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CD Nacional 1-1 SC Covilhã: O que se escapou por entre os dedos

Marco António Milho · 3 min

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Cabeçalho Futebol NacionalNum encontro a contar para a 24.ª jornada da Segunda Liga, CD Nacional e SC Covilhã defrontavam-se num duelo entre equipas que vinham de séries positivas, embora nenhuma tivesse vencido na ronda pretérita.

O Nacional, que interrompera na jornada anterior um ciclo de oito jogos sem perder entrou com vontade de marcar o ritmo, conseguindo três boas oportunidades nos cinco minutos iniciais.

Já os Leões da Serra, que entraram mais comedidos, reagiram depois do susto, subindo algumas vezes à área nacionalista, pese embora sem grande sucesso na criação de oportunidades de golo.

Depois de uma boa entrada, contudo, os minutos que se seguiram trouxeram um futebol mais amorfo e preso ao meio-campo. Ambas as formações denotavam mais dificuldades em furar as defensivas contrárias e as ocasiões produzidas advinham quase sempre de erros defensivos.

Fonte: Bola na Rede
Camacho foi quem inaugurou o marcador na Choupana, assinando uma grande jogada individual
Fonte: Bola na Rede

Foi já numa altura em que se adivinhava o nulo para a segunda metade, que João Camacho deu uma ‘sapatada’ no marasmo para o qual caminhava a partida. Mesmo a terminar a primeira parte, o extremo madeirense protagonizou uma excelente jogada individual pela esquerda, deixando para trás dois adversários antes de chutar da entrada da área serrana.

Com o marcador inaugurado, o regresso das cabines trouxe um Sporting da Covilhã a procurar ser mais assertivo e o encontro tornou-se então mais interessante. Nem por isso, contudo, se viram melhores oportunidades para colorir o marcador, e até aos dez minutos finais a toada manteve-se.

Com o Nacional a controlar o jogo e o Sporting da Covilhã em busca de melhor sorte, só ao minuto 88 se efetivou o empate, que surgiu como um balde de água fria para a equipa caseira.

O golo conferiu um sabor de alguma injustiça para o Nacional, sobretudo depois de ter ficado momentaneamente reduzido a dez unidades, pela assistência a Vítor Gonçalves, cuja entrada foi atrasada pelo árbitro, numa das jogadas que antecederam o tento serrano. Até ao final, o Nacional ainda procurou regressar à vantagem, mas o empate imperou pelos cinco minutos adicionais.

 

A FIGURA:

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

João Camacho – O extremo madeirense provou estar num excelente momento de forma. Para além do belo golo apontado, Camacho jogou e fez jogar, sendo o elemento mais em destaque na sua equipa. Subiu e desceu corredores, protagonizando jogadas individuais e assistindo os companheiros. Saiu aos 78 minutos, exausto, mas ainda podia ter dado jeito para o final de jogo atribulado do Nacional.

O FORA DE JOGO:

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

Carlos Espadinha – O árbitro de Portalegre tentou deixar jogar, mas acabou a perder o controlo do jogo. Com dois possíveis penáltis por marcar, e muitas queixas de ambos os lados, desde cedo se percebeu que os ânimos se poderiam exaltar e nos minutos finais quase se assistia a uma batalha campal. Choveram cartões, mas faltou pulso.

 

CONFERÊNCIA BnR:

 

SC Covilhã
BnR: Como avalia o desfecho deste jogo?

José Augusto: Fico satisfeito com o resultado. É um empate bem conseguido, num campo difícil, frente a uma equipa bem orientada e perante os seus adeptos que a apoiaram durante todo o jogo. Acho que já tínhamos feito uma boa exibição no jogo contra a Oliveirense e agora voltámos a estar a um bom nível.

CD Nacional

O treinador do Nacional não compareceu na sala de imprensa, falando, em seu lugar, o presidente, Rui Alves.

Rui Alves: Ao longo de mais de 23 anos de dirigismo tenho tido um comportamento de um certo recato, mas não consigo calar a revolta sobre o que vem acontecendo nos jogos disputados pelo Nacional. Fico com a sensação de que algo se passa, com arbitragens algo anormais. Já se sentiu no jogo com o Arouca, no final da primeira volta, foi também na semana passada, com um penálti absurdo que o nosso guarda-redes até conseguiu defender. Esta foi uma arbitragem que tenho dificuldade em classificar. Um penálti não assinalado no início do jogo, um antijogo permanente, um jogador com comportamento indecoroso depois de admoestado com cartão amarelo, sem que o árbitro tenha qualquer reação, um jogador assistido que ficou dois minutos fora de campo à espera de poder reentrar, numa jogada que antecede o golo do empate. Ponderaremos uma exposição, se é que terá algum efeito, mas mesmo que não queiram, podem ter a certeza de que o Nacional é muito superior, vai vencer esta batalha, e estará na Primeira Liga para o ano. Se não querem que o Nacional suba? Não sei, mas sinto que há uma nuvem nos bastidores, não sei se é uma nuvem chinesa, que faz pensar que não é normal aquilo a que temos assistido.

 

Foto de Capa: Bola na Rede

Marco António Milho

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