Publicidade

BVB Dortmund 1-0 Sporting CP: Não houve Haaland, houve Malen

Guilherme Vilabril Rodrigues · 4 min

Sporting x Dortmund
Foto: BVB Dortmund

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: JOGO EQUILIBRADO MAS SEMPRE “CONTROLADO” PELOS ALEMÃES

Sem Haaland para a equipa da casa, e sem Pedro Gonçalves e Gonçalo Inácio para a turma portuguesa, jogava-se a segunda jornada da Liga dos Campeões, já depois de o AFC Ajax ter derrotado o Besiktas JK, fazendo com que os neerlandeses somassem seis pontos, ao contrário dos turcos que continuam com zero.

O favoritismo estava do lado do Borussia Dortmund, mas cedo o Sporting CP quis mostrar que o primeiro jogo de Lisboa tinha sido um deslize. Os alemães foram um pouco superiores, sim, mas não tanto como à partida se esperaria, tendo a turma de Rúben Amorim algumas aproximações à baliza adversária. Ainda assim, o maior domínio do jogo veio a dar frutos e Malen fez o primeiro da partida, que deu outra tranquilidade aos alemães.

Para a segunda parte, o Sporting CP sabia que não valia a pena continuar apenas a defender e notou-se mais algum atrevimento da equipa, que, principalmente através de Porro, conseguia subir pela lateral direita e provocar calafrios à defensiva contrária. Ainda assim, sem grandes oportunidades dos leões e com a experiência neste tipo de jogos por parte do Dortmund, o jogo começou a ficar algo adormecido, algo que durou até ao apito final

Mais três pontos para os alemães, novamente pela margem mínima, e mais uma derrota para a equipa de Alvalade, que à partida irá lutar pelo acesso à Liga Europa com o Besiktas JK.

 

A FIGURA 

O Borussia Dortmund vence o Sporting por 1×0, com grande atuação defensiva e segue firme na Champions League. O time sentiu muitas dificuldades parar criar chances, mas Donyell Malen conseguiu decidir o jogo, marcando seu primeiro golo com a camisa aurinegra. pic.twitter.com/sy7no9uucU

— Central BVB (@bvb_central) September 28, 2021

Donyell Malen – Não tendo havido um destaque pela positiva nesta partida, o prémio de figura do jogo vai para o homem que acabou por fazer a diferença. Malen substituiu Haaland e ajudou a fazer esquecer o internacional norueguês, fazendo aquilo que ele melhor sabe: golo. Foi decisivo e deu à sua equipa os três pontos nesta jornada.

 

O FORA DE JOGO

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Trio ofensivo do Sporting CP – Tanto Paulinho como Tiago Tomás e Sarabia não estiveram especialmente inspirados na partida. Este era um jogo que se previa bastante difícil, mas estes três homens necessitavam de ser mais decisivos quando a equipa se conseguisse chegar à frente. Assim não foi, e o Sporting não só não conseguiu marcar, como não criaram uma grande oportunidade de golo.

 

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

A equipa alemã não pôde contar com o seu melhor marcador e jogador, Erling Haaland, mas nem por isso se intimidou face à turma portuguesa. Atuaram num sistema de 4-3-1-2, com uma linha defensiva formada por Meunier à direita, Hummels e Akanji ao centro e Raphael Guerreiro mais à esquerda. À sua frente, Witsel, bem conhecedor das equipas portuguesas, atuou como número seis, com a companhia de Bellingham e Dahoud, este segundo que saiu aos oito minutos devido a um problema físico. Para o seu lugar entrou Brandt.

Mais à frente jogou Reus como número dez, no apoio a Thorgan Hazard e a Malen, que veio substituir o ausente internacional norueguês. Parece um sistema algo confuso e pouco usual, e até o é, uma vez que as dinâmicas do Borussia são muito interessantes quando chega o momento de atacar a baliza do adversário, com os jogadores sempre muito disponíveis para ocupar os espaços vazios, criando problemas à defensiva adversária.

Dortmund – 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kobel (7)
Meunier (7)
Hummels (7)
Akanji (7)
Raphael Guerreiro (6)
Witsel (7)
Dahoud (-)
Bellingham (6)
Reus (6)
Thorgan (7)
Donyell Malen (7)

SUBS UTILIZADOS

Julian Brandt (6)
Marius Wolf (6)
Reinier (6)
Schulz (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Rúben Amorim apresentou o típico 3-4-3 com a linha defensiva a ser comandada por Coates, que muita falta fez na última partida da Liga dos Campeões, juntamente com Feddal e Luís Neto. A faixa esquerda do Sporting ficou ao cargo de Matheus Reis e a faixa direita de Pedro Porro, com João Palhinha e Matheus Nunes a ocuparem o meio campo.

Aqui, como é natural, o internacional português sempre um pouco mais recuado, e o futuro internacional pela seleção das Quinas com o poder e a capacidade para explodir, e ajudar, a equipa a chegar-se à frente no terreno. Na linha da frente apareceu Paulinho como homem mais adiantado, que contou com o apoio de Sarabia, muito dotado técnica e taticamente, e de Tiago Tomás, que entrou diretamente no 11 para que a sua velocidade pudesse ser aproveitada nos momentos do contra-golpe.

 

Sporting – 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (6)
Pedro Porro (7)
Luís Neto (7)
Coates (7)
Feddal (7)
Matheus Reis (6)
João Palhinha (7)
Matheus Nunes (6)
Pablo Sarabia (5)
Tiago Tomás (5)
Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (6)
Jovane Cabral (5)
Ricardo Esgaio (-)
Tabata (-)
Daniel Bragança (-)

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Guilherme Vilabril Rodrigues

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.