Publicidade

A análise e os incentivos

António Gonçalves · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

sporting cp cabeçalho 2

O incentivo:

Após a chegada de Fábio Coentrão, a comunicação social, nomeadamente os jornais desportivos com quotas pagas pela administração encarnada, invocou sérias críticas à opção tomada pelo defesa em assinar pelo Sporting. Num claro incentivo ao ódio, violência e destabilização pessoal foi proclamado, junto de uma claque não oficial, que deveriam fazer repulsa, raiva e ofensas ao internacional português.

Como o antigo treinador Toni disse, e bem: “O amor à camisola já foi chão que deu uvas”. Totalmente de acordo com esta observação! Quem não se lembra de Carrillo? Na época transacta, o Peruano decidiu não renovar pelo clube de Alvalade para assinar pelo seu maior rival. Estaria André Carrillo insatisfeito? Faltava algo no dia-a- dia de Carrillo que o Sporting não poderia colmatar? Como é lógico, nada faltava a Carrillo, a não ser aquilo que alimenta a maioria dos profissionais do futebol: a cor do dinheiro. E, nessa altura, não foi proclamado em “praça pública” com insinuações directas à claque do Sporting, o incentivo à violência. Tal como essas entidades subordinadas pela administração encarnada o fazem quando alguém, ligado ao Benfica, troca o clube da Luz por Alvalade.

Fábio Coentrão foi muitíssimo criticado pelo lado benfiquista da comunicação social Fonte: Facebook de Fábio Coentrão
Fábio Coentrão foi muitíssimo criticado pelo lado benfiquista da comunicação social
Fonte: Facebook de Fábio Coentrão

Não é que Coentrão tenha optado por jogar de verde e branco por uma questão monetária. Mas optou, sim, por trabalhar com aqueles que acreditam no seu valor e apresentaram um projecto sólido que incentivou o craque português a jogar de Leão ao peito. Diga-se, a sua primeira paixão quando pequeno. Conta a história que quando despertou a atenção dos grandes clubes portugueses, Fábio revelou ter grande admiração pelo Sporting. Mas, a proposta apresentada ao Rio Ave foi metade da que o Benfica ofereceu. Desta forma, Coentrão foi desviado para o outro clube da 2ª circular, mas nunca esqueceu o primeiro clube que o fez vibrar enquanto jovem.

A análise:

Vinte jogadores mostraram-se ao treinador Jorge Jesus no particular frente ao Belenenses. O jogo terminou empatado e ficou claro que ainda há muito para mostrar. No final dos noventa minutos, destacamos a exibição de Petrovic e de Leonardo Ruiz. O jovem colombiano fez o golo do Sporting e apresentou ainda ao longo do jogo vários apontamentos interessantes. Desta partida, realçamos a necessidade de o Sporting ainda sentir a falta de um lateral direito e um ala esquerdo ou direito. Piccini não fez esquecer Schelotto. Mattheus e Battaglia não se mostraram. Gelson Dala tem velocidade, mas tem de melhor a sua tomada de decisão. Iuri Medeiros esteve longe daquilo que é capaz. Os jovens Mama Baldé e Jovane Cabral mostraram-se algo nervosos. Domingos Duarte, pela sua capacidade física e posicionamento deu boas indicações, tal como Chico Geraldes. Bruno Fernandes precisa de mais tempo para captar a cultura táctica necessária. Tobias Figueiredo e Paulo Oliveira estiveram bastante tempo desconcentrados, falhando consecutivas interseções.

Nos últimos 20 minutos, Jorge Jesus aproveitou para mudar as opções e jogar num claro 3-5- 2. Este modelo, juntamente com todos os reforços e pesos da equipa, pode ser uma alternativa interessante para a presente temporada. Não foi a primeira vez que o treinador leonino utilizou este esquema e, esta semana, aproveitando essa alternativa, apresentamos um onze que poderia até ser utilizado no primeiro encontro oficial do Sporting:

Possível equipa titular do Sporting 2017/18
Possível equipa titular do Sporting 2017/18

A vermelho verificam-se os jogadores que Jorge Jesus deve dispensar. A preto, as alternativas, e a amarelo o onze mais forte para esta táctica 3-5- 2. É de salientar que houve um volte-face na decisão de Jonathan Silva. O argentino aceitou voltar a Portugal após ter recusado regressar. Será a alternativa a Fábio Coentrão. Schelloto, Marvin, Castaignos e Douglas continuam com o futuro em aberto e deverão ser colocados até ao final do presente mês.

Entre análises e incentivos, a pré-época do Sporting segue em frente contra os turcos do Fenerbahçe, seguem-se Valência e Basileia. Após estes jogos e o estágio da Suiça, o treinador verde e branco terá uma ideia dos jogadores a dispensar e a continuar ao serviço do Sporting.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

 

 

António Gonçalves

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.