé.

Fonte: José Baptista/Bola na Rede
Abel não perdeu tempo e respondeu colocando em campo Wilson Eduardo e Novais, para render Horta e Esgaio. A equipa da casa recompôs-se e voltou a abafar o Chaves. Aos 64’, uma bola que já parecia perdida pela linha de fundo, Paulinho conseguiu chegar lá e cruzar para Dyego Sousa que cabeceou para o empate.
Três minutos depois, o Braga voltaria a colocar a bola dentro da baliza adversária, mas o árbitro assinalou corretamente o fora de jogo. No entanto, os arsenalistas não arredavam do meio-campo flaviense e continuavam a aproximar-se com perigo da baliza à guarda de António Filipe, que veria amarelo pela perda de tempo que impunha nas reposições de bola.
Custou mas, várias oportunidades depois, o Braga virou mesmo a partida. Aos 80’, num livre bem longe da baliza, a bola sobrevoou toda a área e chegou a Claudemir que, ao segundo poste, consumou a reviravolta.
A partir daí, o Braga soube gerir o jogo e beneficiou de um Chaves incapaz de responder que, até ao final, apenas por uma vez se aproximou da baliza de Tiago Sá, com um remate perigoso, mas ligeiramente ao lado. Com isso, continua vitorioso e aproxima-se mesmo do FC Porto no topo da tabela.
EQUIPAS INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
SC Braga: Tiago Sá; Sequeira, Raul, Bruno Viana, Goiano; Ricardo Horta (Novais 56’), Fransérgio, Claudemir, Esgaio (Wilson Eduardo 56’); Dyego Sousa, Paulinho (Palhinha 86’)
GD Chaves: António Filipe; Lionn (Paulinho 10’), Maras Campi, Luís Martins; Bruno Gallo, Erdem Sen, Jefferson, Ruben Macedo (Costinha 74’); Niltinho (Calasan 63’), William
A FIGURA

Goiano – Sólido defensivamente, foi no ataque que se destacou, impondo enorme intensidade ao jogo braguista e impulsionando a equipa para a frente e para a vitória.
O FORA DE JOGO

António Filipe – As suas perdas de tempo não valeram de nada e a equipa perdeu na mesma. Foi a cabeça de um Chaves que pouco mostrou após marcar o golo e se limitou a tentar defender, acabando por pagar por isso.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
GD Chaves
BnR: Na parte final, depois do segundo golo do Braga, o Chaves não teve grande capacidade para responder. O facto de ter tido de utilizar uma substituição cedo no jogo teve influência nisso?
Tiago Fernandes: Também, poderíamos ter um trunfo para lançar na partida consoante o resultado. A substituição forçada do Lionn limitou-nos nesse aspeto, mas a equipa teve um comportamento muito bom ao longo dos 90 minutos. Sabíamos que o Braga ia estar sempre por cima no jogo com qualidade na posse e na circulação de bola, mas nós também quando recuperássemos tinhamos de criar perigo e foi isso que fizemos. E quando tivessemos bola também tinhamos de ter caráter e capacidade de a circular.
Quando o Braga fez as substituições, acabamos também por alterar um pouco a nossa forma de jogar. Sabíamos que o Wilson ao ir para a direita iria obrigar o nosso lateral a estar aberto e a capacidade de finalização do Dyego e do Paulinho, mais enfiados na área iria-nos obrigar a estar homem para homem com os nossos centrais e equilibrámos o nosso setor defensivo nesse momento.
Mas, logo após a substituição, acabamos por sofrer um golo numa segunda bola que é um grande movimento do Dyego Sousa. Depois, o segundo golo acaba por matar um pouco a nossa equipa, no sentido em que estavamos bem, estavamos controlados e, novamente, num resalto de bola vai para o Claudemir que faz o 2-1 e acaba por matar o jogo.
Na parte final ainda tivemos aqule remate perigoso do Gallo. Penso que se abola tivesse entrado também o resultado mais justo seria o empate.
Outras declarações:
«Penso que o Hugo Miguel fez uma boa arbitragem. Por vezes, um ou outro lance é difícil de ajuizar.»
«Faltam muitas finais. Estamos a dois pontos da linha de água e temos de encarar os próximos jogos como encaramos este.»
SC Braga
BnR: O Dyego Sousa continua a marcar e a liderar a lista de melhores marcadores, que nos últimos 20 anos só por duas vezes foi ganha por jogadores de fora dos ditos três grandes. Que motivação é que isso dá ao jogador e à equipa?
Abel Ferreira: É, parece estranho, não é? Ser um jogador do Braga o melhor marcador.
É fruto do trabalho coletivo, eu já vos disse. Este ano está a ser o Dyego que tem sido o nosso marcador de serviço, mas, se lhe perguntarem a ele, ele vai-vos dizer como é que a bola lá chega, vai-vos dizer o quanto treinamos durante a semana para a bola lhe chegar nestas condições…
As nossas rotas de ataque, e esse foi um dos posicionamentos que corrigimos da primeira para a segunda parte, o Dyego andava muito fora daquilo que são as nossas diretrizes, andava muito para os corredores e um anvançado tem de andar sempre em áreas de preferência entre os postes, que é para estar sempre mais próximo da rota de ataque e da baliza.
É um jogador que está comprometido, é um jogador ambicioso, que está a ultrapassar recordes dele próprio, quer em termos de eficácia de golo, quer em termos de rendimento físico, quer em termos mentais, é um jogador que mentalmente cresceu muito, porque é um jogador que gasta muitas vezes a sua energia em coisas que não controla. Quando ele a direciona sempre para o seu trabalho acaba por ser recompensado com golos.
E é isso que nós procuramos fazer, coletivamente e individualmente, direcionar toda a nossa energia para o que nós controlamos, porque eu volto a referir o momento do Braga é o aqui e o agora, é o hoje, cada dia, cada treino e cada jogo e vai ser assim até ao fim.
Outras declarações:
«Em primeiro lugar, quero dar os parabéns aos nossos adeptos.»
«[Chaves] é uma equipa organizada.»
«A grande capacidade desta equipa é adaptar-se às situações.»
Foto de Capa: José Baptista/Bola na Rede
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro









