SC Covilhã 1-3 CF Estrela da Amadora: Ida à Serra trouxe o regresso às vitórias

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A CRÓNICA: PRIMEIRA ETAPA PERFEITA CONFIRMOU O RETORNO TRICOLOR ÀS VITÓRIAS

O início de partida no estádio José dos Santos Pinto evidenciou a razão por que as equipas se encontram em diferentes posições na classificação da Segunda Liga. O SC Covilhã, por mais que tentassem encaixar a sua marcação na saída de jogo adversária, a qualidade do CF Estrela da Amadora foi suficiente para escapar e tomar rapidamente o domínio da partida, mesmo longe de casa.

Conforme os tricolores de Amadora foram ganhando controlo do jogo, com algumas oportunidades que levaram perigo à baliza de Léo, aos 17 minutos num lance magistral, a qualidade ditou o primeiro momento de alegria da equipa visitante na Serra da Estrela. Depois de uma saída de jogo errada de Jean Felipe, a bola sobrou para Diogo Pinto, que com toda a perícia do seu pé direito, arrematou com força e precisão diretamente no ângulo direito de Léo. O guarda-redes leonino, que nada pôde fazer, apenas viu o foguete passar a rasgar as redes brancas e verdes do Estádio José dos Santos Pinto.

Com o resultado favorável, a equipa visitante cresceu ainda mais no jogo e aproveitou-se da inconsistência defensiva e nervosismo do SC Covilhã. Neste panorama, aos 29 minutos, após troca de passes no lado direito do ataque tricolor, Madson, com espaço e tempo para pensar, levantou a cabeça e jogou com capricho para a grande área. Nela estava Fabrício, que subiu mais alto que todos e cabeceou de forma consciente para deslocar a bola da direção do guarda-redes adversário.

Enquanto o jogo encaminhava-se para o intervalo, a trégua da equipa de Amadora não havia acabado. Exatamente aos 44 minutos de jogo, dessa vez num cruzamento de Salomão pelo lado esquerdo, a bola foi rasteira e veloz até o pé de Sérgio Conceição. O capitão tricolor não desperdiçou e praticamente selou a vitória da equipa visitante ainda na primeira etapa de jogo.

A reação Serrana parecia estar a caminho, quando com menos de um minuto de jogo depois do início da segunda parte, após pontapé de canto, Helitón com os seus 1,95 m subiu alto e cabeceou para o fundo das redes. A partir daí, o SC Covilhã entrou com um novo ritmo na partida. Mais ligado, e aceso, enquanto a Estrela Amadora procurava conter os ânimos da equipa local.

Apesar disso, poucas oportunidades surgiram após o início eletrizante da equipa da casa. E com o apito final, a derrota do Covilhã decretou novo desfalque na preocupante campanha na briga para fugir da Terceira Liga. Enquanto isso, o Estrela consegue um contundente resultado que eleva as suas projeções para sonhar numa futura possível promoção à Primeira Liga.

 

A FIGURA

Diogo Pinto – O responsável por um dos golos mais bonitos desta Segunda Liga, Diogo Pinto foi o elemento diferenciador no ataque tricolor. Através das ultrapassagens e quebras das linhas de marcação, Diogo, com grande qualidade, tornou a vida dos defesas serranos num inferno. A sua perna direita, sempre muito rápida no controlo da bola, foi essencial ao combinar com a visão de jogo diferenciada deste ponta esquerdo.

 

O FORA DE JOGO

Ryan Teague – Um dos principais elementos criativos do meio-campo, o australiano Ryan Teague foi a maior deceção no setor de ataque do Covilhã. Engolido pela marcação e sem consistência física, em diversos momentos, Ryan foi a personificação da atuação da equipa serrana. Por vezes perdido em alguns setores do campo, com pouco compromisso defensivo, a sua análise tática e de posicionamento foi aquém de outras exibições dentro do José dos Santos Pinto.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Após dar fim a sequência de 10 jogos sem vencer, o treinador serrano, Leonel Pontes, manteve o seu esquadrão vencedor. Assim, depois de quatro meses, o Covilhã repetiu os seus onze jogadores e a sua formação no 4-3-3 com a bola e 4-2-3-1 sem a bola. Desta forma, a dupla Vilela e Gilberto permanece no setor defensivo do meio-campo. Vale destacar a importante movimentação entre Ahmed e Ryan Teague. Enquanto o australiano começa a partida no setor mais central do meio-campo, por conta da sua habilidade na condução da bola, Ahmed parte na lateral esquerda do meio-campo, mas por vezes inverte de posição com Ryan para confundir a marcação adversária. Logo em seguida ao intervalo, Leonel Pontes promoveu três trocas. A principal delas foi a estreia do avançado Samu, que jogou como ponta direita. Além disso, a entrada de Tembeng no meio-campo, deu mais criatividade e qualidade com a bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (7)

Jean Felipe (5)

Jaime (5)

Héliton (6)

David Santos (6)

Gilberto Silva (5)

Jorge Vilela (4)

Ryan Taegue (4)

Arnold Issoko (6)

Ahmed Isaiah (4)

Jô Batista (5)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Almeida (5)

Samu (5)

Lucas Barros (5)

Tembeng (5)

Ricardo Vaz (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA AMADORA

O treinador Ricardo Chéu deu sequência ao esquema mais utilizado nesta época. O 3-4-3 permanece sem muitas variações táticas, as únicas diferenças são vistas na ausência de alguns jogadores. Por começar, o guarda-redes principal Gonçalo Tabuaço cumpre suspensão após ser expulso na última jornada da segunda Liga e nem viajou para a Covilhã. Outra diferença é a saída do defesa André Duarte e do médio Aloísio para a entrada do também médio Traoré. Com a entrada do jogador do Mali, a equipa da Amadora ganhou vigor físico e qualidade técnica na saída de bola no meio-campo. As substituições escolhidas pelo Mister Ricardo não alteraram o padrão tático e trouxeram novo vigor físico para a equipa tricolor.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nuno Hidalgo (7)

Tiago Melo (6)

Anthony Correa (6)

Traoré (6)

Diogo Pinto (8)

Chapi (6)

Sérgio Conceição (6)

Afonso Figueiredo (6)

Salomão (7)

Monteiro (7)

Fabricío (7)

SUBS UTILIZADOS

Xavi (6)

Aloísio (5)

Edu Duarte (-)

Smary (-)

Reko (-)

 

 BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Covilhã

BnR: “No início da segunda parte foram realizadas três trocas para formalizar um ataque mais sufocante, o que não aconteceu. O que acha que faltou para a equipa da casa ter feito a reviravolta no resultado?

Leonel Pontes: “Ganhamos um pouco mais de consistência no corredor central, principalmente com Gilberto e Tembeng jogando lado a lado, que permitiu controlar os movimentos centrais do adversário. Depois, aceleramos mais o jogo em termos ofensivos, procurando o Samu e com o Diogo para ocasionar oportunidades de cruzamento. Empurrando o adversário para trás, obrigando a defender mais baixo. Além disso, tivemos melhor consistência defensiva. Se conseguíssemos fazer o 3×2 mais cedo, por volta dos 70 minutos teríamos discutido o resultado até o fim. Não conseguimos, mas tentamos.”

 

CF Estrela Amadora

BnR: “Esta foi a melhor primeira parte desde que chegou ao Estrela?”

Ricardo Chéu: “Juntamente com o Académico de Viseu, se calhar foram as duas primeiras partes mais bem conseguidas. Em termos fortes, fomos sérios na abordagem do jogo. Fomos um Estrela “mandão” com muita personalidade e com muita bola, a jogar no meio campo ofensivo, com grandes golos e grandes dinâmicas. E foi uma primeira parte perfeita, melhor seria impossível.”

Kayalu Castro da Silva
Kayalu Castro da Silvahttp://www.bolanarede.pt
Adepto incondicional de futebol, Kayalu apaixonou-se pelo desporto no momento em que sentiu pela primeira vez a vibração e paixão das claques. É este sentimento que ele projeta passar ao informar e apresentar tudo que o desporto mais popular do mundo traz. Além disso, os motores da Fórmula 1 e a competitividade do vólei enchem o resto da paixão deste brasileiro.

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