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Bruno de “Renascimento”

António Gonçalves · 1 min

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sporting cp cabeçalho 2Falar do Sporting é, indiscutivelmente, falar de Bruno de Carvalho. O reeleito presidente leonino ganhou, de modo esperado, as eleições para os próximos quatro anos de mandato. Só não se previa, ou talvez sim, que fosse por números tão esmagadores: 86% dos votos de cerca de 18. 500 sócios, que votaram num número recorde para os últimos tempos.

Madeira Rodrigues foi o derrotado mais que previsto. Ficámos sem perceber por que razão foi tão feroz o seu ataque ao bom trabalho realizado por Bruno de Carvalho. Os sócios do Sporting aguardavam por propostas e projectos aliciantes mas, ao invés disso, Pedro Madeira Rodrigues seguiu uma estratégia totalmente descompensada, tendo em conta um grande factor: Bruno de Carvalho é visto como o grande salvador da bancarrota e é admirado por quase toda a massa associativa.

Bruno de Carvalho vai continuar a ser presidente do Sporting nos próximos quatro anos Fonte: Sporting CP
Bruno de Carvalho vai continuar a ser presidente do Sporting nos próximos quatro anos
Fonte: Sporting CP

Mas não é esse o principal objectivo de cada direcção de um clube? O mínimo que é exigido a uma direcção, em detrimento de títulos, é a boa gestão financeira e a capacidade de criar dinâmicas e estruturas que sejam aliciantes aos seus adeptos. BdC fez isso muito bem: recuperou o buraco financeiro de todas as outras gestões danosas do clube mas, por outro lado, não venceu nenhum título de campeão nacional. É imperativo pedir que o Sporting seja campeão. Seria bom sê-lo no próximo mandato, é urgente que seja já para a próxima época!

Foi dado um voto de confiança para que o bom trabalho continue, só ficam a faltar os títulos. Se estes faltarem nos próximos quatro anos, não podemos esquecer que serão poucos os adeptos que ficarão satisfeitos apenas com a boa gestão financeira. Como foi dito anteriormente: um clube alimenta-se de títulos. Jogadores, treinadores, presidentes vão passando. Mas, e o clube? Esse fica e perdurará eternamente.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

António Gonçalves

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Há uma frase do Lampedusa que toda a gente cita mal: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Rui Borges levou-a à letra na terça-feira. Mudou os onze. Não nove, não dez, os onze, do guarda-redes ao ponta de lança, o que é um gesto que um treinador de um grande só faz quando percebeu que já não tem nada a perder por aí. Saíram o Kaique, o Fresneda, o Ba, o Gonçalo Inácio, o Maxi, o Altimira, o Doumbia, o Flávio, o Luis Guilherme, o Irankunda e o Suárez. Entrou uma equipa que ninguém tinha visto jogar junta. E ganhou. Convém lembrar de onde vinha o Sporting, porque sem isso o 2-1 não se percebe. Vinha de duas derrotas consecutivas em casa, com o LASK Linz e com o Académico de Viseu, do primeiro desaire interno da temporada, de nove pontos de atraso para o FC Porto e de lenços brancos nas bancadas no domingo à tarde. Alvalade tinha-se habituado a ver a bola circular muito e a chegar a lado nenhum. Dois jogos seguidos a cruzar por cruzar contra blocos que se fechavam e a sofrer sempre do mesmo modo, com a bola trocada para o lado contrário e um cruzamento rasteiro que ninguém cortou.

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