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Sp. Braga 3-2 Marselha: Era preciso sofrer tanto?

André Conde · 2 min

Sp. Braga 3-2 Marselha: Era preciso sofrer tanto?

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De olho na possibilidade de ter um pé já na fase seguinte, o Braga recebia o Marselha, uma equipa longe do que já foi, com um novo treinador e um início de época para esquecer.

E essa má fase do Marselha viu-se em campo. A equipa francesa mostra ser uma sombra do que já foi e praticamente viu jogar na primeira parte. Foi preciso chegar quase ao final da primeira parte para ver um remate. Do lado do Braga, a equipa continua a mostrar a boa forma em que está, praticando um bom futebol e dominando em pleno AXA o Marselha, ainda que sem resultados práticos. O nulo era o resultado. Um resultado que castigava os minhotos, que foram bastante superiores.

Na segunda parte, o ritmo baixou, e o Marselha subiu mais no terreno e equilibrou as coisas. Faltava ao Braga dar o golpe que derrubasse um Marselha já de si fragilizado. E o momento do golo não poderia ser mais emotivo. Hassan isolou-se e fez um belo chapéu, inaugurando o marcador. De seguida ajoelhou-se e apontou para o céu. O egípcio tinha recebido, ontem, a notícia da morte do seu pai e mesmo assim manteve o seu profissionalismo. Marcou e dedicou ao pai no momento mais emotivo no estádio AXA. Motivados por este golo, o Braga não baixou os braços e, enquanto Hassan saía, lesionado, debaixo de aplausos, Wilson Eduardo, num lance confuso, marcava o segundo, com dedicatória especial para Hassan. Festejavam os adeptos e no estádio já se sentia que a vitória não escapava.

Momento emotivo para Hassan Fonte: Facebook do Sporting de Braga
Momento emotivo para Hassan
Fonte: Facebook do Sporting de Braga

O Braga tinha uma vantagem de dois golos, e o Marselha pouco mostrava para contrariar. Parecia uma vitória tranquila mas o melhor estava ainda para vir. Num livre marcado de forma exemplar, o Marselha reduziu e os pupilos de Paulo Fonseca sentiram o golo sofrido, e aos 87 sofreram o empate. Sem merecer muito e quando poucos acreditavam, o Marselha chegava ao empate. Mas quando ainda se festejava o empate e já se lamentava por uma vitória que escapava, Djavan teve um lance brilhante, cruzou, Mandanda saiu em falso, e Alan apenas desviou e deu o triunfo justo da equipa que mais quis ganhar.

O Braga europeu a que estamos habituados a ver parece estar de volta. Nove pontos, cinco de vantagem para o segundo classificado e a próxima fase ali tão perto (e o primeiro lugar também).

A Figura:

Hassan – Um dia depois de saber da morte do seu pai, o avançado poderia não estar com cabeça para o jogo, mas foi profissional e decisivo. Fica uma bonita homenagem para o seu pai. Uma menção honrosa também para Alan, a grande referência deste Sporting de Braga, que continua com a mesma qualidade a que nos habituou.

O Fora-de-jogo:

Marselha – Esta equipa está longe dos tempos de glória. Outrora o Marselha apresentar-se-ia em Braga como uma equipa que deveria ser temida; hoje foi controlada pelos bracarenses. Está a ser um inicio de época para esquecer.

Foto de capa: Facebook do Sporting de Braga

André Conde

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