SC Covilhã 1-3 SL Benfica B: Quem não marca sofre

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O Sporting da Covilhã recebeu esta tarde, no Estádio Santos Pinto, uma equipa do SL Benfica B que procurava acabar a sua má sequência de jogos fora de casa. Do outro lado a equipa serrana procurava terminar o seu ciclo negativo de resultados menos positivos, eram por isso duas equipas à procura de inverter ciclos aquelas que hoje se opuseram na Covilhã. O Benfica B levou a melhor vencendo por três bolas a uma, embora a equipa do Sporting da Covilhã possa dizer que este foi um resultado injusto, principalmente pelo que se passou na segunda parte.

O jogo começou animado, apesar de forte chuva que se fazia sentir à hora de inicio do jogo, e as duas equipas mostraram ter vontade de marcar cedo no jogo, e assim foi.

Primeiro canto da partida a favor da equipa da casa, Sporting da Covilhã, e primeiro golo do jogo, Joel ao primeiro poste a encostar a bola de cabeça para dentro da baliza, muito fraca a marcação do Benfica B, Joel estava praticamente sozinho na pequena área da baliza de Fábio Duarte. Estava inaugurado o marcador aos oito minutos de jogo.

A chuva não dava tréguas e esperava-se uma tarefa árdua para o Benfica B, frente a uma das melhores defesas da Segunda Liga, mas a verdade é que a equipa encarnada reagiu muito bem ao golo sofrido e ocupou-se de se instalar no meio-campo serrano, a pressão era tanta que em alguns momentos do jogo o único jogador do Benfica B no seu meio-campo era o próprio guarda-redes. Foi num desses momentos de pressão que o Benfica B conquistou o seu primeiro canto da partida de onde resultou o golo do empate. Não diretamente de canto, mas na recarga. A defesa do Sporting da Covilhã aliviou a bola para a entrada da área onde estava Zé Gomes que depois fez um remate bem colocado para a baliza de Igor Rodrigues, sem hipóteses.

15 minutos de jogo e já tinham sido apontados dois golos na partida, uma situação pouco normal tendo em conta as adversidades meteorológicas que estes jogadores enfrentavam com algum granizo à mistura,

Depois da desvantagem recuperada o Benfica B não quis continuar o ritmo alucinante de pressão e voltou à sua estratégia de contenção dando oportunidade ao Sporting da Covilhã de explorar mais o ataque, principalmente pelo seu corredor direito, onde João Dias e Renato Reis formavam uma boa dupla que dava muitas dores de cabeça à defesa encarnada.

A melhor oportunidade no pós-golos pertenceu ao Sporting da Covilhã numa distração do defesa do Benfica B, Lystcov, que não viu a aproximação de Seidi, que lhe roubou a bola perto da entrada da área e rematou para o grande corte do Kalaica.

Fonte: Bola na Rede

Com a segunda parte veio também a chuva forte novamente, o Sporting da Covilhã veio dos balneários com vontade de se colocar em vantagem rapidamente, muito pressionante. Renato Reis, um dos jogadores mais rápidos da equipa covilhanense, era dos jogadores que mais largura dava ao jogo da equipa serrana, e num desses lances à procura de esticar o jogo surge uma grande oportunidade de golo aos 47 minutos, grande variação de flanco a isolar Renato Reis no corredor direito que rematou à entrada da área para grande defesa do guarda-redes encarnado Fábio Duarte.

A tendência do jogo não mudava e o Benfica estava literalmente encostado às cordas, parecia ser iminente o golo para a equipa serrana para a defesa do Benfica B estava muito bem e consistente o que prejudicava à concretização no último terço por parte do setor atacante do Sporting da Covilhã.

A melhor oportunidade surgiu num lance de contra-ataque, grande passe longo a isolar o Renato Reis que sozinho à frente do guarda-redes do Benfica B remata por cima, gritava-se no Estádio Santos Pinto com este falhanço inacreditável.

Quem não marca, sofre, já dizia algum sábio do futebol, e foi isso que aconteceu. Numa altura que o Benfica B estava contente com o empate, já tinha tirado Zé Gomes por Chrien, a equipa encarnada adianta-se no marcador depois de um cruzamento largo e tenso, por parte do jogador eslovaco Chrien, que encontrou Lystcov sozinho no segundo poste que facilmente colocou a bola no fundo da baliza, estávamos com 81 minutos de jogo.

Logo de seguida, Gedson “saca” de uma obra de arte para acabar completamente o jogo, finta um jogador do Sporting da Covilhã e com o ângulo aberto faz um golo de antologia de fora da área, que golaço!

O Sporting da Covilhã não conseguiu ter mais nenhuma reação depois destes três minutos fatais.  O Benfica fatal, teve dois lances perigosos, dois golos.

Rui Pedro Cipriano
Rui Pedro Ciprianohttp://www.bolanarede.pt
Nascido e criado no interior, na Covilhã, é estudante de Ciências da Comunicação, na Universidade da Beira Interior. É apaixonado pelo futebol, principalmente pelas ligas mais desconhecidas, onde ainda perdura a sua essência e paixão.                                                                                                                                                 O Rui escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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